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O grande concerto das festas da cidade

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A noite caldense de 13 de Maio, no âmbito das festas da cidade, proporcionou-nos mais uma óptima exibição da Banda do Comércio e Indústria, desta vez enquadrando duas maravilhosas cantoras, a nossa Júlia Valentim e Sofia Escobar, e dois virtuosos tocadores de gaita-de-foles, Joaquim António Silva e sua filha Margarida (não se percebe por que razão estes nomes não foram referidos no programa).

A noite caldense de 13 de Maio, no âmbito das festas da cidade, proporcionou-nos mais uma óptima exibição da Banda do Comércio e Indústria, desta vez enquadrando duas maravilhosas cantoras, a nossa Júlia Valentim e Sofia Escobar, e dois virtuosos tocadores de gaita-de-foles, Joaquim António Silva e sua filha Margarida (não se percebe por que razão estes nomes não foram referidos no programa).

O concerto começou com O Fortuna, a abertura da cantata Carmina Burana, composta nos anos 30 do século XX por Carl Orff. A Banda de Adelino Mota arrebatou-nos com uma interpretação poderosa, logo de chofre. E podemos dizer que todo o concerto foi em crescendo, também devido ao prodígio vocal de Sofia Escobar.

Mas (este texto não teria qualquer valia sem a adversativa), logo durante o formidável tema de abertura nos surge a vontade de sugerir construtivamente.

O Fortuna é o movimento mais célebre da cantata, por causa do coro inicial que nos deixa sempre arrepiados. Ora, que esplêndida colaboração teria dado o Coral das Caldas da Rainha e o seu maestro Joaquim António Silva. É certo que Joaquim António Silva participou, como já se referiu, enquanto tocador de gaita-de-foles, mas por que não ir mais longe na conjugação de esforços? E haveria ainda segunda oportunidade de intervenção coral na bem-humorada versão da Bohemian Rhapsody dos Queen. Sugerir é fácil, bem sabemos, pois haverá constrangimentos de toda a ordem, mas teriam sido momentos ainda mais sensacionais.

Outra sugestão é também de uma colaboração que parece óbvia. De que nos serve o CCC, nestes certames? Este concerto deveria ter sido oferecido no seu grande auditório, com todas as condições de dignidade e conforto. Em vez de uma assistência atenta em plateia condigna, o empenho de Adelino Mota teve um ajuntamento ao ar livre, e quem quis desfrutar da generosa oferta musical teve de aturar o inevitável chinfrim das crianças em alegres correrias, os telemóveis de quem nunca consegue estar em lado nenhum e as gargalhadas alarves e dichotes soezes de certos espectadores que por ali passeavam o enésimo copázio de cerveja.

Percebe-se que a ideia mestra é a festa ser popular e, portanto, livre e ao ar livre. Compreende-se também que há nestas alturas a espectativa de vender farturas e cerveja. Mas este maestro, Adelino Mota, e a sua notável Banda do Comércio e Indústria merecem dignidade e elevação. Para enchente popular, farturas e cerveja, há sempre o espectáculo musical mais ou menos pirotécnico, na véspera do feriado, e a feira dos cavalos.      

Escrevo segundo o anterior acordo ortográfico.

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