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A nossa cultura política

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O fanatismo político ocupa, hoje em dia, demasiado tempo de antena da nossa praça. Temos discussões políticas vazias e abstratas, cujo conteúdo insignificante não capta nem atrai a atenção dos eleitores. Perante esta dificuldade, os políticos caem na tentação do discurso fácil, demagogo e de ataque direto ao adversário, tornando a política num big brother triste e indigno.

Olhar JSD

O fanatismo político ocupa, hoje em dia, demasiado tempo de antena da nossa praça. Temos discussões políticas vazias e abstratas, cujo conteúdo insignificante não capta nem atrai a atenção dos eleitores. Perante esta dificuldade, os políticos caem na tentação do discurso fácil, demagogo e de ataque direto ao adversário, tornando a política num big brother triste e indigno.

Estamos a viver aquela que é considerada a eleição “mais democrática de todas”. As Autárquicas. Estas que são o núcleo da nossa democracia e devem ser o exemplo da boa-prática política. É onde existe maior proximidade à população, onde podemos presenciar a evolução das propostas e, essencialmente, temos feedback diário dos eleitores.

É aqui que devemos depositar todas as fichas. Se queremos promover uma mudança na cultura política em Portugal tem de ser aos poucos, de baixo para cima. Sabemos que com o surgimento das redes sociais, a discussão pública se tornou pouco coerente e objetiva, com mais ruído e menos ponderação. A própria campanha eleitoral se torna mais ambígua e assente em premissas que não as propostas e a visão para o município. Hoje, naturalmente, muito da campanha migra para estas plataformas, perdendo alguma qualidade de conteúdo, com mais investimento na vertente comunicativa. A mensagem chega a mais gente, mas não é tão incisiva quando comparada com o método tradicional.

São mudança políticas que se vão fazendo, tentando acompanhar caminho da sociedade. Não obstante de todas as qualidades que as campanhas “virtuais” têm, trazem-nos igualmente pontos negativos. Desde logo, o facto de haver uma plataforma entre os dois elementos necessários à comunicação – emissor e recetor – traz algumas reticências. Na realidade, estamos escondidos por detrás de um equipamento eletrónico. Desde as fake news aos falsos perfis – a velha parábola do lobo em pele de cordeiro…-, são inúmeros os métodos usados para promover e propagar informações e, até, para fazer ameaças. Reduz-se o confronto político a caixas de comentários e a mensagens indiretas. E utiliza-se o enevoado mundo online como esconderijo. Isso, meus amigos, não é política.

Exigem-se campanhas saudáveis, honestas e pela positiva. Construtivas. Realistas. Abertas à crítica, ao debate de ideias e à troca de opiniões. As pessoas estão saturadas dos políticos que tentam vencer vendendo a ideia de que os outros são os piores. Dizer mal de um adversário político demonstra falta de personalidade e humildade. Não são estas as características de um líder.

Não podemos criticar e fazer o mesmo. Diz-se que a definição de insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes. Esta lição deve ser entendida politicamente. É por isso que o conformismo leva a grandes derrotas.

Nós não nos conformamos. Queremos mais. Queremos fazer mais pela nossa cidade, pela nossa juventude. Apresentamos um programa extenso, objetivo e sustentável, com a nossa visão para o concelho que vai desde o Landal à Foz do Arelho. Olhamos a 360 graus, pois só assim poderemos promover um crescimento saudável.

Dia 26 vão às urnas! Sem medos e sem receios, usem a força do voto para transmitir a vossa mensagem.

André Santos, vice-presidente da JSD Caldas da Rainha

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