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Filipe Homem Fonseca abriu o coração no “Diga 33”

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O “Diga 33 - Poesia no Teatro” encontra-se em vigor desde 2018 na terceira semana de cada mês, à terça-feira à noite, num encontro entre artistas e público, mediado por Henrique Fialho.
Henrique Fialho com Filipe Homem Fonseca

O “Diga 33 – Poesia no Teatro” encontra-se em vigor desde 2018 na terceira semana de cada mês, à terça-feira à noite, num encontro entre artistas e público, mediado por Henrique Fialho.

Artistas são todos os que produzem arte na e para a sua vida, expondo as suas fragilidades, mostrando as suas particularidades e trazendo o conteúdo que consumimos todos os dias. E, na última sessão, Filipe Homem Fonseca mostrou a sua fragilidade e versatilidade como argumentista, dramaturgo, escritor, humorista, músico e realizador.

O autor partilhou uma conversa marcada por risos, confidências e histórias do seu quotidiano. A sessão começou com a leitura de um excerto da obra “Há Sempre Tempo Para Mais Nada”, de 2015. Tal como todas as suas obras, Filipe Homem Fonseca confessou que cria os seus livros baseado no que o rodeia: “Crio coisas na minha cabeça sobre o que me rodeia. Senão é um bocado chato”.

Posteriormente foi introduzido o mote da sessão, uma apresentação do escritor na sua dimensão “menos conhecida, falada e debatida”- a escrita.

Henrique Fialho perguntou ao autor se costumam confundi-lo com as personagens que escreve nas suas obras. Filipe descreveu, através de uma história de família, que já teve de explicar que as suas personagens não refletem necessariamente atos que tenha feito ou sentimentos que tenha experienciado.

As personagens “são incompletas, em conflito interno”, pois, “não me interessa falar de personagens onde esteja tudo bem, têm de estar em conflito com Deus, com o Diabo e com elas próprias. Num paraíso onde toda a gente está feliz não tens história”.

A principal diferença da escrita para humor que Filipe faz a tempo inteiro e dos livros que escreve em paralelo é o timing para a escrita. “Quando escrevo romances tenho o meu timing, na televisão é tudo para ontem”, explicou, recordando o tempo em que escrevia para o programa Contra-Informação e todos os dias tinha de preparar um texto.

Filipe Homem Fonseca tem 41 anos. Estudou Publicidade mas escreveu a sua vida toda. É escritor “a tempo inteiro, uma coisa rara neste país”. Aos 11 anos criou a sua primeira obra, uma história onde o leitor escolhe o rumo dos acontecimentos através de opções múltiplas. Na faculdade deparou-se com um professor que o levou a um espetáculo de Nuno Artur Silva e onde através das suas intervenções cómicas, que “ajudaram o espetáculo”, foi convidado a participar na reunião do dia seguinte para um projeto de Herman José.

Escreveu “Herman Enciclopédia”, “Conversas da Treta”, “Bocage”, entre outros. Na escrita humorística, utiliza uma fórmula: “Quando tens de fazer um trabalho, seja qual for, que tens de entregar todos os dias, não te podes dar ao luxo da inspiração. A minha avó morreu em 2003 e eu tive de entregar um texto umas horas depois. Tens de recorrer a fórmulas, não podes depender da inspiração”

Tem dois livros de poesia, “Conta Gotas” e “Enquanto Espero que me arranjem o esquentador penso em como será a vida depois do sol explodir”. A causa para a escrita da poesia é-lhe desconhecida. “Trabalhos diários faço-os porque sim, mas a poesia não sei porque o faço. Simplesmente aconteceu”, relatou.

Henrique Fialho leu um excerto do livro “Imortal da Graça”, onde se falou do normal, anormal, da barbaridade da vida, da tecnologia e da informação e desinformação. O autor alertou para as redes sociais, onde todos os acontecimentos estão ao mesmo nível e questionou sobre o que faz à nossa capacidade de processamento de informação.

As obras “O Diário do Corifeu”, de 2023, e “Ferro em Brasa”, de 2021, foram ainda alvo de questionamento. No “Diário do Corifeu”, o autor escreveu previamente os textos e entregou a Sara Oliveira para ilustrar. “A Sara teve o papel mais ingrato porque os textos já existiam, ela traduziu em imagens”, indicou.

“Ferro em Brasa” foi uma colaboração entre Miguel Martins e Filipe Homem Fonseca num “cadáver meio esquisito”, onde os dois autores enviavam capítulos mutuamente para construção da história.

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