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Alunos da ESAD.CR apresentam coleção de facas ao cluster da cutelaria

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Trinta protótipos de facas criados pelos alunos do segundo ano da licenciatura em Design Industrial da Escola Superior de Artes e Design das Caldas (ESAD.CR) foram apresentados, na passada sexta-feira, ao cluster da cutelaria da Benedita e Santa Catarina. A apresentação das facas teve lugar no Centro de Artes - Espaço Concas, no âmbito do projeto “Segunda Função”, com o objetivo de conceber facas atrativas e funcionais, que se constituem como mais-valias na indústria e para a sociedade.
Cluster da cutelaria da Benedita e Santa Catarina avalia a coleção “Segunda Função”

Trinta protótipos de facas criados pelos alunos do segundo ano da licenciatura em Design Industrial da Escola Superior de Artes e Design das Caldas (ESAD.CR) foram apresentados, na passada sexta-feira, ao cluster da cutelaria da Benedita e Santa Catarina. A apresentação das facas teve lugar no Centro de Artes – Espaço Concas, no âmbito do projeto “Segunda Função”, com o objetivo de conceber facas atrativas e funcionais, que se constituem como mais-valias na indústria e para a sociedade.

A coleção de facas assenta em várias linhas. Uma delas destaca a ferramenta orientada para o trabalho criativo. Outra presta atenção à cozinha e sua evolução, dando especial atenção a frutas e vegetais e aos vários momentos de preparação destes alimentos, como descascar, espremer, descaroçar ou fatiar. Depois também há a linha que explora o papel da faca na mesa de refeição, procurando relacionar as ações de cortar e servir alimentos.

“Todos os projetos desenvolvidos partem do cruzamento entre lâminas e outros elementos funcionais”, explicou o docente de design industrial e coordenador do projeto, Renato Bispo.

Segundo o professor, o curso de design industrial na ESAD.CR tem interesse em trabalhar com as várias indústrias que estão na região. “Apesar de não privilegiar a cutelaria tem um peso importante porque é um cluster que está num processo de renovação”, adiantou. 

Há três anos decorreu o projeto Canivete do Oeste, proposto pela associação de Cutelarias de Santa Catarina e Benedita ao curso de Design Industrial da ESAD.CR. com o objetivo de desafiar os alunos a repensarem o desenho de um canivete, um produto icónico da região bem como da indústria da cutelaria. “Desta iniciativa resultou por parte das empresas o interesse por cinco protótipos funcionais de canivetes que já são modelos reais”, relatou.

Quanto à coleção “Segunda Função”, o coordenador do projeto disse que “ainda é cedo para dizer se alguma faca foi selecionada para a estratégia comercial, uma vez que todos estes objetos estão em fase de desenvolvimento”. “Se as empresas detetarem que algumas facas têm interesse haverá ainda um momento que será feito com os alunos e as empresas já com a tecnologia real”, contou. 

Caso haja interesse por parte de uma empresa será realizado um protocolo de cedência de direitos de colaboração entre a empresa, a escola e o aluno. 

O projeto foi desenvolvido por 30 alunos do 2º ano de Design Industrial sob orientação do professor em colaboração com AIRO – Associação Empresarial da Região Oeste e com o cluster das cutelarias de Santa Catarina e Benedita.

Antes de iniciar o projeto os 30 alunos visitaram a Lombo Ferreiro, a Nicul e a Curel (empresas com sede em Santa Catarina) e a Jero (sede na Benedita).

Adriana Neto, designer industrial da Jero, disse ao JORNAL DAS CALDAS que a coleção de amostras de facas estão “muito bem conseguidas”. “Alunos do 2º ano que concretizam duas funções num só objeto e pô-las a funcionar na prática e depois conseguir fazer em impressão 3D, é de louvar”, salientou.

Maria João Ramalho, diretora da AIRO e uma das responsáveis da Nicul – Nova Indústria de Cutelarias, disse que “há ideias muito engraçadas e os alunos conseguiram estar na ótica do utilizador, criando objetos inovadores que poderão ser levados para o ambiente industrial para melhorar”.

Segundo esta responsável, a iniciativa “prepara estes designers para a criação de soluções inovadoras através do desenvolvimento integrado de projetos”.

Fazendo também parte da associação de Cutelarias de Santa Catarina e Benedita, Maria João Ramalho revelou que vão retomar as atividades, apontando a falta de mão de obra para a vertente industrial.

Na sessão esteve presente o vice-presidente da Câmara Municipal das Caldas.

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