PSP anuncia ter travado vaga de furtos noturnos nas Caldas com detenção em flagrante de casal reincidente

15 de Janeiro de 2026

Um homem que é suspeito de mais de trinta assaltos em estabelecimentos comerciais na cidade das Caldas da Rainha, seis dos quais em coautoria com a sua namorada, nos últimos dez meses, ficou em prisão preventiva, depois de ter sido detido quando tinha acabado de concretizar o último furto, com a companheira, que permanece em liberdade com termo de identidade e residência.

 

A detenção ocorreu no centro da cidade na madrugada do passado dia 6, pela PSP, que efetuava patrulhamento e suspeitou da conduta do casal, ela de 32 anos, nascida na Roménia, e ele de 42 anos, português, por apresentar fortes indícios de que tinha partido o vidro da porta de entrada da loja de comércio de ferragens e ferramentas Joaquim Baptista, Lda e acedido ao seu interior.

Foi montado um dispositivo policial para os apanhar e na posse de um deles encontrava-se parte dos objetos furtados, conseguindo a PSP localizar o restante material nas imediações do estabelecimento comercial, na Praça da Fruta, e devolver ao legítimo proprietário.

De acordo com a PSP, o homem possui “um extenso historial criminal, designadamente pela prática reiterada de crimes contra o património, os quais têm gerado forte alarme social e um acentuado sentimento de insegurança, sobretudo nos períodos noturnos e de madrugada”.

Já havia sido anteriormente condenado a duas penas de prisão suspensas na sua execução e havia igualmente sido detido, em flagrante delito, em dezembro, na sequência de outros dois furtos a estabelecimentos comerciais ocorridos durante a madrugada.

A PSP refere que “a investigação entretanto desenvolvida permitiu reunir prova consistente para a sua apresentação a primeiro interrogatório judicial”, após o qual foi-lhe aplicada a medida de coação mais gravosa, prisão preventiva, tendo sido de imediato conduzido a um estabelecimento prisional, onde aguardará o julgamento.

Assaltos gravados em vídeo

A Casa da Rainha, loja de artesanato, tabacaria e venda de jornais, na Av. Dr. Manuel Figueira Freire da Câmara, junto à estátua da Rainha D. Leonor, foi assaltada duas vezes. A primeira aconteceu na madrugada de 25 de novembro.

O assalto ocorreu pela meia-noite e um quarto e foi muito rápido, dado o estabelecimento estar situado numa zona de passagem de trânsito e pessoas.

O alarme tocou e o barulho da sirene também acabou por dissuadir o assaltante de demorar mais tempo.

Neste caso, o sistema de videovigilância mostra que o indivíduo partiu o vidro da porta de entrada o suficiente para entrar, arremessando um pedregulho, e no interior corre direto aos maços de tabaco para os furtar.

Está com um kispo com um gorro que lhe encobre a cabeça e tem metade da cara tapada. Aparentemente está de luvas.

Desde que mete os pés no estabelecimento e sai passam 47 segundos. Lá fora veem-se luzes de vários carros a circularem, o que não demove o assaltante.

A segunda vez foi no dia 2 de janeiro, pelas 04h56. O método é semelhante, mas agora o vidro partido é o da montra e entram no estabelecimento dois indivíduos encapuzados, com cara tapada, só deixando os olhos a descoberto, e com luvas. Um deles parece ser o mesmo do anterior assalto e o outro poderá ser a companheira.

A destruição é maior. Cai um expositor com produtos e pegam no que está mais à mão, entre tabaco e outros artigos, que colocam numa sacola e num saco de forma atabalhoada. Um dos assaltantes fica apenas 27 segundos nas instalações.

A duzentos metros de distância, o Café Snack-Bar Reis, localizado na Rua Avelino António Soares Belo, foi assaltado na madrugada de 23 de dezembro, pelas 03h46.

Novamente o que parece ser um dos mesmos intervenientes parte o vidro da porta e depois entra para concretizar o assalto.

Em menos de dois minutos, o assaltante abre a caixa registadora, que não tinha dinheiro, e acaba por levar apenas garrafas de bebidas, uma das quais deixa cair no chão, e uma máquina com moedas. O prejuízo é calculado em cerca de 150 euros.

Perante a onda de assaltos, os comerciantes reclamaram mais segurança e proteção.

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