Q

Previsão do tempo

18° C
  • Sunday 21° C
  • Monday 22° C
  • Tuesday 20° C
18° C
  • Sunday 22° C
  • Monday 22° C
  • Tuesday 21° C
19° C
  • Sunday 24° C
  • Monday 24° C
  • Tuesday 22° C

População unida num “abraço” para a reabertura da Escola do Coto

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
O fecho da Escola Primária do Coto no final do ano letivo 2022/2023 “por falta de condições de segurança”, que na altura surpreendeu os pais e alunos, levou no dia 15 de maio dezenas de pessoas a protestarem junto ao estabelecimento de ensino para exigirem o arranque das obras de requalificação e a sua reabertura o mais breve possível.
Iniciativa no exterior da Escola do Coto

A escola, com cerca de 60 anos, tem mais de 40 alunos divididos por duas salas, onde as professoras lecionam turmas mistas (1º e 2º ano e  3º e 4º ano). As crianças estão a ter aulas na Escola de Salir de Matos e o transporte por autocarro é assegurado pelo Município.

Aos pais e alunos juntaram-se professores, antigos estudantes, ex-autarcas e o presidente da União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, Pedro Brás, acompanhado pelo executivo. Juntos “abraçaram a escola”, numa ação simbólica no dia em que se comemorava o feriado municipal das Caldas da Rainha que pretendeu “pressionar a autarquia para fazer o projeto e dar início às obras, para que no arranque do próximo ano letivo, as aulas sejam lecionadas nesta escola”, disse Sara Malhoa, encarregada de educação.

Os populares presentes criticaram ainda terem que fazer o abraço à escola na área exterior junto às grades.

Sara Malhoa disse que decidiram realizar a iniciativa porque “vemos votado ao abandono esta escola, fechada desde final de junho de 2023, sem qualquer informação formal aos pais”.

A encarregada de educação, que também foi aluna da Escola do Coto, recordou que “foi com muito gosto que este ano inscrevemos pela primeira vez a minha filha e o meu sobrinho na Escola do Coto, onde a nossa família começou a sua instrução básica”.

Explicou que escolheram a data de 15 de maio para a iniciativa “Abraço à Escola” porque “é nas festas da cidade,as habituais inaugurações e esqueceram-se desta”, salientou.

“Quase um ano depois, ainda está em fase de contratualização do projeto”, afirmou Sara Malhoa, acusando o município de “falta de vontade” para avançar com a requalificação. Alega que já perderam um ano e questiona ”quanto tempo mais é que as crianças vão continuar a ser vítimas de uma gestão mal feita”.

Ana Gerardo, representante dos pais, afirmou que “não parece pedagogicamente correto submeter crianças pequenas de 6, 7 e 8 anos a deslocações diárias de autocarro para outra escola, tendo de se levantar mais cedo, quando se tem uma escola ao lado de casa”.

“A reunião geral de pais com a direção do Agrupamento decorreu a 13 de setembro, momento em que é esclarecido que a Escola terá sido construída sobre um aterro e que, após peritagem técnica, concluiu-se pela não abertura e início do processo de obras”, contou.

Ana Gerardo defende a articulação com a escola de Salir de Matos “para deixar de haver turmas mistas da Escola do Coto”. “Podia-se constituir aqui duas turmas completas, por exemplo uma de 1.º ano e uma de 2.º, indo o 3.º e o 4.º ano, mais crescidos, para Salir de Matos. Este processo foi a solução para que não fechassem as escolas do Chão da Parada e do Reguengo”, alegou.

Pedro Brás decidiu juntar-se ao protesto porque disse estar “solidário com a população”. “Nós também queremos que a escola abra, mas em condições de segurança para os alunos e docentes”, declarou.

Revelou que a Junta fez várias “reparações e obras de manutenção e as fissuras voltaram a abrir”, revelou.

Pedro Brás explicou que uma vistoria detetou “falta de condições, não nas salas de aula, mas no edifício contíguo, nas casas de banho e no refeitório”, que levaram o Município a optar por não abrir o estabelecimento escolar este ano letivo.

“Se não tiveram a informação no tempo correto tem a ver com o diretor do Agrupamento de Escolas D. João II, que deveria ter comunicado o que se estava a passar com a escola”, declarou. 

