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Caldenses na Festa do Avante

Mariana Martinho

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O JORNAL DAS CALDAS marcou presença na 39.ª edição da Festa do Avante, que terminou este domingo, depois de três dias repletos de música, exposições culturais e intervenções políticas. Durante o fim de semana, a habitual “cerimónia” de rentrée da CDU na Quinta da Atalaia, no concelho do Seixal contou este ano com a particularidade de acontecer a poucas semanas de umas eleições legislativas.
Espaço de Leiria

“Com força e confiança, a CDU avança” foi o tradicional slogan ouvido pelos milhares de militantes e simpatizantes, que vieram à festa para ouvir o líder comunista e os artistas musicais, podendo ainda visitar a contígua e recém-adquirida Quinta do Cabo da Marinha, mais sete hectares de recinto em 2016.

Os comunistas caldenses têm ao longo dos anos tido a sua representação nesta festa e este ano estiveram novamente, no espaço de Leiria (Cafetaria de Caldas da Rainha, Bar da Sardinha- Peniche, A Padaria, Taberna do vinho e da ginjinha e Kakus Bar). No domingo, há semelhança dos anos anteriores, partiu uma excursão das Caldas, com a presença de 36 militantes do partido.

Vítor Fernandes, dirigente da concelhia caldense do PCP e responsável pelos abastecimentos da área gastronómica de Leiria, vem desde a primeira edição da festa dos comunistas.

“De ano para tem estado melhor, sendo que este ano com a mudança de local, estamos colocados de frente para o palco, nota-se um aumento do número de vendas dos diversos produtos do distrito”, apontou.

Segundo o responsável, é um “encontro de várias culturas e quadrantes políticas, e ainda pelo convívio, confraternização, ambiente e pelo partilhar de ideias”. Contudo, este ano o partido tem uma “preocupação acrescida com a questão das eleições, em que procuramos reforçar a nossa mensagem e apelamos ao voto. Pois estamos confiantes, no aumento do número de votos e de deputados nas próximas eleições”.

“Queremos uma política direcionada para o povo”, realçou.

“Vivemos aqui, uma amostra da situação do nosso país, as dificuldades e as potencialidades, que foram temas discutidos nos debates que decorreram ao longo dos três dias”, salientou Vítor Fernandes, relembrando ainda que as receitas obtidas vão para o orçamento anual do partido do distrito de Leiria e para organização do terreno, que teve o custo de um milhão de euros.

Os visitantes puderam desfrutar durante a festa da gastronomia nacional e estrangeira, nos diversos restaurantes e quiosques montados desde junho pelos militantes comunistas, e apreciar as atuações dos Xutos e Pontapés, Expensive Soul, Fausto, Dead Combo, Linda Martini, Capicua, Terrakota ou Paus, entre outros, bem como assistir a numerosos debates e outros eventos literários e desportivos, que decorreram durante os três dias.

Para além de ter aberto as celebrações, Jerónimo de Sousa também encerrou a 39.ª Festa do Avante!, no comício de domingo, onde acusou os partidos do “ arco da governação” de “amedrontar” o povo português com os resultados das sondagens, “fabricados empates técnicos, contas e continhas para continuar a manter o poder”.

Jerónimo de Sousa também apelou ao voto para as próximas legislativas, pois os trabalhadores e o povo “não trocarão o certo pelo incerto, a segurança e confiança que a CDU lhes dá por apoios e votos em outros que, em nome da derrota venham a utilizá-los para prosseguir a política de direita”.

“Não é com os que atiraram Portugal para o fundo que o país pode encontrar solução”, referiu o secretário-geral do PCP, que também desafiou o maior partido da oposição “a não se pôr em bicos de pés, a agitar o papão do PSD e CDS pois, não se viram os socialistas na luta contra este Governo” nos últimos quatro anos. Igualmente salientou que a coligação “prometa o que prometer, os portugueses não esquecem o pesadelo que foi a sua governação, tal como não esquecem que o seu verdadeiro programa é aquele que enviaram para Bruxelas”.

“Não há sondagens que salvem PSD e CDS da derrota, bem pelo contrário. As sondagens revelam a mais pesada derrota de PSD/CDS”, adiantou. No entanto, se o PSD e CDS passaram a esconder que o seu verdadeiro programa está vinculado” às orientações do grande capital nacional e transnacional, o PS segue o mesmo caminho, apenas servem para deitar areia para os olhos dos portugueses”.

O deputado e cabeça de lista da CDU também disse que o próximo dia 4 de outubro, decide a “eleição de 230 deputados comprometidos com as aspirações do povo e a construção de uma política alternativa como os da CDU ou deixar ir para São Bento deputados de PS, PSD e CDS que outra coisa não farão que continuar a decidir contra trabalhadores e o povo”.

Jerónimo de Sousa encerrou a festa apelando que a “alternativa patriótica de esquerda” é a renegociação da dívida, devolução dos rendimentos em geral, designadamente o aumento do salário mínimo nacional para 600 euros, a recuperação para o controlo público de empresas de setores estratégicos, a aposta na produção nacional e a defesa dos serviços públicos e funções sociais do Estado.

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