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Ministro do Ambiente e da Ação Climática vem falar sobre o mercado da energia

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“Energia - desafios e oportunidades para 2023”, é como se designa e evento organizado pela AIRO - Associação Empresarial da Região Oeste, que irá decorrer no dia 18 de janeiro, pelas 14h00, no grande auditório do CCC - Centro Cultural e Congressos de Caldas da Rainha.
Jorge Barosa e Sérgio Félix vão em 2023 continuar a trabalhar em prol do tecido empresarial

“Energia – desafios e oportunidades para 2023”, é como se designa e evento organizado pela AIRO – Associação Empresarial da Região Oeste, que irá decorrer no dia 18 de janeiro, pelas 14h00, no grande auditório do CCC – Centro Cultural e Congressos de Caldas da Rainha.

A iniciativa que vai ser presidida pelo ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, tem como objetivos falar do mercado de energia em Portugal e apresentar o projeto pioneiro da AIRO, “Comunidade de Energia da Rainha”, que vai baixar custos energéticos das micro e pequenas empresas das Caldas da Rainha. No encontro haverá mais novidades, com a divulgação de mais duas formas das empresas pouparem na sua fatura mensal de energia. 

Além do governante, a sessão de abertura contará com a presença de Jorge Barosa, presidente da direção da AIRO, e Vitor Marques, presidente da Câmara das Caldas.

Depois da sessão de abertura o ministro irá abordar o tema da “Transição Energética em Portugal”. Vai falar sobre o mercado de energia em Portugal e o enquadramento regulatório para a transição. Abordará ainda os incentivos ao dispor das empresas para acelerar a sua transição energética e o tema do “deep dive nas comunidades como forma de impulsionar o crescimento solar.

De seguida decorrerá uma mesa redonda sobre as oportunidades e desafios na descarbonização das empresas, soluções de eficiência energética da UTIS, entre outros temas que serão discutidos.

Recorde-se que a AIRO assinou em outubro um protocolo com o Município das Caldas que cedeu um terreno para a instalação dos painéis fotovoltaicos que irão fornecer energia a preços competitivos. Assim sendo a produção será feita num terreno da autarquia na zona dos Texugos”, atrás do supermercado Continente. A EDP é a operadora parceira para a criação da Comunidade de Energia da Rainha.

Jorge Barosa, presidente, e Sérgio Félix, secretário-geral da AIRO, concederam uma entrevista à Rádio Mais Oeste e ao Jornal das Caldas, onde abordaram este projeto, para qual já existem 150 empresas inscritas e que a AIRO espera até o final do primeiro semestre de 2023 ter a funcionar. “Os empresários inscreveram-se neste novo projeto porque confiam na AIRO mas achamos que ainda existem muitas dúvidas, daí que decidimos organizar o evento para podermos esclarecer e explicar melhor sobre a Comunidade de Energia da Rainha”, disse Jorge Barosa. 

Segundo, este responsável, a implementação de uma comunidade de energia de autoconsumo coletivo é um projeto inovador a nível nacional por ser a primeira solução dirigida na sua maioria a micro e pequenas empresas. “É uma das medidas que temos vindo a trabalhar nos últimos dois anos no âmbito do nosso plano estratégico de apoio aos empresários da região Oeste”, contou, acrescentando que “os custos de energia são hoje uma das principais preocupações das empresas, com uma previsão de aumento anual escalável acima da capacidade de pagamento das empresas”.

A Comunidade de Energia da Rainha “resolve o problema das empresas do centro da cidade ou em determinadas zonas do centro histórico onde não é possível a colocação de painéis solares ou os telhados, pela sua dimensão ou orientação solar”, adiantou.

Jorge Barosa referiu que os painéis fotovoltaicos vão produzir no primeiro ano 1.426 megawatts (MWh) de eletricidade e servir entre “150 a 170 microempresas do centro da cidade”.

Quanto ao benefício de adesão, a empresa aderente tem uma poupança na fatura de energia entre 30% a 70%. 

Por exemplo, uma “loja ou empresa de serviços com um horário de funcionamento das 09:00 às 19:00 (possibilidade de poupança de 60 a 70%, dado que o consumo é feito na hora de produção solar)”, explicou Sérgio Félix.

