Uma eleitora das Caldas da Rainha viu-se impossibilitada no passado domingo de votar nas presidenciais porque quando chegou à secção de voto foi confrontada com a informação de que o seu nome já havia sido descarregado dos cadernos eleitorais, como se já tivesse exercido esse direito.
“Apresentei o cartão de cidadão e quando foram para chamar o nome disseram que já tinha votado”, relatou Margarida Clérigo, de 56 anos, assistente operacional.
“Fiquei em choque”, desabafou, mostrando-se incrédula de “como é que era possível haver duas pessoas com o mesmo nome”.
Na secção de voto a funcionar no pavilhão da Expoeste a eleitora apresentou uma reclamação, como lhe foi sugerido.
Margarida Clérigo mostrou-se, no entanto, receosa. “Agora não sei se há duas pessoas com o mesmo cartão. Estiveram lá a ver e não sabem o que se passou, porque é uma coisa tão caricata. Recomendaram-me também fazer queixa na polícia. Pode haver um clone e daí a minha grande preocupação, para além de desapontada por não conseguir votar”, manifestou.
A eleitora antecipou já o cenário na segunda volta: “Não sei se se vai repetir o mesmo, espero que não. Para já a reclamação vai ser enviada para o tribunal e vamos ver o que acontece”.
O JORNAL DAS CALDAS contatou o presidente da união de freguesias, Nuno Aleixo, responsável pela assembleia de voto, que confirmou a situação descrita e explicou que, perante a impossibilidade de na altura do escrutínio apurar as causas, foi dito à eleitora para fazer constar a reclamação em formulário próprio para o efeito, de forma a constar da ata de apuramento geral e ser comunicada às devidas instâncias.








