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Agricultura Sintrópica

Rui Calisto

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No Brasil e na Suíça há um procedimento agrícola muito interessante do ponto de vista orgânico: O cultivo que propõe a conservação do território de mata natural em determinada área, associando-o à plantação de diversas culturas (verduras, legumes, raízes e frutas).

Essa boa prática facilita a diminuição radical da utilização de produtos químicos, pois, permite a preservação dos atributos genuínos da região – o que será, também, uma mais-valia para o ambiente – podendo chegar rapidamente à não-necessidade de aplicação de aditivos nocivos à saúde dos seres humanos (e dos animais em geral).

A agricultura sintrópica (ou agrofloresta de sucessão) carece apenas da própria natureza para vingar, tendo como única preocupação a da necessidade, pela parte do agricultor, de estudar muito bem as características do solo a ser utilizado, para que se possa perceber quais os alimentos que se devem ali plantar. Com as escolhas certas, naturalmente, o próprio ecossistema oferecerá a luz, a humidade e todos os nutrientes necessários para a plena evolução do que foi plantado.

Essa prática agrícola inovadora, além de enriquecer as plantações, trará um enorme equilíbrio ao alimento e à região onde este foi produzido. Podendo, inclusive, ser muito mais rentável para o agricultor do ponto de vista financeiro.

Não confundir a agricultura que proponho com a agricultura orgânica. Há diferenças. A sintrópica possui como foco principal a não-intervenção abusiva do solo; A não-utilização de produtos químicos; A mínima intervenção direta do agricultor, pois o seu trabalho mais vincado será o de repor a camada superficial do plantio com folhas e galhos (alimento essencial para os bicharocos que tanto incomodam a agricultura comum e arcaica praticada em Portugal), cuidar da fase da poda e do reaproveitamento dos seus resquícios, utilizando-os na própria plantação; E a aplicação de adubos orgânicos somente será permitida se o terreno escolhido necessitar de nutrientes e da proliferação de micro-organismos (neste caso específico, ao terceiro cultivo o solo já deverá estar pronto, preparado para “seguir sozinho o seu caminho”, podendo, assim, deixar de receber os tais adubos).

A agricultura sintrópica não sendo alvo de pragas ou doenças é importante para todo o ecossistema. Além disso, mantém todas as composturas da mata, o que permite uma excelsa familiaridade entre a fauna e a flora circundantes, sem que exista o constrangimento de algum tipo de desflorestação ou de excreção de castas nativas. O equilíbrio que a natureza trará ao cultivo, quiçá a si própria, permitirá ao solo uma riqueza extraordinária, que se refletirá na qualidade dos alimentos dali retirados.

Em Portugal, infelizmente, a larga maioria dos agricultores foi influenciada pela ganância das empresas que desejam “ganhar rios de dinheiro” com a venda de produtos químicos e adubos inorgânicos, como resultado o país possui uma parca variedade de verduras, legumes, raízes e frutas, e o que possui, na sua gritante maioria, está repleta de pesticidas, etc.

Um povo pouco saudável sucumbe facilmente, independente da doença que o atinja. O seu verdadeiro medicamento deve ser o alimento que ingere, e se este não for minimamente saudável, ocorre o óbvio: Uma vida de sofrimentos físicos e mentais.

Existe um pequeno exemplo de agricultura sintrópica implementada no alto Alentejo pelas mãos do agricultor e pesquisador suíço Ernest Gotsch, formado em ciência genética, um ponto de partida para algo efetivamente grandioso. Será que a região Oeste está preparada para a inovação, o renascer da agricultura, e a busca de uma vida mais saudável e feliz para a sua população?

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