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Câmara inaugurou Centro Municipal de Operações de Socorro

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Foi inaugurado na passada quinta-feira o Centro Municipal de Operações de Socorro das Caldas da Rainha (CMOS), no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Proteção Civil. Este novo CMOS, que está instalado no terceiro piso do edifício dos Paços do Concelho, vai permitir aumentar a capacidade e rapidez de resposta em situações de emergência, funcionando “de forma completamente independente, em termos de energia elétrica”.
Novo Centro Municipal de Operações de Socorro das Caldas da Rainha

Foi inaugurado na passada quinta-feira o Centro Municipal de Operações de Socorro das Caldas da Rainha (CMOS), no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Proteção Civil. Este novo CMOS, que está instalado no terceiro piso do edifício dos Paços do Concelho, vai permitir aumentar a capacidade e rapidez de resposta em situações de emergência, funcionando “de forma completamente independente, em termos de energia elétrica”.

A estrutura, que “já estava em funcionamento há algum tempo”, vai monitorizar em permanência “pontos sensíveis em termos de incêndios florestais, de depósitos de água e da costa, estando preparado para, em caso de acidente ou de catástrofe, funcionar como um centro de gestão de meios e despacho de operacionais”, explicou o coordenador municipal de Proteção Civil, Gui Caldas. Além disso, o novo CMOS está preparado para funcionar “de forma completamente independente, em termos de energia elétrica e de comunicações, sendo alimentado por uma rede privada”, o que permite, em caso de situações de emergência que levem ao corte de redes, assegurar “sempre a comunicação via rádio com toda as entidades de proteção civil”, explicou o coordenador municipal.
“Pode falhar tudo, mas aqui não, pois temos dois geradores, uma unidade de alimentação ininterrupta e ainda estamos a pensar outro gerador como alternativa”, frisou Gui Caldas, adiantando que “o CMOS é o único a nível nacional que tem este sistema de rede privada”.
O centro de operações está equipado com oito monitores e uma consola de rádio, de modo a “permitir visualizar as imagens captadas por cerca de 20 câmaras de vigilância colocadas em locais estratégicos do concelho e, em caso de catástrofe, acionar um oficial de ligação de cada uma das entidades”. Com esta estrutura será ainda “possível coordenar todas a operações, distribuir meios e, através de georreferenciação, enviar meios para o local sem que os operacionais tenham que perder tempo a indicar a sua localização”, esclareceu Gui Caldas.
A estrutura também tem ligação à rede SIRESP, que “neste momento está a funcionar como plano b, isto porque a nossa rede privada municipal tem ligação com todas as entidades de proteção civil”, frisou o coordenador municipal.
No novo CMOS estará em permanência um operador, que vai monitorizar eventuais ocorrências, e, em caso de crise, o efetivo será reforçado com mais dois operacionais e pelo coordenador de operações. A par disso, o centro de operações contará com reuniões e testes de operacionalidade dos equipamentos a realizar semanalmente com os meios de proteção civil da autarquia e, quinzenalmente, com todas as forças envolvidas, incluindo a GNR e PSP, o Exército, autoridades de saúde e bombeiros.
Além deste equipamento, que teve um investimento de 75 mil euros também foram inauguradas duas Zonas de Concentração e Apoio à População (ZCAP municipal), que “são zonas preparadas para acolher pessoas deslocadas em caso de acidentes graves ou de catástrofe, estando equipadas de forma a fornecer alojamento, alimentação, banhos e todo o tipo de apoio que as pessoas precisem”. Estes equipamentos, que estão instalados em antigas escolas primárias, foram eles também testados, com um simulacro que envolveu todos os meios de socorro e o setor de ação social da autarquia.
Apesar destes novos equipamentos, o coordenador municipal considerou que “ainda faltam algumas coisas, como recursos humanos e meios técnicos, que também estamos a tratar”.

“Uma verdadeira semana de Proteção Civil”

No âmbito das comemorações do Dia Internacional da Proteção Civil também se realizaram ao longo de cinco dias diversas ações de sensibilização, colóquios, exposições e simulacros pelas Caldas da Rainha, com intuito de “dar a conhecer ao cidadão comum, quem são os agentes de proteção civil”, frisou Gui Caldas, após a cerimónia de encerramento, que decorreu no salão nobre da Câmara Municipal.
Já o comandante Distrital de Operações de Socorro de Leiria, Carlos Guerra, disse que “estas comemorações visaram chamar a atenção de todos para a importância dos temas relacionados com a proteção civil, desde a prevenção de riscos e catástrofes ao planeamento de emergência”, bem como “prestar homenagem àqueles que têm sempre uma resposta pronta de ajuda”. “Todos os agentes de proteção e outras entidades conseguiram construir uma verdadeira semana de Proteção Civil, aqui em Caldas da Rainha, aproximando e congregando a população aos diferentes agentes”.
O comandante também referiu que “todas as ações vieram destacar o papel ativo que cada cidadão deve e pode ter na proteção individual e coletiva”. Nesse sentido, ”o desafio agora passa por criar uma Proteção Civil credível e considerada por todos os cidadãos, pois todos somos Proteção Civil”.
Perante as diferentes entidades distritais, o presidente da Câmara Municipal, Vitor Marques, sublinhou que “foram muito importantes as atividades que se realizaram ao longo destes cinco dias”.

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