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Denúncia anónima de abuso sexual por padre natural de Óbidos sem fundamento

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O padre Mário Rui Pedras, de Óbidos, voltou a exercer funções, depois de autorizado pelo Patriarcado de Lisboa a regressar após oitenta e sete dias de “afastamento preventivo”, na sequência de uma denúncia anónima de abuso sexual que acabou por ser arquivada por falta de provas.

O padre Mário Rui Pedras, de Óbidos, voltou a exercer funções, depois de autorizado pelo Patriarcado de Lisboa a regressar após oitenta e sete dias de “afastamento preventivo”, na sequência de uma denúncia anónima de abuso sexual que acabou por ser arquivada por falta de provas.

O pároco, de 69 anos, ordenado nas Caldas da Rainha a 27 de junho de 1982 pelo então Cardeal-Patriarca D. António Ribeiro, encontra-se atualmente ao serviço das paróquias de São Nicolau e Santa Maria Madalena, em Lisboa, a cujos paroquianos deixou uma mensagem de gratidão pelo apoio recebido, mostrando-se ao mesmo tempo chocado com a acusação de que foi alvo.

“Vítima de uma denúncia falsa, difamatória e anónima, sofri uma gravíssima injustiça”, começou por manifestar o padre, que confessou ter sido “um caminho de cruz percorrido em silêncio, em sofrimento e em paz interior”.

No dia 12 de junho, o instrutor da investigação deu por finda a averiguação prévia e “dada a inverosimilhança da denúncia”, propôs ao bispo que fosse levantado o “afastamento preventivo”, medida que dia 14 de junho foi aplicada pelo Patriarca de Lisboa.

“A justiça foi reposta, mas o dano manter-se-á. Tudo por obra de um qualquer autor de uma denúncia cobarde, feita de forma anónima e totalmente falsa. O autor dessa calúnia fica entregue ao cuidado e ao juízo misericordioso de Deus”, declarou.

“Sou uma vítima inocente”, sublinhou o padre Mário Rui, que criticou a Comissão Diocesana por “ceder à fortíssima pressão mediática”. “A Comissão recebeu e transmitiu a denúncia, fazendo de mera caixa de correio e dando ressonância à calúnia. Lavou as mãos como Pilatos, e integrou esta denúncia soez na listagem dos eventos que anunciou, de forma estridente e sensacionalista”, comentou.

Para o pároco, “o cenário montado e algumas intervenções públicas de membros da comissão condicionaram os passos seguintes deste processo”, sustentando que esta “na verdade não teve a ponderação exigida diante de uma denúncia anónima, difamatória e sem verosimilhança. Recomendou o meu afastamento do exercício público do ministério, insensível às consequências que daí derivariam inevitavelmente para mim”.

“O que teria ocorrido se o caluniador tivesse visado mais 20, 30, 50 ou 100 sacerdotes, ou um ou mais bispos. Seriam todos afastados do ministério? Como poderia ser logrado este resultado apenas por alguns minutos de escrita anónima? Trata-se de um cenário assustador. Como pode gente decente ficar à mercê destas condutas?”, questionou o padre.

O sacerdote interrogou-se igualmente se não deveria seguir as palavras evangélicas “se alguém te bater na face direita, apresenta-lhe também a esquerda”, mas “este conselho segui-lo-ia, sem qualquer hesitação, se essa nobre atitude que o Evangelho propõe ajudasse a cumprir a justiça e a repor a verdade”. “Como assim não é, escolhi antes seguir a atitude do próprio Jesus que diante de quem o ofende, pergunta: “Porque me bates?”, retorquiu.

Admitindo não se resignar, revelou que vai tentar “encontrar vias legais de reparação”, ao mesmo tempo que recomeça a celebrar missas.

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