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Enfermeiros fazem greve e concentram-se à porta do hospital

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Um grupo de vinte enfermeiros do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) concentrou-se na passada segunda-feira à entrada do hospital das Caldas da Rainha para mostrar que “os enfermeiros estão na rua e a luta continua”, pela justa contabilização dos pontos para o reposicionamento na carreira.
Os enfermeiros estiveram em protesto em frente ao hospital

Um grupo de vinte enfermeiros do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) concentrou-se na passada segunda-feira à entrada do hospital das Caldas da Rainha para mostrar que “os enfermeiros estão na rua e a luta continua”, pela justa contabilização dos pontos para o reposicionamento na carreira.

O protesto, que teve a duração de duas horas, foi convocado pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), com o objetivo de “exigir a contabilização de pontos com os devidos retroativos a 2018″, sublinhou o delegado sindical, Ivo Gomes.

De acordo com o enfermeiro, “a classe e o sindicato reuniram-se, no passado dia 11, com o conselho de administração do CHO, onde se realizaram alguns entendimentos e se assumiu alguns compromissos, como a contabilização de pontos”. Contudo, “ainda não estão efetivados”, o que, segundo o sindicalista, levou à greve dos profissionais e à concentração em frente à unidade hospitalar durante cerca de duas horas.

Com bandeiras na mão e uma faixa colocada à entrada do hospital, os enfermeiros também reivindicaram a regularização de cerca de vinte enfermeiros precários, que há vários anos estão a recibo verde. “Já no ano passado realizámos diversas lutas, mas ainda não está resolvida”, apontou Ivo Gomes, adiantando que “para a vinculação definitiva, a administração precisa de ter o plano de atividades e orçamento aprovado e o Governo, pelos vistos, não está a aceitar”.

Essa situação, segundo o sindicalista, afeta maioritariamente os enfermeiros dos hospitais das Caldas da Rainha e de Torres Vedras. No caso da unidade caldense, “existem dez enfermeiros, e como não há segurança na contratação, os colegas também não se sentem bem e vão procurar outras instituições de saúde”.

A par disso, os enfermeiros também reivindicam “uma aposentação mais cedo, devido ao risco da profissão”. Trata-se de “uma carreira especial de enfermagem que trabalha 24 horas por dia, sete dias por semana”, e por isso solicitam que a data de aposentação nos 66 anos e quatro meses “seja reduzida para os 57 anos de idade e 35 anos de trabalho”. 

À lista das reivindicações, os enfermeiros pedem “melhores condições de trabalho, valorização salarial e uma carreira digna para toda esta classe que está a ser empurrada para o nada”.

Atualmente, o CHO tem cerca de 750 enfermeiros divididos pelas três unidades, e Ivo Gomes considera que faltam pelo menos mais 140 profissionais. Face a essa situação, a administração do CHO já solicitou a abertura de concurso para os 140 enfermeiros, mas o “pedido foi negado”, impossibilitando assim o cumprimento “do rácio enfermeiro/doente”.

“Este ano vão repetir esse pedido, mas até lá a instituição também está de mãos atadas pela parte do governo, e só consegue contratar através do vínculo precário”, mencionou o delegado sindical.

A greve teve uma adesão superior a 50% e afetou sobretudo os serviços de consulta externa, o bloco operatório e a urgência, “no fundo, serviços que estão com maiores dificuldades em cumprir os horários”.

“Sem enfermeiros, não há SNS a funcionar”

No protesto esteve a enfermeira Catarina Carvalho, que sublinhou que “continua a haver muita injustiça em termos de contabilização de pontos e de retroativos”. Também referiu que “os enfermeiros que estão agora a entrar também já se encontram em situação precária, e sem enfermeiros, não há Sistema Nacional de Saúde a funcionar”.

A profissional, que já conta com 33 anos de enfermagem, também referiu que “já podia estar numa situação diferente em termos de carreira, mas não estou, porque isso foi-nos retirado”. “O enfermeiro para chegar hoje ao fim da carreira tem de ter uma esperança de vida de 110 anos, e isso é impossível, pelo que sequer está adequada à nossa realidade”, apontou.

Outra situação “grave” que destacou é a questão da reforma. “Nós devíamos de ser considerados uma profissão de desgaste rápido”, frisou a enfermeira, adiantando que “neste momento aos 60 anos ter todas as faculdades a 100% já é difícil”.

Para Catarina Carvalho, “o desgaste rápido, a reforma, a contabilização de pontos, os vínculos precários e toda esta situação está a ser desrespeitada há muitos anos”.

Também a enfermeira Catarina Pedro esteve na luta pela vinculação dos precários. Há seis meses que esta profissional se encontra a recibos verdes. “Pontualmente têm sido oferecidos contratos”, apontou. Contudo, “neste momento, ainda não houve grandes mudanças, havendo assim um número significativo de enfermeiros a recibos verdes”, frisou.

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