A poucos metros da sua residência, o candidato estava mesmo a “jogar em casa”, com muitos caldenses a juntarem-se aos apoiantes que vieram de todo o país para passar a noite eleitoral junto de António José Seguro.
A mensagem do seu discurso foi clara: conseguir unir todos que estão contra André Ventura, que passou consigo à segunda volta.
“Convido todos os democratas, todos os progressistas e todos os humanistas a juntarem-se a nós, para unidos derrotarmos o extremismo e derrotarmos quem semeia ódio”, afirmou.
“Esta não é uma candidatura partidária, nem nunca será. É a casa de todos os democratas, que num momento difícil do nosso país, se unem para preservar o fundamental. Todos os democratas são bem-vindos”, disse.
Fez ainda questão de afirmar, para se distanciar do discurso do seu oponente, que “para mim não há portugueses bons e portugueses maus, portugueses de primeira e portugueses de segunda”. Ao que os seus apoiantes responderam com vivas a Portugal.
Voto na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro
No domingo de manhã, António José Seguro foi votar com Margarida Freitas à Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, alguns minutos depois das dez da manhã, com os jornalistas à sua espera para a fotografia da praxe.
O candidato votou na mesa um e foi bastante rápido, porque não havia ninguém à sua frente. No entanto, acabou por ter de subir ao primeiro andar para esperar pela sua mulher, que votou na mesa 12, onde havia fila.
A saída, o seu primeiro comentário para os jornalistas era que estava “um dia de sol magnífico” e, por isso, iria até à Foz do Arelho, ver o mar.
“Eu hoje votei com muita emoção e votei com muita esperança no futuro de Portugal”, afirmou, acrescentando acreditar “no bom senso dos portugueses”.
O almoço foi na sua casa, juntando a família mais próxima, como é habitual fazer aos domingos. Depois esteve em casa até pouco depois das 20h00, altura em que saiu e foi a pé até ao CCC, com a sua esposa e os dois filhos.
O “quartel-general” estava instalado no piso -1 do centro cultural, enquanto que o grande auditório se ia enchendo de apoiantes. À hora que António José Seguro chegou já restavam poucos lugares livres e mais de três horas depois, foi em apoteose que foi recebido pela multidão, muitos dos quais tiveram de ficar de pé.
Rodeado de câmaras fotográficas e de televisão, mas também com muitos microfones apontados para ele, António José Seguro demorou alguns minutos até chegar ao palco.
Foram muitos os abraços que trocou ao longo do caminho e, perante o ambiente emocionante que se vivia, não se coibiu de subir à divisão que separa a primeira da segunda plateia do CCC para acenar a todos.
Um só povo
Perante centenas de pessoas, António José Seguro defendeu que “somos um só povo, uma só nação, um só Portugal, plural, inclusivo. respeitador das liberdades de cada um e solidário nas nossas necessidades comuns”.
O candidato acredita que recebeu votos oriundos de todos os campos políticos, ”o que reforça ainda mais a natureza independente nesta candidatura” e garantiu: “Sou livre, vivo sem amarras”. Portanto, “assim agirei como Presidente da República”.
Afastado da política durante cerca de dez anos, António José Seguro disse ter regressado para unir os portugueses.
“Jamais serei o presidente de uma parte dos portugueses contra a outra parte. Jamais”, assegurou. “Serei o presidente leal à Constituição da República. Serei o presidente para cuidar e melhorar o que está bem e para mudar o que está mal”, acrescentou ainda.
Para o candidato há muito para mudar, a começar na saúde, sem esquecer “a pobreza, os salários, as pensões baixas e a falta de habitação”.
António José Segurou garantiu estar pronto “para ser o presidente dos novos tempos, para fazermos de Portugal um país moderno e justo, onde o Estado funcione a economia seja mais competitiva, com empregos qualificados e com melhores salários”.
No seu discurso, salientou “o respeito e a seriedade que eu tive com todos os candidatos nesta campanha eleitoral” e que “ao longo desta caminhada semeámos esperança, colhemos confiança”.
Chega das Caldas afirma André Ventura como alternativa
A concelhia do Chega das Caldas da Rainha divulgou uma tomada de posição sobre os resultados da primeira volta das eleições presidenciais, considerando que a votação em André Ventura o torna o principal polo agregador da direita.
Vincou que Marques Mendes “foi completamente atropelado pela vontade popular, registando uns irrelevantes 8,46% nas Caldas da Rainha e apenas 11,30% a nível nacional”, abrindo caminho para que André Ventura se afirme como “o único polo de consenso e a verdadeira voz de todos os que desejam uma alternativa real ao socialismo”.
António Cotrim, presidente da concelhia, considerou que no próximo dia 8 “a escolha será entre a continuidade do modelo socialista do dr. António José Seguro que tem mantido o país na estagnação ou pela renovação e a dignidade nacional personificadas pelo dr. André Ventura”.










