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Vigília policial juntou cerca de 200 profissionais em frente à Câmara das Caldas

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Cerca de duzentos agentes da PSP, militares da GNR e guardas prisionais realizaram uma vigília nas Caldas da Rainha, entre as 18h15 e as 20h15 da passada sexta-feira. A concentração visou vincar a luta por melhores condições salariais e de trabalho.
Vigília com luzes das lanternas dos telemóveis

Cerca de duzentos agentes da PSP, militares da GNR e guardas prisionais realizaram uma vigília nas Caldas da Rainha, entre as 18h15 e as 20h15 da passada sexta-feira. A concentração visou vincar a luta por melhores condições salariais e de trabalho.

Reclamar a valorização dos agentes da PSP, elementos da GNR e da Guarda Prisional nos mesmos moldes do que foi feito com a PJ, foi o objetivo desta vigília, em frente do edifício da Câmara Municipal.

Os participantes entendem haver discriminação. “Queremos equidade em todas as forças de segurança. Não temos rigorosamente nada contra a PJ receber o subsídio que recebe, queremos tão somente que seja igual para todos”, declarou Alfredo Anastácio, do Sindicato dos Profissionais de Polícia.

“É uma desigualdade gritante. Uma diferença salarial brutal. Um GNR ou um PSP em início de função ganha 1385 euros brutos e traz para casa 980 euros. Outros elementos, da PJ, trazem dois mil euros a mais. Não quer dizer que estejam mal. Eles estão bem, nós é que estamos muito mal”, disse Rui Santos, da Associação dos Profissionais da Guarda.

De acordo com a nova estrutura salarial, um elemento da PJ no início da carreira passa a receber um salário base de 1807 euros, com um suplemento de missão de 996 euros e potenciais adicionais por horários de piquete.

A falta de atratividade para captar novos elementos para as forças de segurança é assim destacada. ”Cada vez há menos jovens a quererem ser polícias. Eu, no lugar deles, também não vinha, porque hoje em dia o salário base não compensa”, vincou Alfredo Anastácio. “As vagas não são colmatadas na GNR e na PSP”, relatou Rui Santos.

À carência de meios humanos junta-se a falta de condições nos postos e esquadras ao nível dos equipamentos, colocando em causa a segurança perante uma criminalidade que evoluiu consideravelmente e perante a qual não se pode manter os padrões de resposta que havia há diversos anos.

Nesta vigília nas Caldas da Rainha, onde os participantes contaram com a solidariedade do presidente da Câmara, Vitor Marques, que lhes dirigiu palavras de apreço pela missão que desempenham, também participaram guardas prisionais, mas uma vez que o delegado sindical se encontrava a trabalhar não foi possível obter declarações de um representante destes profissionais, por receio de processos disciplinares.

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