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Caldas, Óbidos e Rio Maior unem-se pela localização do Novo Hospital Oeste

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Colocar na ordem do dia o tema do Novo Hospital Oeste foi o objetivo dos municípios das Caldas da Rainha, Óbidos e de Rio Maior, que se uniram para que a cidade termal não perca o hospital.
– Autarcas das Caldas da Rainha, Rio Maior e Óbidos apresentaram proposta para novo Hospital do Oeste

Colocar na ordem do dia o tema do Novo Hospital Oeste foi o objetivo dos municípios das Caldas da Rainha, Óbidos e de Rio Maior, que se uniram para que a cidade termal não perca o hospital.

Os autarcas dos três concelhos apresentaram a proposta de um terreno entre Caldas da Rainha e Óbidos.

Numa conferência conjunta, que decorreu no dia 6 de fevereiro na câmara das Caldas, os presidentes das autarquias destes três concelhos defenderam a instalação do novo hospital num terreno urbano partilhado entre os concelhos das Caldas e de Óbidos, com uma área de 60 hectares. Vinte e cinco hectares pertencem ao município das Caldas, 35 são de Óbidos e mais de 25 hectares são do domínio público pertencentes ao ministério da defesa e também do ministério da saúde.

Os autarcas referem que o terreno foi selecionado de “acordo com a sua dimensão, a sua centralidade na região, o imediato acesso a redes viárias e de transporte bem como outros pressupostos fundamentais à localização de um serviço de saúde desta natureza na região Oeste”.

Caldas da Rainha, que nasceu à volta do Hospital Termal, não quer perder a tradição secular ligada à saúde e contesta o estudo de localização encomendado pela OesteCim à Universidade Nova de Lisboa, cujos resultados, que foram apresentados em 21 de novembro, determinaram que o melhor local para o centro hospitalar seria o Bombarral. Este trabalho, segundo o presidente da Câmara das Caldas, teve em conta dois critérios para avaliar a localização do hospital: o tempo e a distância.

Vitor Marques quer que o Governo “tenha critérios mais alargados” do que aqueles que foram analisados no estudo, cuja decisão o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, anunciou que será divulgada até ao final de março.

Para este autarca há um “conjunto de outros fatores bastantes significativos que faltam avaliar, nomeadamente do território e dos profissionais de saúde que têm aqui todos os serviços envolventes e um conjunto de ofertas muito importantes ligadas à saúde”.

“Não podemos defraudar aquilo que são as dinâmicas do território, que tem séculos de existência com todas as respostas e serviços e agora não vamos destruí-lo colocando o hospital num local isolado”, adiantou. 

O presidente caldense tem medo que haja uma “má decisão” com consequências graves para a população do Oeste.

Considerando que existem hospitais em Leiria, Santarém, Loures, Vila Franca de Xira e Lisboa, o autarca alerta que a área que neste momento está desprotegida é o Oeste norte. “O que estamos a fazer é colocar o hospital novo onde ele faz realmente falta”, afirmou o presidente da autarquia das Caldas, revelando que “o novo hospital tem que ser integrado na rede nacional hospitalar e a mancha da necessidade de resposta é na zona Oeste do nosso território que tem que ser preenchido”.

“Jamais poderei aceitar que não haja isenção na escolha”

O presidente da Câmara de Óbidos, que também está envolvido nesta luta, referiu que “o concelho dentro da muralha representa cerca de dois milhões e meio a três milhões de turistas por ano, um número bastante significativo que deve ser colocado também nesta equação”.

“Este terreno, que tem parte do território de Óbidos e Caldas da Rainha, tem uma localização muito privilegiada com acesso direto da A8 (que liga a Lisboa) e com ligação à A15 (que liga a Santarém), ao IP6 (que liga a Peniche), reúne todas as condições do ponto de vista da mobilidade, inclusive à ferrovia e a estações rodoviárias, e permitirá ainda a construção de 1700 lugares de estacionamento”, relatou Filipe Daniel.

O autarca de Óbidos diz que respeita o estudo que foi feito, mas estranha que tenha sido apresentado em Torres Vedras e enquanto cidadão que nasceu no Hospital das Caldas da Rainha jamais poderá aceitar que “não haja isenção e a responsabilidade de um equipamento desta natureza”.

Filipe Daniel salientou que estão a “dar um contributo para que esta tomada de decisão seja feita em consciência e com todas as cartas em cima da mesa e que sejam avaliados mais do que os parâmetros da distância e do tempo”.

Recordou ainda que “é preciso atrair os profissionais de saúde e a oferta cultural, desportiva, de estruturas residenciais para idosos, de creches é um critério fundamental para ter em conta”.

O autarca espera que “este novo hospital do Oeste não seja mais um caso de aeroporto e que definida a localização seja uma realidade, porque já deveria ter sido construído há anos”.

Rio Maior junta-se aos protestos

Esta convicção da melhor localização conta ainda com o apoio do município de Rio Maior, que se juntou na defesa da localização do novo hospital do Oeste alegando que parte da sua população é servida na unidade desta cidade. “Rio Maior tem como referência o Hospital de Santarém, mas grande parte da população continua a ser servida nas Caldas da Rainha, nomeadamente nos serviços de obstetrícia”, disse o presidente da Câmara de Rio Maior, Filipe Santana Dias.

“Deslocalizar para fora das Caldas da Rainha estes serviços hospitalares seria prestar um pior serviço à comunidade riomaiorense”, vincou o autarca, revelando que deixará “cerca de 12 mil pessoas do seu concelho, com menos disponibilidade de acesso aos serviços de saúde a partir do momento em que a distância ao hospital se torna maior”.

Contestando que a escolha seja feita “meramente a regra e esquadro”, privilegiando o critério da distância aos concelhos do norte e do sul do Oeste, o autarca desafiou o ministro da Saúde a ir ao terreno para “perceber realmente o que é a influência do Centro Hospitalar do Oeste no concelho de Rio Maior”, referindo que “não é no conforto do gabinete que se conhece o país real”.

Os autarcas afirmaram que irão continuar a lutar pela localização do novo hospital no terreno partilhado entre Caldas e Óbidos até que seja divulgada a decisão do ministro da Saúde. No entanto, admitem aceitar se for contrária à que defendem.

No estudo das autarquias o novo hospital poderá incluir 600 camas para internamento, 50 gabinetes de consultas, 6 salas de bloco operatório, 2 salas dedicadas a cirurgia ambulatória, 6 salas de maternidade e 60 postos de tratamento no hospital de dia. 

A construção do novo hospital nesta localização está também a ser defendida numa petição pública subscrita por vários partidos políticos e já com mais de cinco mil assinaturas.

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