Segundo Pedro Brás, “não sabemos se é das raízes das árvores ou do próprio terreno que faz com que abram grandes fissuras nas paredes mesmo depois de serem tapadas, o que faz com que não haja segurança no edifício”. 

O presidente da União de Freguesias levou um relatório de duas visitas técnicas da Câmara Municipal das Caldas à escola do Coto, solicitadas pela União de Freguesias face às preocupações constantes da comunidade escolar perante as diversas fissuras que o edifício apresenta.

A primeira foi em dezembro de 2022 e a segunda em julho de 2023 e segundo o documento “o estado de conservação que o edifício apresenta, as patologias encontradas e a fragilidade do edifício para resistir a um eventual fenómeno natural (sismo), acrescido do eventual alarme social de que o edifício não está em segurança, julga-se que os alunos não deverão permanecer neste edifício e deverão iniciar o ano letivo noutro equipamento escolar, de modo ser salvaguardada a sua segurança”.

O relatório propõe ainda a “contratação de uma empresa especializada para elaboração de relatório de patologias, incluindo elaboração de ensaios e proposta de intervenção de modo a garantir as condições de segurança para o funcionamento da escola”.

O documento apresenta também duas opções como a da “elaboração de projeto e execução de empreitada para trabalhos pontuais de modo a garantir as condições de segurança do equipamento escolar ou a elaboração de projeto e execução para empreitada de requalificação total do equipamento escolar”.

Pedro Brás sfirmou que tem feito pressão junto à Câmara e que “garantiram que a escola vai reabrir”.

O antigo presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, juntou-se à população e interveio revelando que não é do Coto, mas que foi convidado por Sara Malhoa no sentido de dar o seu testemunho uma vez que “fui durante 16 anos vereador da educação e 8 anos presidente da Autarquia”. O ex-autarca criticou o facto de passados 11 meses não ter havido uma explicação à comunidade sobre que “razões efetivas existiam para haver patologias na escola que obrigassem ao seu encerramento”.

“Os pais não tiveram respostas concretas, não houve anúncio de projeto ou de abertura de concurso para a obra e por isso é perfeitamente justificado o apelo da população para a reabertura da escola”, salientou Tinta Ferreira.

Escola do Coto faz parte da carta educativa

Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS o vice-presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Joaquim Beato, garantiu não existir qualquer intenção de não reabrir a escola, que integra a carta educativa do concelho e que “vai reabrir, mas só depois de obras”.

“Pensámos fazer uma requalificação para um Centro Escolar mais abrangente com creche, num terreno contíguo. Não tivemos sucesso com a aquisição dos terrenos junto à escola, que não são da Autarquia e foi isso que levou a um atraso na requalificação, que vai agora avançar em separado. Já está deliberado a contratação do projeto para se fazer a obra o mais rápido possível”, relatou o autarca.

No entanto, consciente da demora da contratação pública para uma obra, revelou que “não se vai conseguir abrir a escola no início do próximo ano letivo, mas esperamos ter a obra concluída ainda durante o ano letivo de 2024/2025”.

Antigos alunos da Escola do Coto colocaram uma fita no gradeamento da escola como forma de exigir a sua reabertura.

Escola 2
O executivo da União de Freguesias no “Abraço à Escola”
escola 3
Colocação de laços apelando à reabertura da Escola do Coto
(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados

Cristiano Ronaldo investe na marca Bordallo Pinheiro

Foi anunciado na passada sexta-feira que Cristiano Ronaldo, através da CR7, SA, e em alinhamento estratégico com o Grupo Visabeira, acordou a criação conjunta, em partes iguais, de uma nova empresa no Médio Oriente e Ásia, cujo objetivo é fazer crescer as marcas Bordallo Pinheiro e Vista Alegre naquelas áreas geográficas.

cristiano0

João Almeida venceu 6ª etapa da Volta à Suíça

O ciclista caldense João Almeida venceu nesta sexta-feira a etapa número seis da Volta à Suíça, com quatro segundos de vantagem sobre o 2º classificado, o camisola amarela Adam Yates, britânico que é seu colega de equipa na UAE Team Emirates. A bonificação de dez segundos alcançada com a vitória faz com que Almeida esteja na geral em 2º lugar, a 27 segundos de Yates, que ganhou um bónus de seis segundos.

almeida 1