Criado pelos avós e residindo na habitação deles nas Caldas da Rainha, a mesma onde permanece a mãe nos períodos em que se encontra em Portugal, o jovem vinha, pelo menos desde o ano de 2024, mantendo “um comportamento reiterado de agressões físicas, ameaças, insultos e intimidações, exercendo controlo e violência sobre as vítimas, sobretudo os avós, pessoas particularmente vulneráveis em razão da idade”, referiu o Ministério Público.
“Devido à forte ligação afetiva e ao medo que dele sentiam, as vítimas, incluindo a mãe, tendiam a desculpar e a negar a sua atuação”, adiantou.
Mas os indícios recolhidos pelo Ministério Público, através do Departamento de Investigação e Ação Penal, com a coadjuvação da PSP das Caldas da Rainha, levaram a que fosse apresentado a primeiro interrogatório judicial.
O juiz de instrução criminal considerou existir sério perigo de continuação da atividade violenta e determinou que o arguido aguardasse o desenvolvimento do processo em prisão preventiva.
Está também proibido de contactos com as vítimas e sujeito a avaliação e acompanhamento psiquiátrico e psicológico.









