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Doente atendida mais de quatro horas depois de passar por três hospitais

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Uma mulher de 59 anos foi transportada ao longo de mais de quatro horas numa ambulância dos bombeiros das Caldas da Rainha até ser admitida numa unidade de saúde, depois de ter passado por Torres Vedras e Lisboa sem que aceitassem a sua entrada, considerada urgente, percorrendo perto de centena e meia de quilómetros a mais do que se tivesse sido logo aceite no primeiro hospital para onde foi enviada.
A doente acabou por fazer 190 quilómetros desde a sua residência mas só foi atendida no Hospital das Caldas da Rainha, a oito quilómetros de onde mora

Uma mulher de 59 anos foi transportada ao longo de mais de quatro horas numa ambulância dos bombeiros das Caldas da Rainha até ser admitida numa unidade de saúde, depois de ter passado por Torres Vedras e Lisboa sem que aceitassem a sua entrada, considerada urgente, percorrendo perto de centena e meia de quilómetros a mais do que se tivesse sido logo aceite no primeiro hospital para onde foi enviada.

O caso passou-se na tarde da última sexta-feira e deixou indignada a corporação de bombeiros das Caldas da Rainha, que descreveu que após ter sido accionada para a aldeia de Mouraria, perto do Chão da Parada, às 12h52, pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) de Coimbra, para prestar socorro a uma vítima que apresentava um quadro de desorientação, enfrentou uma verdadeira saga para que ela fosse atendida.

“À nossa chegada encontrava-se no local a assistente social da Câmara Municipal, que tinha ido visitar a doente, pois tinha tido alta no dia anterior, e viu que ela tinha estado a vomitar e os meios de socorro foram acionados. Passámos dados ao CODU e entretanto a GNR chegou ao local”, contou o bombeiro António Soares.

“Depois de sairmos da casa da vítima, às 13h46, fomos para o Hospital de Torres Vedras, uma vez que o Serviço de Urgência de Medicina Interna do Hospital das Caldas da Rainha não estava a receber doentes entre as oito da manhã desta sexta-feira e as oito da manhã de sábado”, indicou.

Mas ao final dos 53 quilómetros percorridos viram barrada a entrada no Hospital de Torres Vedras, porque “quando foi para fazer a ficha da doente disseram que estava fechado e só aceitavam doentes da área de residência” servida pela unidade de saúde.

Seguiram-se mais 46 quilómetros até ao Hospital de Santa Maria, por indicação do CODU, mas também aqui não foi aceite. “Fizemos a ficha e não foi posto qualquer problema. Esperámos perto de 40 minutos pela triagem até que a chefe de equipa da urgência disse que não iam aceitá-la por ser um caso social e que ia falar com Caldas”, relatou o bombeiro.

“Nunca mais me disseram nada e entrei em contacto com o CODU. Por volta das 17h04 informou para levar para o Hospital das Caldas”, referiu António Soares, que lamentou que “a doente andou demasiado tempo dentro da ambulância sem comer e sem a medicação necessária”.

Finalmente, após mais 91 quilómetros, e no total de 190 quando podiam ter sido 8 (a distância da residência até ao hospital mais próximo), a muito custo a paciente foi atendida no Hospital das Caldas da Rainha às 18h08, ou seja, ao fim de 4h22 de viagem de um lado para o outro.

Mas este não foi o único caso na sexta-feira. Nelson Cruz, comandante dos bombeiros, indicou que foi recusada outra doente de 82 anos em Torres Vedras, transportada desde Caldas da Rainha, tendo sido encaminhada para o Hospital de Leiria, a mais de cem quilómetros de distância. “O que é expetável que é que haja coordenação entre o CODU e os hospitais. Para além do transtorno para o doente, não podemos ter as ambulâncias ocupadas desta forma”, fez notar, considerando que a disponibilidade dos bombeiros fica comprometida já que “se andamos a correr hospitais durante horas não se pode prestar mais serviços com essa ambulância”.

Os bombeiros esperam que haja outra articulação entre o CODU e os hospitais. “De uma forma correta e eficaz não está a ser feita”, declarou o comandante.

O Serviço de Urgência de Medicina Interna do Hospital das Caldas da Rainha voltou a estar com constrangimentos que levaram a que não recebesse doentes entre as oito da manhã de dia 11 e as oito da manhã do dia 12 de março.

Entretanto na passada segunda-feira o transporte de uma doente para o Hospital de Alcobaça pelos bombeiros das Caldas da Rainha tornou-se complicado. Um médico recusou recebê-la e após nova comunicação com o CODU foi encaminhada para o Hospital de Santo André, em Leiria. Devido ao estado da vítima, a equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Leiria foi ao encontro da ambulância à saída da A8 em Pataias para prestar apoio diferenciado.

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