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Caldense dirige centro tecnológico criativo com formação gratuita para jovens

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É uma caldense que está à frente do primeiro TUMO - Center for Creative Technologies que abriu recentemente em Coimbra e que promete revolucionar a forma dos jovens, entre os 12 e os 18 anos, adquirem novas competências.

É uma caldense que está à frente do primeiro TUMO – Center for Creative Technologies que abriu recentemente em Coimbra e que promete revolucionar a forma dos jovens, entre os 12 e os 18 anos, adquirem novas competências.

Filipa dos Santos Cunha é a diretora deste centro de tecnologias criativas que promove um programa educativo gratuito, complementar ao ensino obrigatório, nas áreas de animação, modelação 3D, programação, robótica, cinema, design gráfico, música e criação de jogos.

O primeiro centro TUMO foi fundado em 2011 em Erevan, na Arménia, e o modelo depressa foi “exportado” para outros países, como Alemanha, França, Ucrânia, entre outros.

A vinda para Portugal deste modelo foi através da “Shaken not Stirred”, uma empresa que está envolvida numa série de projetos educativos, como é o caso da Nova SBE (Universidade Nova de Lisboa) e das escolas de programação “42”.

Tal como nos outros projetos que desenvolveu, esta organização reuniu uma série de mecenas e parceiros para a concretização do centro. Assim, o investimento de sete milhões de euros foi apoiado por empresas como a Critical Software, a Feedzai, a Licor Beirão, a Altice, as fundações La Caixa e Santander e ainda a Câmara Municipal de Coimbra.

A Altice cedeu o antigo edifício dos CTT, na Baixa de Coimbra, que foi remodelado para receber o TUMO, com uma capacidade máxima de 1500 alunos.

As inscrições já estão abertas e em outubro arrancará a primeira fase, na qual os jovens que se inscreverem poderão experimentar as várias áreas disponíveis e depois escolher o que pretendem seguir. Antes disso, haverá também visitas programadas com pais e futuros alunos.

“O único compromisso que tem de ser assumido pelos participantes é que estejam presentes”, explicou Filipa dos Santos Cunha.

O programa educativo faz com que os adolescentes fiquem a cargo da sua própria aprendizagem e é composto por atividades de auto-aprendizagem, workshops e laboratórios de projeto. O objetivo é capacitar os jovens a lidar melhor com os desafios e oportunidades do mundo do trabalho e da vida em sociedade.

Filipa dos Santos Cunha está agora também focada em contratar a sua equipa, que terá cerca de 35 pessoas.

Segundo a caldense, este é um modelo educacional que poderia ser desenvolvido nas Caldas da Rainha, mas para isso seria preciso conseguir apoios financeiros como os que houve em Coimbra. “Tem de haver financiamento, vontade do município, um espaço para nos instalarmos e número de alunos suficiente”, afirmou.

Licenciada em psicologia, Filipa dos Santos Cunha tem um mestrado em Psicologia Social e das Organizações (ISCTE). Há dez anos fundou uma associação que desenvolve o projeto “Inspiring Future”, que consiste no apoio aos alunos do ensino secundário na sua tomada de decisão sobre que área deverão seguir no futuro. A Escola Secundária Raul Proença, onde fez os seus estudos, é um dos estabelecimentos de ensino que recebe estas sessões anualmente.

Trabalhou ainda na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e na área dos Recursos Humanos da Prozis. Esteve também na Austrália durante um ano e fez voluntariado na Indonésia.

Foi depois diretora de alumni e desenvolvimento de carreira da Teach for Portugal, outro projeto de ensino não formal.

Apesar deste percurso, desloca-se habitualmente às Caldas da Rainha para estar com a família “Guardo excelentes memórias da Raul Proença, adorei estar naquela escola. Também fui sempre muito feliz nas Caldas, que é uma cidade linda, com um enorme potencial”, contou.

No 12º ano, aos 17 anos, foi uma das responsáveis por um festival que pretendeu juntar uma série de atividades artísticas, de modo a apresentar todo o talento que existe nas Caldas. Atualmente, considera que continua a existir falta de divulgação dos artistas caldenses nas diferentes áreas. “O modelo do festival estava montado e era só replicar, mas infelizmente não houve continuidade”, concluiu.

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