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Será que o Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha perderá a caraterística regional com a chegada do novo diretor/programador? Creio que não. Nada se alterará, no seu modus operandi, se o atual arquétipo de gestão permanecer.

Escaparate

Será que o Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha perderá a caraterística regional com a chegada do novo diretor/programador? Creio que não. Nada se alterará, no seu modus operandi, se o atual arquétipo de gestão permanecer.

Desde a sua fundação, contemplamos uma regionalização profunda, um absurdo para um equipamento de proporções internacionais e de grande escala cultural.
Até aqui ocorreram eventos importantes? Sim! Mal seria se o mesmo não tivesse acontecido. Porém, não foi o suficiente para o colocar num patamar de excelência global. Para comprovar o que digo basta ver a vergonha da não aprovação do apoio financeiro da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, problema derivado do modelo de administração existente, e não da sua programação.
A gestão anterior estava mergulhada num total desconhecimento acerca dos mecanismos financeiros presentes no contexto económico europeu, não aproveitando nenhum caminho facilitador para que a estrutura pudesse ser beneficiada com recursos significativos. Também nunca foi efetuado um estudo relativo ao público que poderia frequentar aquele espaço cultural, adequando a programação às suas necessidades. Não se pensou em qual o enquadramento a dar ao setor criativo, e jamais alguém se debruçou sobre das possibilidades de quais as políticas culturais existentes, no campo da novidade, tanto a nível nacional quanto internacional, que pudessem ser implantadas na pauta do citado equipamento.
Outro ponto importante: É fundamental analisar todos os fatores que podem incentivar o apoio mecenático, o que também não foi feito até aqui.
Até agora, o Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha foi dirigido de um modo amador, como se fosse uma associação de bairro.
Se vozes se levantarem, empurrando a “batata quente” para a CulturCaldas – Associação de Produção, Gestão e Desenvolvimento Cultural, supostamente responsável pela sua ação gerencial, então temos um problema acrescentado, pois essa instituição não tem feito o trabalho de casa, servindo apenas como “cabide de emprego”. Assim sendo, não serve aos interesses do concelho, sendo apenas um sorvedouro de verba. O caminho correto a seguir seria, portanto, o da sua extinção.
Neste processo que se aproxima (o da escolha do novo diretor e programador do CCC) existe outra situação delicada, e que a sociedade caldense desconhece: A vereadora da Cultura e o presidente da União de Freguesias de N. S. do Pópulo, Coto e São Gregório, fazem parte do júri, o que não é ético, e pode significar um processo nada transparente.
Infelizmente, desde o início, no Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha, o discurso económico foi invadindo a prédica cultural. Todos os fundos necessários para que o mesmo tenha alto desempenho devem ser encarados como investimento, e não como despesa (o CCC não é uma mercearia, portanto, não pode ser gerido como tal).
Uma das mais-valias desse organismo são os seus funcionários e todos, sem exceção, devem ser valorizados, com um significativo aumento de ordenado, e um acertado equilíbrio em seus horários de trabalho. É necessário, igualmente, a contratação de mais técnicos (profissionais gabaritados e não amigos e familiares dos autarcas).
Prezado leitor, sinceramente, para o bem das Caldas da Rainha desejo toda a felicidade a quem assumir a direção/programação do CCC. Não será fácil, pois, neste concelho, há um elefante sentado no centro da sala. Pobre Cultura.

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