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Diabetes: que futuro?

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Vanda Jorge, especialista de Medicina Interna no Hospital CUF Torres Vedras e elemento da Comissão organizadora das 1as Jornadas do Oeste do Hospital CUF Torres Vedras, que juntou profissionais de saúde da região, explica que “sede e fome intensas, aumento do débito urinário, perda de peso, fadiga, boca seca e visão turva - de uma forma geral estes são os principais sintomas da diabetes”.
Vanda Jorge defende uma forte sensibilização das pessoas para os fatores de risco, bem como o diagnóstico atempado e tratamento multidisciplinar

Vanda Jorge, especialista de Medicina Interna no Hospital CUF Torres Vedras e elemento da Comissão organizadora das 1as Jornadas do Oeste do Hospital CUF Torres Vedras, que juntou profissionais de saúde da região, explica que “sede e fome intensas, aumento do débito urinário, perda de peso, fadiga, boca seca e visão turva – de uma forma geral estes são os principais sintomas da diabetes”.

“É uma doença metabólica crónica e progressiva, que se carateriza por níveis elevados de glicose no sangue, que ocorre quando o corpo não produz insulina suficiente ou não a consegue utilizar”, indica.

Segundo a especialista, “a incidência e prevalência da diabetes tem aumentado a nível global, em particular associada ao envelhecimento populacional, aumento da obesidade e estilos de vida sedentários. Portugal apresenta uma das mais elevadas taxas de prevalência da diabetes a nível europeu. A sua incidência está a crescer e atinge cerca de 13% da população adulta portuguesa, isto é, mais de um milhão de portugueses”.

“A diabetes é um dos mais importantes problemas de saúde pública, traduzindo-se numa elevada morbilidade e mortalidade. As complicações crónicas da diabetes são multisistémicas e incluem a doença cardiovascular, retinopatia, nefropatia e neuropatia. Estima-se que em Portugal, todos os anos, devido à diabetes, 3000 pessoas ficam cegas, 1300 pessoas são amputadas, 8000 pessoas têm acidentes vasculares cerebrais. Cerca de 1,6 milhões de mortes, por ano, em todo o mundo são diretamente atribuídas a esta doença”, descreve Vanda Jorge.

A médica vinca que o diagnóstico precoce e o tratamento universal “representam claramente uma oportunidade ímpar para reduzir o peso futuro desta doença”.

“A diabetes tem um espetro diversificado de apresentações e manifestações, desde o silêncio subclínico até aos sintomas e sinais decorrentes das suas complicações. O tratamento e monitorização dos doentes com diabetes acompanha essa variabilidade de espetro, através de uma abordagem coordenada e requerendo, frequentemente, a intervenção multidisciplinar”, refere, destacando a “importância da intervenção de várias especialidades médicas envolvidas no tratamento dos doentes com diabetes dentro de uma mesma instituição”, multidisciplinaridade que “deve assentar num pilar fulcral, de que todos os doentes são únicos e as suas metas de tratamento devem ser individuais”.

O Hospital CUF Torres Vedras e a CUF Academic Center organizaram as 1as Jornadas do Oeste para “proporcionar a atualização de conhecimentos e de partilha de experiências, incentivando a formação contínua dos profissionais de saúde”, tendo contado com a participação de vários especialistas da CUF e do Centro Hospitalar do Oeste. O programa incluiu uma abordagem multidisciplinar sobre como cuidar, tratar e vigiar a diabetes em diferentes fases da vida, tendo feito parte a medicina geral familiar, a enfermagem, a medicina interna, a pediatria, a cardiologia, a neurologia, a oftalmologia, a nutrição, a endocrinologia, a urologia, a nefrologia e a ginecologia-obstetrícia.

“O futuro da diabetes requer uma forte sensibilização das pessoas para os fatores de risco, bem como para a importância do diagnóstico atempado e tratamento multidisciplinar. Acredito que este seja parte do caminho para diminuirmos a incidência, a morbilidade e a mortalidade desta doença”, afirma Vanda Jorge.

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