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Vigília contra encerramento da Linha do Oeste

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Nas Caldas, as “águas mornas” proporcionaram mais uma reflexão, naquela que foi uma vigília por toda a linha do Oeste, contra o encerramento do transporte de passageiros a norte. Já na Marinha Grande os populares, momentaneamente e apesar de terem a estação encerrada, cortaram a linha férrea e impediram que o comboio andasse por alguns […]
Vigília contra encerramento da Linha do Oeste

Nas Caldas, as “águas mornas” proporcionaram mais uma reflexão, naquela que foi uma vigília por toda a linha do Oeste, contra o encerramento do transporte de passageiros a norte. Já na Marinha Grande os populares, momentaneamente e apesar de terem a estação encerrada, cortaram a linha férrea e impediram que o comboio andasse por alguns minutos. Esta foi a ação mais significativa de uma vigília marcada simultaneamente em sete locais da linha do Oeste, tendo as Caldas menos pessoas concentradas. “O protesto mais significativo aconteceu na Marinha Grande, onde cerca de 50 pessoas cortaram a linha e impediram a passagem do comboio”, disse José Rui Raposo, da Comissão para a Defesa da Linha do Oeste. O corte da linha, que durou cerca de vinte minutos, foi o único incidente registado durante as vigílias, que prosseguiram uma hora depois nas restantes estações, com menor adesão da população.?Em todas as estações foi aprovada uma resolução exigindo ao Governo “a urgente anulação da decisão tomada, de encerramento do serviço de transportes de passageiros entre as Caldas da Rainha e a Figueira da Foz” e que sejam tomada sem conta as propostas apresentadas pela Plataforma para a Defesa da Linha do Oeste.??A plataforma defende, com base num estudo encomendado a um especialista em transportes ferroviários, a viabilidade do serviço de passageiros, direcionado para Coimbra em vez de para a Figueira da Foz, como acontece atualmente.? A resolução agora aprovada, e que vai ser enviada ao Governo, Assembleia da República e câmaras do Oeste, exige igualmente “a concretização do projeto de requalificação”, aprovado nas contrapartidas da Ota. Para além das vigílias a comissão tem a correr um abaixo-assinado “já com mais de duas mil assinaturas”.??A Comissão vai avançar nas próximas semanas com mais ações de protesto, entre as quais uma reunião com a população de Fanhais, no concelho da Nazaré. “É preciso mudar de política sobre os transportes para que a linha do Oeste não encerre. Quando entenderem que o transporte ferroviário é um elemento estratégico para o desenvolvimento do país, teremos uma linha do oeste a funcionar em pleno, modernizada, requalificada”, disse José Rui Raposo, da Comissão para a Defesa da Linha do Oeste O porta voz considera que a vigília nas Caldas correu bem, pela participação, apesar de assumir que estiveram poucas pessoas e mais agentes políticos. Para este responsável, está nas mãos dos políticos locais, dos deputados eleitos pelo distrito e da comissão continuar a lutar para que a linha não encerre. “Este tipo de contributos, estando na luta, recolhendo assinaturas, colaborando nas iniciativas, é o mesmo tipo de participação que pedíamos aos deputados dos partidos da maioria e que afirmam que estão a favor da linha do Oeste, mas que depois nos momentos concretos não os vemos. O mesmo pode-se dizer daqueles que já foram autarcas e que são membros do governo e que podiam ter um papel fundamental, invertendo a decisão tomada e o que está em causa é uma decisão política”, disse José Rui Raposo. Da parte da população, Patrícia Marques, mostra-se solidária com as vigílias e ações, aconselhando os elementos da comissão a lutarem e a realizarem mais ações. “Acho bem que promovam ações, que lutem para que a linha não encerre. Se não forem estas pessoas mais ninguém faz nada. Estou solidária”, disse Patrícia Marques. Também Luís Silva, Celeste Neves e Manuela Pereira mostram-se solidárias com esta luta, mas julgam que a luta deve endurecer e fazer-se mais ações idênticas à que a população da Marinha Grande fez. A Comissão aguarda a marcação de uma audição parlamentar do autor do estudo que defende a manutenção do serviço de passageiros, Nelson Oliveira. Na vigília das Caldas, não estiveram quaisquer deputados eleitos ou elementos do Governo, comparecendo elementos locais do PCP, PS e PSD. Carlos Barroso Legenda: Mais um encontro de reflexão contra o encerramento

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