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Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste inaugurou Horta Biológica

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A Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) inaugurou no passado dia 21, no primeiro dia da primavera, uma Horta Biológica situada nas traseiras do estabelecimento de ensino. A eco horta é composta por quatro canteiros elevados feitos com blocos de betão, com uma área de cerca de 25 metros quadrados.
A eco horta tem rega automática (foto Catarina Marcelino)

Os canteiros, que têm rega automática, visam cultivar alimentos de forma sustentável, assim como sensibilizar toda a comunidade escolar para a importância do ambiente.  

Cebolinhas, batatas, favas, alface, tomate, couve, couve chinesa Pak Choi, feijão verde, cenouras, morangos entre outras culturas, já foram plantadas. O modo de produção é de agricultura biológica.

A cerimónia inaugural da eco horta contou com a participação de parceiros como o presidente da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, o representante do Bairro Feliz do Pingo Doce das Caldas, o responsável pelo Mercado Biológico de Óbidos e representantes das empresas Horta do Pé Descalço e Algubio. Daniel Pinto, diretor da EHTO, disse que a horta biológica nasceu de um desafio que a direção da escola lançou à equipa da Eco Escolas para “nos candidatarmos à iniciativa do Bairro Feliz do Pingo Doce (edição de 2023), que permite aos clientes votar nos projetos que querem que sejam apoiados”. O projeto da EHTO ganhou com um donativo de 960 euros. 

“Falámos com a Câmara das Caldas para melhorar as condições do recinto, fazendo a vedação à volta da escola para podermos aqui instalar a nossa horta pedagógica”, adiantou o responsável.  

Marina Braz, coordenadora do programa Eco Escolas, vai continuar a orientar o projeto com o apoio dos alunos. “O intuito é trazer os alunos da cozinha à horta, recolher os produtos sazonais e utilizarem nas confeções que fazem na escola”, contou a professora.

“O desafio era termos canteiros porque o terreno não é apropriado para a agricultura”, explicou Marina Braz.

A candidatura ao Bairro Feliz carecia de um orçamento prévio que foi dado por Ricardo Pratas, da empresa Algubio, que depois de ganharem o concurso chamaram-no para erguer a horta urbana.

João Batista, do Mercado Biológico de Óbidos, também explicou as “orientações que a horta deveria ter”. 

A terra foi oferecida pela União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro e algumas das culturas foram dadas pela comunidade e a empresa A Horta do Pé Descalço.

“Sendo um projeto de cariz social nos períodos de férias, temos o apoio da Junta de Freguesia, para que possa vir aqui olhar pela horta”, explicou a coordenadora do projeto.

Espera que antes do final do semestre possam vir a ser colhidos os primeiros produtos agrícolas de produção biológica.

No final decorreu um lanche biológico para os convidados e uma sessão de poesia dinamizada pelos alunos e professora de português.

“Em Portugal existe mais consumo que produção”

Antes da inauguração da eco horta, o auditório da EHTO foi palco de um “Colóquio de Primavera sobre Hortofruticultura Biológica”.

Esta iniciativa foi organizada no âmbito da edição de 2024 da Frutos – Feira Nacional de Hortofruticultura, a qual irá decorrer de 21 a 25 de agosto no Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha.

João Batista, responsável pelo Mercado Biológico de Óbidos, que fez parte da organização e que moderou o evento, disse que a oportunidade desta ação “é demasiado importante e está bem incutida dentro da realidade de hoje”, revelando que “13 produtores de vinho biológico da região de Lisboa duplicaram a sua produção em 2023”. Referiu que em Portugal existe “mais consumo do que produção”.

Disse aos alunos que assistiram ao colóquio que há espaço para “mais produção biológica”. “Os chefs de cozinha e bebida se querem ter sucesso têm que utilizar produtos de primeira qualidade, neste caso, produtos limpos sem pesticidas”, salientou.

João Batista afirmou que é preciso “respeitar o equilíbrio natural”, referindo que foram os técnicos da sua geração “aqueles que mais desprezaram e que mais incentivaram a utilização de pesticidas e de adubos, desprezaram os estrumes e sustentabilidade dos pomares e vinhas com proteção verde do solo”. “Felizmente isto está a mudar”, manifestou, salientando que o “caminho da sustentabilidade tem que andar mais rápido porque não temos um Planeta B”.

Na sessão de abertura o presidente da Câmara das Caldas, Vitor Marques, sublinhou que a Frutos é um certame dedicado às atividades económicas com workshops, conferências e apresentações com temas importantes ligados à agricultura e fruta. O autarca realçou a importância de dotar os alunos da EHTO dos conhecimentos e das competências básicas sobre o modo de produção biológico.

O presidente da autarquia de Óbidos, Filipe Daniel, disse que a regeneração é uma palavra em voga, destacando a importância dos os ecossistemas para o bem-estar do planeta. Referiu ainda que Óbidos tem como preocupação fundamental a salvaguarda da qualidade de vida e a manutenção e respeito pela natureza e meio ambiente.

Jorge Ferreira, da Agro-Sanus, recordou que quando entrou para o Instituto Superior de Agronomia foi “uma deceção porque na altura a agricultura biológica em Portugal não existia e era um tema tabu”.

Lembrou ainda que ajudou a organizar na universidade o primeiro colóquio sobre “este tipo de agricultura em 1985”.

Tentou aproveitar o máximo aquilo que se ensinava, mas aquilo que lhe interessava era outro tipo de agricultura, “bastante diferente daquilo que importava à maior parte dos colegas e professores”. Explicou que o primeiro objetivo da agricultura biológica é manter e melhorar a fertilidade do solo, tal como está escrito nos regulamentos comunitários em vigor.

O biólogo Hugo Zina, da Horta Pé Descalço, que faz a produção e comercialização de sementes, falou da sua empresa e da sua horta, a quatro quilómetros do local de venda. “Só cabe agricultura biológica, familiar e de escala humana, deixando de fora o uso de maquinaria”, contou.

Todos os sábados levam a sua horta para o mercado da Praça da Fruta e às quartas-feiras fazem os cabazes onde entregam nas Caldas, Óbidos e Peniche.

Ana Teresa Ferreira falou da regeneração do solo, nutrição e saúde das culturas. Fez notar que as atuais medidas de proteção e regeneração dos solos são insuficientes e alertou para a perda de matéria orgânica.

António Gomes, responsável pela Biofrade, localizada no concelho da Lourinhã, falou da sua empresa familiar, que iniciou o modo biológico em 1991. Mais tarde, a partir de 1998, passou a produzir e comercializar só produtos de agricultura biológica. Disse que a missão da sua empresa é “aumentar a produção bio nacional por um futuro melhor e mais saudável”.

A professora da EHTO, Célia Antunes, apresentou o programa “Empresas Turismo 360”, uma medida criada no âmbito do plano “Reativar o Turismo. Construir o Futuro”. O objetivo é incentivar as empresas para a transformação sustentável do setor do turismo.

Tem como missão estimular a economia e a atividade turística, com base nas metas de sustentabilidade económica, ambiental e social da Estratégia de Turismo 2027.

eco horta 2
Participantes no “Colóquio de Primavera sobre Hortofruticultura Biológica” (foto Catarina Marcelino)
 
 
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