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Criada Estrutura de Acolhimento Temporário de Imigrantes em Óbidos

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Uma família de seis refugiados egípcios é o primeiro grupo a utilizar a Estrutura de Acolhimento Temporário de Imigrantes (EAT) criada em Óbidos, no âmbito de um protocolo entre a Casa de Povo e o Instituto da Segurança Social.

Uma família de seis refugiados egípcios é o primeiro grupo a utilizar a Estrutura de Acolhimento Temporário de Imigrantes (EAT) criada em Óbidos, no âmbito de um protocolo entre a Casa de Povo e o Instituto da Segurança Social.

O protocolo foi assinado a 21 de fevereiro, na residência que irá acolher esta família, em frente às instalações da Casa do Povo de Óbidos. A família é constituída por dois adultos, e quatro crianças. No entanto, o protocolo prevê uma capacidade máxima de sete pessoas nas instalações que foram recuperadas para o efeito pela instituição.

Segundo a diretora técnica da Casa do Povo de Óbidos, Sara Conceição, a primeira fase do acolhimento será conhecer a família e apurar as necessidades para a sua integração em Portugal. A partir daí vão proporcionar formação em português, de forma a facilitar a entrada no mercado de trabalho para os adultos e no contexto escolar para as crianças.

Em conjunto com outras entidades, a Casa do Povo irá dar apoio nos vários processos burocráticos e ajudar na procura de emprego.

“O objetivo final é que estes possam ficar autónomos e conseguirem ter uma casa com os seus próprios rendimentos, porque esta é uma resposta temporária”, explicou Sara Conceição.

“A assinatura deste protocolo é um marco significativo no compromisso da nossa organização em fornecer apoio humanitário e acolhimento aos imigrantes que procuram refúgio e melhores oportunidades em nosso país”, referiu Vitor Rodrigues, diretor da Casa do Povo.

O responsável disse ter ficado chocado com as condições em que alguns imigrantes vivem, mesmo quando estão a trabalhar.

“Criámos este espaço como se fosse para qualquer um de nós vir para cá morar”, disse o responsável, que lembrou que a instituição vai desenvolver também um projeto de habitação colaborativa, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.

Esta é a sétima estrutura criada no distrito de Leiria, cuja capacidade faz aumentar para mais de 90 imigrantes acolhidos nos vários concelhos.

Para além da EAT de Óbidos, estão já a funcionar as estruturas de Peniche (20 pessoas), Salir de Matos (7), Alcobaça (15), Leiria (7), Nazaré (28) e Ansião (8).

O diretor da Segurança Social de Leiria, João Paulo Pedrosa, sublinhou que estas estruturas foram idealizadas para dar resposta à necessidade de acolher aos imigrantes que têm ficado sem teto e sem trabalho, depois de terem sido deixados ao abandono por quem as trouxe para Portugal, entre outros casos.

A Segurança Social de Leiria solicitou às 250 instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do distrito que “se tivessem casas ou espaços para acolher estas pessoas, nos contactassem para podermos desenvolver este tipo de protocolos”, explicou João Paulo Pedrosa.

Em Óbidos, o protocolo tem a duração mínima de três meses (podendo ser alargado no tempo) e a Segurança Social vai transferir mensalmente 900 euros por cada uma das pessoas ali instaladas.

A Casa do Povo, para além de garantir o alojamento, fornecerá as refeições durante a semana e alimentos para serem confecionados pela própria família durante os fins-de-semana.

“Este é um modelo muito virtuoso porque temos muito imigrantes a chegar, porque precisamos deles, e temos de ter condições para os acolher”, referiu João Paulo Pedrosa, adiantando que desta forma existe uma supervisão e conhecimento técnico das IPSS. “Quando são famílias com crianças ou idosos existe a possibilidade de as integrar nas suas respostas sociais”, adiantou.

Isto porque o Estado não tem capacidade de resposta para todos os imigrantes que pedem apoio e por isso, em casos urgentes, têm vindo a recorrer a hotéis, pensões ou alojamentos locais.

Com as EAT, existe um acompanhamento mais próximo, o qual inclui também os técnicos da Segurança Social, do Instituto do Emprego e Formação Profissional, das unidades de saúde e das forças de segurança.

João Paulo Pedrosa sublinhou também o papel das autarquias e o vice-presidente da Câmara de Óbidos, José Pereira, retribuiu o elogio ao diretor da Segurança Social de Leiria. “Temos um diretor com quem tem sido fácil de comunicar e prático na implementação de medidas”, referiu o autarca. José Pereira elogiou também a Casa do Povo de Óbidos por ter aceite o desafio.

Segundo o vice-presidente da autarquia, no concelho ainda há seis refugiados ucranianos e dez timorenses instalados em espaços do município. No caso dos timorenses, estão a trabalhar nos serviços municipais.

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