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Bombeiros oferecem ambulâncias para transporte de feridos na Ucrânia

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Quatro ambulâncias para os bombeiros da Ucrânia usarem no transporte de feridos partiram na passada segunda-feira de Óbidos para aquele território. Ao todo vão ser doze as viaturas oferecidas por várias corporações de bombeiros em Portugal.
Algumas das ambulâncias e operacionais dos bombeiros a saírem de Óbidos

Quatro ambulâncias para os bombeiros da Ucrânia usarem no transporte de feridos partiram na passada segunda-feira de Óbidos para aquele território. Ao todo vão ser doze as viaturas oferecidas por várias corporações de bombeiros em Portugal.

As ambulâncias partiram do quartel dos bombeiros de Óbidos, onde o comandante da corporação, que é vice-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, coordenou esta ajuda aos congéneres ucranianos.

Este apoio surgiu após o interesse da associação ucraniana SOS Army, em adquirir ambulâncias a baixo preço. “Fomos contactados pelo responsável da associação no sentido de indicarmos alguns corpos de bombeiros que pudessem vender ambulâncias, porque queria comprar três para enviar para a Ucrânia, face às necessidades apresentadas de transporte de feridos associados ao conflito armado. Fizemos um apelo nas redes sociais e recebemos a doação de três ambulâncias. Posteriormente vários corpos de bombeiros souberam da iniciativa e já temos doze para oferecer”, relatou Marco Martins.

As ambulâncias que saíram de Óbidos foram oferecidas pelas corporações de bombeiros de Brasfemes, Canha, Guarda e Entre-os-Rios. Freamunde já enviou na semana passada e na próxima semana seguirão as viaturas de Tabuaço, Mangualde, Sendim, Mogadouro, Vila Meã, Sabugal e do Corpo de Salvação Pública de São Pedro do Sul.

Foi também doado equipamento complementar, como macas e material de primeiros socorros.

Duas ambulâncias foram levadas por cinco operacionais dos bombeiros de Óbidos, que vão igualmente para uma missão de ajuda humanitária aos refugiados da Ucrânia na Polónia.

A comitiva, constituída por Louis Azevedo, Diogo Maltez, Manuel Cravide e Rui Barbosa, é liderada pelo chefe Carlos Jorge, que declarou que “não vamos combater mas vamos para a guerra”. “Vamos ajudar as pessoas que estão na fronteira da Polónia a fugir da Ucrânia. Podemos fazer primeiros socorros para depois as pessoas serem direcionadas para áreas médicas. Por outro lado, como estão a chegar camiões com mantimentos vamos fazer a distribuição às pessoas”, adiantou.

Apesar de não serem treinados para cenários de guerra, os bombeiros dizem estar preparados psicologicamente para o que vão encontrar, numa missão de duas semanas que encaram com orgulho.

Ao mesmo tempo, no quartel dos bombeiros de Óbidos estão a ser reunidas toneladas de bens alimentares, roupas e outros artigos para serem enviados para o povo ucraniano.

Seguiram já seis camiões carregados com essa ajuda, não havendo data para a onda solidária terminar.

Maksym Bohun, da SOS Army, descreveu que “começámos com ajuda humanitária de primeira necessidade, com vestuário quente, mantas, alimentação, sobretudo produtos conservados, e medicamentos que não precisem de receita”.

“Neste momento temos informação que não é preciso mais roupa, mas faltam medicamentos e alimentação no geral”, indicou.

Aquele responsável confessou ter ficado surpreendido com a dimensão da onda solidária, mostrando-se agradecido ao povo português.

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