Arriscando a pena máxima de 25 anos de prisão, Nitin Dabas, de 32 anos, de nacionalidade indiana, estafeta de profissão, responde por um crime de homicídio qualificado, dois crimes de homicídio qualificado na forma tentada, um de detenção de arma proibida e outro de violação de domicílio.
O estrangeiro desentendeu-se com Agostinho Almeida, de 71 anos. O ataque aconteceu na sequência de uma suposta dívida de 500 euros, relacionada com a venda de um carro ao septuagenário, que não teria feito o pagamento, revoltando o suspeito, que invadiu a casa do idoso, na madrugada de 21 de março.
Entrando na residência por uma janela lateral que não estava trancada, envolveu-se em luta com a vítima mortal, que se encontrava a dormir sozinho. Usando uma faca cujo cabo tinha forrado com fita adesiva, para permitir maior firmeza ao desferir golpes, atingiu Agostinho Almeida várias vezes no pescoço até este morrer.
O ruído acordou a mulher da vítima, que estava noutro quarto a dormir com a neta, menor de idade, e ainda o filho e a companheira deste, que estavam noutro quarto.
A esposa e o filho da vítima mortal, de 68 e 30 anos, respetivamente, acabaram também por ser feridos com gravidade e poderiam ter morrido caso não tivessem sido prontamente socorridos, sustenta o Ministério Público.
Escaparam às agressões a nora, de 30 anos, e a neta, de seis anos, que se refugiaram na casa de banho.
De acordo com o Ministério Público, o arguido era visita habitual da residência das vítimas e conhecia os hábitos da casa, onde chegou a viver por um breve período.
Foi a nora quem alertou as autoridades policiais, cerca das três da manhã. O agressor ficou à espera e não esboçou qualquer resistência à chegada da GNR de Óbidos, que o entregou ao Departamento de Investigação Criminal de Leiria da Polícia Judiciária.
Segundo transmitiu o Gabinete de Imagem e Comunicação da Polícia Judiciária, “as vítimas eram conhecidas do agressor”. “Trabalhavam juntos há cerca de quatro anos em trabalhos agrícolas na zona de Óbidos”, adiantou.
O indivíduo detido residia em Portugal há quatro anos e encontrava-se em situação legal no país. Vivia na zona da Grande Lisboa e dirigiu-se de mota até à Amoreira. Está em prisão preventiva.
A leitura do acórdão ficou marcada para 29 de janeiro.










