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Oeste e agora?

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Estamos em 2024 e temos um novo governo. Um novo partido guia as opções futuras do país. Naturalmente, serão de esperar mudanças em várias áreas sensíveis, nomeadamente na saúde. Neste contexto cremos que uma decisão deve ser revista por quem agora dirige, no que à saúde do Oeste diz respeito. O novo governo tem a […]

Estamos em 2024 e temos um novo governo. Um novo partido guia as opções futuras do país. Naturalmente, serão de esperar mudanças em várias áreas sensíveis, nomeadamente na saúde. Neste contexto cremos que uma decisão deve ser revista por quem agora dirige, no que à saúde do Oeste diz respeito.

O novo governo tem a oportunidade de fazer justiça e reapreciar todo o processo de decisão do novo hospital do Oeste, afastando-se dos interesses que levaram o anterior governo a tomar decisões erradas, e que muito nos custam devido à proximidade política que a esse governo anterior temos.

Os partidos políticos têm de saber ler os resultados das suas ações. Portugal, neste momento, vive um momento de incerteza sobre o presente e, naturalmente, sobre o futuro. Não existem certezas políticas sobre o que pode acontecer nos próximos meses, mas há, de facto, algo certo de que sabemos, há que corrigir decisões erradas, impopulares e que não respondem às necessidades das populações.

A escolha do Casal do Urmal para o novo hospital foi uma bandeira do governo do Partido Socialista. Defendida por diversos autarcas socialistas da região, para os quais uma localização mais próxima de si seria interessante. Por outro lado, as cidades mais prejudicadas com a nova localização, Caldas da Rainha e Torres Vedras, apresentam posturas distintas sobre esta nova infraestrutura.

Para a Câmara de Torres Vedras, aparentemente, será conveniente ter um hospital público fora de Torres Vedras, já que conta com várias unidades hospitalares privadas. Por outro lado, também já anunciou a construção de uma extensão da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, que inclui um pequeno hospital público, com as valências de centro de saúde, para cerca de 20.000 utentes no mínimo (utentes hoje sem médico de família), juntando ainda um centro de investigação.

Na Câmara das Caldas da Rainha, que se vê privada de um hospital público, sem qualquer alternativa minimamente à altura, e nas Câmaras de Rio Maior e de Óbidos, sente-se a revolta e o inconformismo com a decisão de afastar a saúde das populações.

Por outro lado, pode ocorrer um atentado à história e à tradição, retirando de Caldas da Rainha a sua história e a sua natureza, enquanto cidade, deixando-a ser ultrapassada por interesses particulares que beneficiarão da despesa de centenas de milhões de euros públicos num local distante dos centros urbanos. Convém não esquecer que a construção de um hospital com mais de 400 camas custa algumas centenas de milhões de euros mas, também, implica um conjunto de investimentos associados avultados

como sejam estruturas elétricas, estradas, tratamentos de águas e esgotos, investimentos públicos como infantários, escolas, alojamento para funcionários deslocados, etc., etc., etc., principalmente se construído num local que ainda não tem essas infraestruturas como no Urmal.

Considerando os vários possíveis e razoáveis critérios para a escolha de um local (localização e tempo de deslocação, estruturas de apoio em saúde, caraterísticas do terreno, vias de transporte, dimensão da localidade e estruturas de acolhimento dos funcionários, entre outros) apenas um justifica esta escolha: localização e tempo de deslocação.

Este é a única justificação para a criticável escolha, defendida com unhas e dentes por vários correligionários dos autarcas que decidiram os critérios do estudo inicial. Esta opção foi ainda defendida por um grupo escolhido pelo Ministério da Saúde à altura, e liderado pela Dr.ª Ana Jorge, que não só não respondeu cabalmente ao que lhe foi pedido mas, pior, apresentou ainda vários possíveis conflitos de interesse.

Convém não esquecer que Lisboa tem em construção, ou próximos de iniciar a sua construção, os hospitais de Lisboa Oriental, Seixal e Sintra, ficando desta forma muito servido em termos de meios hospitalares. Reforçamos, que a construção de um hospital mais a sul de Leiria, em Caldas da Rainha, beneficiará a coesão territorial de todo o Oeste.

Está na altura dos novos decisores na área da saúde estudarem, verdadeiramente, qual será a melhor solução para as gentes desta região, não estando presos aos interesses de políticos menores, nem de alguns eventuais interesses com influência política. A saúde deve ser um serviço próximo das pessoas e de acesso rápido.

Todos temos de pugnar por dar a esta região a melhor solução nos cuidados de saúde. Assim solicitamos a este novo governo a criação de uma nova comissão/grupo de trabalho, sob a égide do atual Ministério da Saúde para determinar critérios adequados para o estudo da localização das novas unidades de saúde do Oeste.

Esta comissão deve ainda ter em consideração os seguintes pressupostos base: Torres Vedras tem duas unidades de saúde privadas; Torres Vedras já tem garantida a construção duma unidade de saúde associada à Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa; Lisboa e Oeste Sul estarão extremamente bem servidos de unidades de saúde pública; Não esquecer que o Oeste norte é a população comprovadamente mais desfavorecida em cuidados de saúde.

Não queremos tratamento de favor, apenas desejamos que esta população seja tratada com respeito, que quem nos governa terá de livremente e sem pressões, dar uma melhor utilização aos impostos dos portugueses.

Por um país melhor e uma região do Oeste sem esquemas nem jogos de pessoas menores.

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