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Especialista caldense lança livro com contributos para a melhoria do SNS

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Especialista em gestão e com um imenso currículo em diferentes áreas, o caldense Carlos Rodrigues publicou o livro “Gestão em Saúde - Contributos para a melhoria do SNS”, que foi apresentado no passado sábado no Centro Cultural e de Congressos (CCC) das Caldas da Rainha.

Especialista em gestão e com um imenso currículo em diferentes áreas, o caldense Carlos Rodrigues publicou o livro “Gestão em Saúde – Contributos para a melhoria do SNS”, que foi apresentado no passado sábado no Centro Cultural e de Congressos (CCC) das Caldas da Rainha.

É preciso olhar para os hospitais também como entidades que necessitam de ter boas práticas de gestão, porque elas não servem apenas para as empresas. “Os hospitais têm avultados recursos e devem ser geridos eficazmente”, afirmou o autor.

Com passagem por vários setores da vida pública e privada, Carlos Rodrigues afirmou que “nunca vi tanta desorganização como nos hospitais, quando estes são a organização mais complexa que existe”. Nem a criação dos “hospitais-empresa” conseguiu mudar esse cenário, uma vez que se continuou com uma grande centralização. Isto porque o modelo de governação, que tem mais de 100 anos, continua a ser o mesmo. “Esta centralização excessiva no poder político é a raiz de todos os problemas”, considera.

Na sinopse do livro, afirma que o “Serviço Nacional de Saúde (SNS) – como principal sistema de saúde encontra-se sobre pressão, pelas necessidades crescentes dos utentes e pela incapacidade organizacional de responder com eficácia e eficiência a estas necessidades”.

Pretendeu, por isso, avaliar e diagnosticar as ameaças e oportunidades que envolvam novas competências, baseadas numa visão renovada e integrada da gestão pública em saúde.

Carlos Rodrigues é gestor, professor e investigador universitário. É licenciado em Gestão e Administração Pública, mestre em Políticas e Gestão de Recursos Humanos e doutor em Gestão.

Do seu currículo destaca-se não só as suas funções como professor-coordenador no ISLA de Santarém, mas também o cargo de presidente do conselho de administração de uma Unidade Local de Saúde (dois hospitais e treze centros de saúde).

Carlos Rodrigues foi ainda subdiretor-geral no Ministério da Educação, chefe de gabinete do Ministro do Ambiente e do Planeamento, vice-presidente do Instituto do Cinema, chefe de gabinete do Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação e subdiretor-geral da agricultura na região de Lisboa e Vale do Tejo, entre outros cargos no setor público e privado.

Agora, neste livro, apresenta para o SNS uma proposta de modelo de organização que visa principalmente combater a politização excessiva, criando uma direção executiva para os centros hospitalares que se mantenha para além das nomeações políticas. Só a partir daí é possível fazer uma gestão estratégica e não só do dia-a-dia, sustenta.

“Livro no momento mais oportuno”

Na apresentação do livro, António Curado, presidente do Conselho Sub-Regional do Oeste da Ordem dos Médicos, salientou que a obra deixa bem clara a grande importância de existir uma boa gestão das instituições de saúde. “O aparecimento do livro, nesta altura, não poderia ser mais oportuno. Estamos a viver uma crise grave no SNS”, referiu, adiantando que isso está a acontecer também noutros países e não só em Portugal.

O médico já fez parte do conselho de administração do Centro Hospitalar do Oeste e sabe como são difíceis “os terrenos da gestão em saúde”, por isso reviu-se no que leu no prefácio: “O que está em causa não é a qualidade dos profissionais, mas sim a ausência de um modelo de governação adequado e a não aplicação de práticas de gestão estratégica”.

“O livro está escrito de uma forma muito clara e didática”, afirmou António Curado, que apresentou os vários capítulos que o compõe.

Domingos Martinho, diretor do ISLA de Santarém, começou por elogiar o trabalho realizado por Carlos Rodrigues naquela instituição, onde é docente há vários anos. “É um orgulho termos um de nós a ter uma prova de serviço público”, como é o caso deste livro.

Na opinião de Domingos Martinho, lendo este livro fica claro que “afinal, não é assim tão difícil conseguir melhorar, do ponto de vista da gestão e da organização, o nosso SNS”.

Carlos Tomás, da Associação Portuguesa de Engenharia e Gestão da Saúde, também disse ter ficado impressionado com a clareza com que o autor aborda todos os temas de gestão, principalmente tendo em conta o contexto do SNS.

Na sua opinião, apesar de ser “extraordinário que um médico não tenha que estar preocupado quanto custa o que está a fazer pelo seu doente”, é preciso ter em conta que o Estado não tem recursos ilimitados. Ainda por cima, “não são cumpridos os princípios básicos de gestão”, tal como se percebe com este livro.

“Os conceitos que estão no livro são importantíssimos e todos os profissionais de saúde desejam que estes sejam aplicados no SNS, senão haverá sempre crises a acontecer”, manifestou.

Como caldense, Carlos Tomás aproveitou a oportunidade para afirmar que “o hospital das Caldas sempre foi maltratado, porque não lhe concederam os recursos necessários e sempre teve instalações deficientes, onde só se fizeram remendos”. Entende por isso que é urgente a construção de uma nova unidade de saúde porque atualmente “as populações abrangidas não estão bem servidas” ao contrário do que acontece noutras regiões do país.

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