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Simulacro de atacante na Escola Básica D. João II com 16 feridos a fingir

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Um atirador ativo entrou na manhã de quinta-feira na Escola Básica D. João II nas Caldas da Rainha e com uma arma que provocou 16 feridos. Felizmente foi tudo a fingir, num exercício que acontece pela primeira vez a nível nacional para testar os mecanismos de resposta previstos no plano de emergência.
O atirador ativo foi imobilizado pela polícia (fotos Pedro Almeida)

Um atirador ativo entrou na manhã de quinta-feira na Escola Básica D. João II nas Caldas da Rainha e com uma arma que provocou 16 feridos. Felizmente foi tudo a fingir, num exercício que acontece pela primeira vez a nível nacional para testar os mecanismos de resposta previstos no plano de emergência.

O cenário do simulacro do atacante ativo inserido na programação do Serviço Municipal de Proteção Civil das Caldas da Rainha (SMPC) foi desenvolvido pela PSP. O subintendente Hugo Marado considera ser um exercício fundamental dado o passado recente na Europa, nos Estados Unidos de América e também em Portugal com o estudante que preparava atentado na Faculdade de Ciências e mais recente o ataque no centro ismaelita. “Há questões comportamentais que devem ser transmitidas de uma forma muito pragmática porque podem fazer a diferença”, contou.

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O atacante entrou na Escola Básica D. João II
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Foi montado o posto de comando municipal

O subintendente da PSP explicou algumas das dinâmicas treinadas caso apareça um atacante ativo, como fugir para um local seguro se perceber que a ameaça se encontra longe ou numa distância que permite a fuga. Nessa impossibilidade devem proteger-se, apagando as luzes da sala, fechar estores, trancar a porta e barricar possíveis acessos ao espaço.

A ação organizada pelo Serviço Municipal de Proteção Civil das Caldas da Rainha envolveu a PSP, Bombeiros Voluntários, com a presença de elementos do corpo ativo e do comando, equipa de reserva da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e equipa de apoio psicossocial do Centro Humanitário Litoral Oeste Norte da Cruz Vermelha Portuguesa (CHLON). A iniciativa contou ainda com o envolvimento da própria direção, docentes, colaboradores e alunos da escola, que foram confrontados com uma situação de alguém que toma a iniciativa de matar em ambiente populoso sem nenhum método definido para seleção das suas vítimas.

Nos exercícios de proteção alguns professores e alunos fecharam-se nas salas, pessoal não docente escondeu-se e alguns jovens acompanhados pelos docentes fugiram para a parte de cima da escola. 

Após o atirador ser apanhado pela polícia e imobilizado procedeu-se ao resgate das vítimas e apoio psicológico a quem necessitasse. Este foi o cenário criado para verificar os procedimentos dos próprios colaboradores no âmbito das medidas de autoproteção constantes do plano de emergência

A psicóloga do CHLON, Marta Sousa, disse que na sequência do simulacro houve “três alunos que entraram numa situação de ansiedade por terem interpretado esta ação quase como algo real ou por trazer algumas memórias menos boas”.

Os jovens foram devidamente estabilizados pela equipa de psicólogos. “Isto também nos alerta para a fragilidade da saúde mental nesta altura pós-Covid e da importância deste simulacro para precaver e conseguirmos sensibilizar os alunos para estas questões, porque hoje foi a fingir, mas não sabemos o dia de amanhã”, afirmou a psicóloga.  

“Foi a primeira vez no país que se realizou um simulacro desta natureza numa escola, algo que se revelou muito importante para corrigirmos algumas situações importantes na eventualidade de acontecimentos reais”, disse Gui Caldas, coordenador do SMPC das Caldas da Rainha. “Os primeiros segundos até as autoridades chegarem são fundamentais para as pessoas se protegerem”, explicou o responsável, revelando que “é importante barricarem-se, esconderem-se, tirarem o som dos telemóveis e afastarem-se de janelas”. 

Essas conclusões são determinantes para que se possam corrigir falhas e aperfeiçoar os planos de emergência, evacuação e apoio às vítimas tornando as ações mais eficazes e seguras”, adiantou Gui Caldas. 

O coordenador do SMPC elogiou ainda a colaboração e empenho de todos os participantes, destacando a importância da “realização de simulacros nas várias estruturas municipais de forma a assegurar a segurança e proteção das pessoas em caso de ocorrências reais”.

Jorge Graça, diretor do Agrupamento D. João II, considera que este simulacro com um atacante ativo deve ser feito em mais escolas. 

Revelou que enviaram um comunicado a todos os encarregados e que depois nas salas de aula os professores vão falar com os alunos sobre os procedimentos corretos. “Temos uma escola em blocos com salas com bastantes janelas, o que torna a situação mais difícil e com esta ação verificámos que temos que melhorar os caminhos de evacuação”, manifestou Jorge Graça.

Presente na ação esteve também o vice-presidente da câmara das Caldas, Joaquim Beato.

No final as forças de segurança realizaram um briefing do exercício.

Este foi o último dos simulacros desenvolvidos para assinalar o Dia Internacional da Proteção Civil (1 de março). As atividades começaram na Infancoop, na manhã do dia 1, onde foi feito o simulacro de um sismo, motivando uma resposta de evacuação das instalações desta cooperativa de educação.

No dia 16, houve uma simulação de incêndio urbano no Edifício dos Produtos Regionais, junto ao Mercado do Peixe. No dia 18, foi feito um simulacro na Foz do Arelho, com resgate numa falésia.

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Resgate das vítimas
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