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Queijos de Santa Quitéria há 40 anos no mercado

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Graciete Rogério, natural do Valado Santa Quitéria, proprietária da “Queijaria da Dona Quitéria (produtos regionais)”, é uma apaixonada pelo comércio tradicional e pela Praça da Fruta, nas Caldas. A sua paixão é “vender ao balcão”. Criou a marca Queijos de Santa Quitéria, que estão no mercado há cerca de 40 anos.

Graciete Rogério, natural do Valado Santa Quitéria, proprietária da “Queijaria da Dona Quitéria (produtos regionais)”, é uma apaixonada pelo comércio tradicional e pela Praça da Fruta, nas Caldas. A sua paixão é “vender ao balcão”. Criou a marca Queijos de Santa Quitéria, que estão no mercado há cerca de 40 anos.

A responsável pela marca dos Queijos de Santa Quitéria iniciou a sua atividade de venda ao público numa antiga queijaria nas Caldas. Foi aí que se apercebeu do seu gosto pela venda ao público atrás do balcão. Tornou-se conhecedora dos melhores queijos nacionais e charcutaria, trabalhando de perto com os melhores produtores de norte a sul do país. Com a doença do seu marido decidiu abrir o seu próprio negócio. Foi em 1976 que iniciou atividade com a venda de queijos, charcutaria (enchidos), entre outros produtos, numa roulotte na Praça da Fruta.

A marca de Queijos de Santa Quitéria nasceu numa fábrica em Fornos de Algodres (vila portuguesa pertencente ao distrito da Guarda) e depois de abrir a queijaria, “Flor do Vale”, Graciete Rogério mudou a laboração para esta fábrica, situada no Valado de Santa Quitéria. 

“Flor do Vale” aposta na produção de queijo artesanal, que está no mercado há cerca de 40 anos. “Eles fazem o meu queijo seco, fresco e curado, meio gordo, de fabrico artesanal”, explicou a empresária, que também vende os queijos “Flor do Vale”.

Sentindo a necessidade de ir ao encontro da necessidade dos clientes com a venda dos produtos após as 14h00 (fecho da Praça da Fruta), Graciete Rogério abriu uma loja no Largo Dr. José Barbosa e depois surgiu a oportunidade e abriu num espaço na Praça da República, de frente para o mercado da fruta, onde está há cerca de oito anos. Expandiu o negócio, mas nunca deixou a venda na Praça da Fruta, onde iniciou a atividade.

Entrar na Queijaria da Dona Quitéria (empresa familiar) é “ajudar a manter vivo o comércio tradicional”, manifestou, mas é “também saber que qualquer produto comprado tem qualidade”. “Alguns dos meus fornecedores são os mesmos de há 40 anos”, referiu.

Há muitos queijos, todo o tipo de charcutaria, pão de Rio Maior autêntico cozido em forno de lenha, broa de milho, compotas caseiras, mel, azeite, vinho regional, bolos secos, entre outros produtos. “Se há coisa que acontece neste espaço é poder provar o queijo ou presunto para facilitar a compra”, contou a empresária, que já atendeu várias gerações.

Adora o seu trabalho e de atender o público. “Posso estar preocupada, triste e angustiada, mas quando entro no meu espaço, os problemas ficam na rua e ninguém me vê maldisposta”, salientou. 

Graciete Rogério relatou com o seu genro, licenciado em Gestão de Recursos Humanos, já faz parte da casa. Tem ainda três funcionários que estima e valoriza monetariamente para maximizar o seu desempenho e a sua satisfação no trabalho. Ao fim de semana e durante épocas festivas que provocam mais afluência, os netos, filha e nora vão todos ajudar na loja e praça.  

Apesar de estar aberta na altura da pandemia sofreu uma quebra de vendas dada a limitação de pessoas no interior da loja. “Havia filas grandes à porta e alguns clientes habituais, nomeadamente os mais idosos acabavam por desistir e iam ao supermercado”, indicou.

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