Caldas da Rainha apresenta argumentos em Bruxelas para ser “Capital Europeia do Pequeno Retalho”

27 de Janeiro de 2026

Caldas da Rainha, Braga ou Fuenlabrada, uma das três cidades será nesta quarta-feira, 28 de janeiro, escolhida como “Capital Europeia do Pequeno Retalho”, numa cerimónia em Bruxelas, Bélgica, que o JORNAL DAS CALDAS vai acompanhar.

 

A iniciativa “Capitais Europeias do Pequeno Retalho” integra um conjunto de ações promovidas pela União Europeia com o objetivo de apoiar os pequenos retalhistas e reforçar o papel das cidades na revitalização económica e social. São distinguidos os municípios que se destacam por abordagens inovadoras, apoio ao empreendedorismo e adaptação às transições digital e ecológica, e que alcançaram resultados notáveis quer no apoio ao pequeno comércio, quer na promoção e preservação de centros urbanos dinâmicos.

Caldas da Rainha é uma das três cidades finalistas na categoria “Cidades Vibrantes”, cuja população varia entre os 50 mil e os 250 mil habitantes.

O concurso europeu contou com 28 candidaturas de 13 países. Na final, a competir contra Caldas da Rainha estão Braga (Portugal) e Fuenlabrada (Espanha).

Na tarde desta quarta-feira os representantes de cada cidade finalista irão fazer uma apresentação perante um júri europeu.

Para decidir quem será a “Capital Europeia do Pequeno Retalho 2026”, os jurados irão avaliar os resultados alcançados pela cidade no que diz respeito ao apoio ao pequeno comércio, analisando a robustez e a viabilidade do programa de atividades proposto para 2026.

A União Europeia descreve que Caldas da Rainha “combina o seu centro histórico com um pequeno setor retalhista resiliente, que impulsiona a vida económica e social”. “Com um grande número de pequenos estabelecimentos comerciais que formam uma parte significativa do comércio total, gerando um volume de negócios substancial e proporcionando muitos empregos, a cidade demonstra o papel central do pequeno comércio retalhista no emprego, na identidade cultural e na vitalidade da comunidade. O centro histórico, centrado na Praça da Fruta, com as suas lojas familiares, restaurantes e serviços locais, é o coração do comércio e fortalece a vida comunitária e o património cultural”, é relatado na apresentação sumária.

Caldas da Rainha integra o retalho com a cultura, o turismo e a inovação. As iniciativas incluem a rota Bordaliana, o programa nacional de comércio com história e eventos como o MESTRA e o Caldas Nice Jazz, que reforçam a ligação entre o comércio e a cultura. Programas digitais como o ACELERAR 2030, a Startup Oeste, o INCUBA.Centro e o Distrito Comercial Digital apoiam modelos empresariais híbridos e alargam o alcance do mercado.

A sustentabilidade urbana está integrada no Plano Diretor Térmico, no Plano Municipal de Ação Climática e no Plano de Mobilidade Urbana Sustentável, promovendo a mobilidade suave, as zonas pedonais e a eficiência energética. “Ao misturar património, inovação e práticas sustentáveis, Caldas da Rainha garante a vitalidade a longo prazo do seu pequeno setor retalhista”, conclui a apresentação.

Braga é “um animado centro comercial no norte de Portugal, onde pequenas lojas e serviços locais impulsionam a economia, formando a maioria das empresas e empregos”. “A cidade é o lar de um grande número de pequenas e microempresas, proporcionando emprego substancial. O seu centro histórico, com numerosas lojas em muitas ruas e várias «lojas históricas» oficialmente reconhecidas, é o coração do comércio, ligando o património, o empreendedorismo e a vida comunitária. Ao longo dos últimos 10 anos, o setor retalhista da cidade tem crescido de forma constante, refletindo o espírito empreendedor de Braga e a sua capacidade para combinar o turismo com os negócios locais”, relata a União Europeia.

Braga moderniza o comércio retalhista através de iniciativas como o Centro Braga, uma zona comercial digital que liga inúmeras lojas a mercados em linha, sistemas de comunicação integrados e soluções de pagamento eletrónico. “As ruas pedonalizadas, uma frota de autocarros elétricos em expansão e o Wi-Fi público melhoram a acessibilidade e a vitalidade urbana. Os programas de formação e incubação promovem as competências digitais e a inovação, enquanto os eventos culturais e o turismo trazem benefícios económicos e reforçam a identidade comercial da cidade. Ao combinar património, transformação digital e práticas sustentáveis, Braga constrói um ecossistema de retalho resiliente, inovador e orientado para o turismo”, sublinha a apresentação sobre a capital do Minho.

O panorama retalhista de Fuenlabrada “combina o seu centro histórico com os bairros circundantes, criando um tecido comercial diversificado e forte”. De acordo com a União Europeia, “a maior parte do comércio retalhista está concentrada no centro da cidade, enquanto as lojas locais, os mercados e as feiras de rua semanais nos bairros fornecem bens e espaços diários para a interação social”. Com um grande número de estabelecimentos ativos no rés-do-chão, principalmente pequenas lojas familiares, a cidade demonstra o seu compromisso com o comércio local, a comunidade e a vitalidade económica.

Fuenlabrada utiliza a sua forte identidade cívica, população estável e localização estratégica para promover a inovação no retalho. “A estreita cooperação entre a cidade, as associações e os retalhistas apoia novas abordagens, como o comércio local, as ferramentas digitais e as práticas sustentáveis. Os programas municipais e as iniciativas de vizinhança ajudam a enfrentar desafios como a mudança geracional, a digitalização e a mudança dos hábitos de consumo. Ao combinar os pontos fortes tradicionais com soluções modernas, Fuenlabrada constrói um ecossistema de retalho inclusivo, adaptável e voltado para o futuro”, destaca a apresentação da candidatura desta cidade espanhola a sul de Madrid, na sua área metropolitana.

Para Caldas da Rainha chegar à final é “o reflexo de uma estratégia consistente que tem apostado na valorização do comércio local, na dinamização do centro urbano e na criação de um ecossistema comercial mais resiliente, sustentável e próximo da comunidade”.

Ser finalista já coloca Caldas da Rainha no mapa europeu do comércio de proximidade, mostrando que o pequeno retalho continua a ser uma grande força, com impacto real na vida urbana.

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