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Censos revelam menos 801 habitantes no concelho nos últimos dez anos

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A diminuição do número de habitantes nos últimos dez anos no concelho das Caldas da Rainha levou o vereador socialista Jaime Neto a pedir que seja feita uma “reflexão política alargada sobre os dados demográficos”, que no seu entender “revelam alguma estagnação e perda de atratividade do concelho”.

A diminuição do número de habitantes nos últimos dez anos no concelho das Caldas da Rainha levou o vereador socialista Jaime Neto a pedir que seja feita uma “reflexão política alargada sobre os dados demográficos”, que no seu entender “revelam alguma estagnação e perda de atratividade do concelho”.

O autarca apontou que, de acordo com os resultados preliminares relativos aos Censos 2021, Caldas da Rainha perdeu 801 habitantes em relação a 2011, “contrastando com outros concelhos da Zona Oeste, como Óbidos e Torres Vedras, para além de Leiria, que registam um aumento da população”.

Fazendo uma comparação com “concelhos do mesmo espaço regional com os quais Caldas da Rainha coopera mas também compete”, o panorama caldense é criticado pelo vereador, que observou ainda que “é urgente um maior e melhor investimento na atração de visitantes e turistas”, fazendo notar que “esta é uma estratégia para estes poderem vir a ser futuros habitantes do nosso concelho e contrariar esta tendência negativa da evolução demográfica”.

Sustentou assim a necessidade de “políticas inovadoras e atrativas para a fixação de famílias e empresas”.

Referiu ainda que as freguesias do interior do concelho, designadamente Alvorninha, Santa Catarina, Carvalhal Benfeito, Vidais e Landal “perderam mais de 10% da sua população nos últimos dez anos, o que é um facto muito preocupante do ponto de vista da sustentabilidade territorial, tanto ao nível social como económico”.

Jaime Neto manifestou que “é urgente investir na requalificação progressiva da EN360 [entre Caldas da Rainha e Santa Catarina], tanto ao nível funcional como ambiental, de forma a ligar com mais qualidade e eficiência a costa atlântica ao interior do nosso concelho”.

O vereador referiu ainda que tal requalificação “deverá ter por base o desenvolvimento de um projeto inovador, que possa obter financiamento europeu num contexto de valorização da mobilidade sustentável, da paisagem agrícola e dos transportes públicos para a periferia mais interior do concelho”.

Valorizar a identidade cultural, social e económica das freguesias do concelho é outra das pretensões do socialista, através de áreas de reabilitação urbana em todos os centros das freguesias.

Difícil construir nas freguesias rurais

O presidente da Câmara, Tinta Ferreira, reconheceu que o concelho regista “uma redução de população nas zonas rurais”, contrastando com o “aumento nas zonas urbanas”, resultados que, sublinhou, “estão dentro do enquadramento nacional e são resultantes da infeliz queda da população a nível regional nos núcleos rurais”.

Segundo o autarca, “dadas as caraterísticas do concelho, existe uma insuficiência de espaços para a construção de habitações nas freguesias rurais, situação que só poderá ser superada através de uma revisão ao PDM – Plano Diretor Municipal”.

O vereador Pedro Raposo, do PSD, frisou que Caldas da Rainha “é o concelho do Oeste que mais investe na cultura e desporto, tendo passado no espaço de seis anos do terceiro para o primeiro lugar no ranking da Comunidade Intermunicipal do Oeste, conclusões reveladas pela plataforma Pordata – Base de Dados de Portugal Contemporâneo”.

Esta situação, ressalvou, é fruto “de um aumento significativo de investimentos nestas áreas”.

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