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Laboratório científico de chocolate no Festival de Óbidos

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Este ano, a edição tem como tema a Ciência e o projeto desenvolvido pelos mestres chocolateiros que fazem esculturas para o festival foi um laboratório “100% em chocolate, inspirado nas décadas de 70 e 80, trazendo o máximo de realismo e detalhes”, revelaram Abner Ivan e Natália Marinho. A estrutura tem aproximadamente duas toneladas de […]
Os chefs Abner Ivan e Natália Marinho, especialistas internacionais na arte do chocolate, viajaram do Brasil até Óbidos para dar vida a esculturas no Festival Internacional de Chocolate, que decorre até 6 de abril.

Este ano, a edição tem como tema a Ciência e o projeto desenvolvido pelos mestres chocolateiros que fazem esculturas para o festival foi um laboratório “100% em chocolate, inspirado nas décadas de 70 e 80, trazendo o máximo de realismo e detalhes”, revelaram Abner Ivan e Natália Marinho.

A estrutura tem aproximadamente duas toneladas de chocolate e ocupa uma área de nove metros quadrados. “Tem uma tabela periódica, um microscópio e paredes forradas com azulejos de chocolate. Chegámos no dia 31 de janeiro e a 2 de fevereiro já estávamos a trabalhar. Precisávamos de tempo extra para este projeto, pois foi muito desafiador”, explicaram.

A preparação exigiu vários esboços e planeamento até à montagem final. “A organização do festival dá-nos o tema e nós trabalhamos a partir disso, ajustando com as diretrizes que nos são dadas”, contou Abner Ivan. “Primeiro, analisámos o espaço, tirámos medidas e fizemos a produção numa cozinha externa. Depois, transportámos as peças para serem montadas no espaço”, descreveu. A única peça que foi transportada já montada foi a secretária do laboratório, de 350 quilos de chocolate, o que representou um desafio logístico adicional.

Para além do laboratório, os chefs foram desafiados a criar uma escultura de Neil Armstrong, com 169 quilos de chocolate e que exigiu 128 horas de trabalho. “Foi concluída na Bolsa de Turismo de Lisboa e depois trouxemos para Óbidos”, disse Abner Ivan.

Este ano, cada membro da equipa também teve a oportunidade de criar uma peça com as técnicas aprendidas durante o processo. “O Tiago Craveiro fez um foguetão para simbolizar a ida do homem à Lua, o Luís Faustino fez um avião antigo, a Natália Marinho criou um sistema solar e o Wilson Silva construiu uma roupa de mergulho antiga”, revelou.

“Esta é a equipa que nos acompanha desde o início. Já vimos a Óbidos há nove anos e sempre fomos muito bem recebidos. O Tiago Craveiro é o mais recente membro da equipa, estando connosco há dois anos. O Wilson Silva, natural do Bombarral, trabalha na pastelaria Sonho Doce, enquanto o Luís Faustino, das Caldas da Rainha, faz parte da pastelaria Pingo de Mel”, referiu Abner Ivan.

Tiago Craveiro, natural da Póvoa de Varzim e colaborador do restaurante S. António, expressou o seu entusiasmo por integrar a equipa. “É o meu segundo ano e, desta vez, enfrentei um desafio ainda maior, pois tive de criar uma peça própria”, relatou ao JORNAL DAS CALDAS. Natália Marinho destacou ainda a reação dos visitantes ao verem as esculturas. “Ficam impressionados e, muitas vezes, custam a acreditar que tudo é realmente feito de chocolate”, contou.

“Perguntam como é que não derrete, como conseguimos esculpir e pintar, e com que materiais trabalhamos. Explicamos as técnicas e fazemos questão de reforçar que não há nenhuma estrutura interna de esferovite ou madeira, é tudo feito inteiramente de chocolate”, acrescentou.

O que vão fazer com as esculturas de chocolate quando terminar o festival é outra questão colocada pelos visitantes. Natália Marinho revelou que “todo o chocolate utilizado é derretido e guardado em barris próprios para ser utilizado no próximo ano”. “Há uma preocupação com o desperdício e as peças de banda desenhada do ano passado estão dentro destas esculturas novas”, indicou.

 

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