“Um restaurante aberto aos almoços e jantares tem a possibilidade de poupança média de 30 a 50%, dado que parte do consumo ou a maioria é feito em horário sem produção solar. Caso a ênfase do restaurante sejam os almoços a poupança será bastante maior, dado que é o pico (máximo) de produção de energia solar”, referiu.

“Com a cedência do terreno por parte do município das Caldas da Rainha será possível ter um preço por kW/ hora manifestamente mais baixo e competitivo para todos os aderentes”, afirmou Sérgio Félix, adiantando que o preço estimado de venda será de 0,09 euros para os clientes de baixa tensão (pequeno comércio e serviços 75% da comunidade) e 4 a 5 cêntimos para média tensão (empresas de maior dimensão 20% da comunidade).

A estimativa da AIRO é para uma poupança de 141.513,75 euros no primeiro ano de funcionamento da comunidade de energia, valor que ao fim de 15 anos subirá para 1.415.137,50 euros e no período de 20 anos atingirá os 2.830.275 euros.

A AIRO pretende ainda que “5% da energia produzida seja doada a famílias carenciadas indicadas pelo município”, prevendo que venha a beneficiar entre 10 a 15 famílias.

“O que estamos a fazer é dar estabilidade aos empresários porque tudo o que os painéis produzirem será partilhado pela comunidade”, afirmou, acrescentando que “os empresários vão ficar a saber o valor que pagam todos os meses”.

Jorge Barosa revela recandidatura à presidência da AIRO

É em março de 2023 que termina o mandato da direção da AIRO. Jorge Barosa revelou que vai recandidatar-se a mais um mandato porque tem “vários projetos em aberto que gostava de terminar”.

Jorge Barosa fez um balanço do seu mandato, lembrando que o exercício desta direção iniciou em 2020 e foi marcado pela crise pandémica provocada pela Covid-19. “Nunca parámos e o nosso foco foi apoiar as empresas”, salientou o responsável. Neste sentido, ainda em março de 2020 a AIRO adaptou-se e iniciou um apoio de proximidade a todas as empresas da região Oeste. Face à situação de calamidade, a direção desta associação decidiu estender o apoio não só aos associados, mas a todos os empresários do Oeste, procurando apoiar as empresas, os postos de trabalho e a riqueza criada na região.

De forma a que os empresários sentissem apoio da AIRO, ainda no decorrer do mês de março de 2020 a associação empresarial lançou o primeiro barómetro junto das empresas para analisar o impacto da Covid-19. Apresentou ainda às instituições públicas um documento com propostas de medidas de apoio económico.

Em 2020 entraram 45 novas Entidades Prestadoras de Apoio Técnico (EPAT). Foram feitos projetos no âmbito de Microinveste (Invest+ e Sou+) no valor de 612.787 euros.

Participaram mais de dois mil pessoas nos eventos online e presenciais realizadas pela AIRO e foi dada formação a 528 recursos humanos.

A AIRO comemorou em 2021 os seus 40 anos com um grande evento que contou com a presença de 250 empresários no CCC – Centro Cultural e Congressos de Caldas da Rainha.

Numa parceria com a ESAD.CR foi criada uma nova imagem (logotipo) para a AIRO. Em 2022 entraram 49 novas EPAT’s e a AIRO fez uma candidatura aceleradora digital e ainda uma candidatura ao Bairro Comercial digital. A instituição fez também uma afirmação cluster de cutelaria com presença internacional. De destacar a certificação da AIRO Empreende XXI (medida de apoio a novos negócios) e Expoeste (análise modelo de reestruturação). 

Nos três anos desta direção a AIRO deu formação a 2600 recursos humanos, foram apoiadas 160 novas empresas, foram realizados eventos com a presença de mais de 4500 pessoas e houve mais de 900 reuniões com empresas e empreendedores. Foi segundo, Jorge Barosa, um “trabalho bastante intenso”. Agradeceu àsua equipa de direção e à equipa de recursos humanos da associação empresarial porque “só assim se conseguiu concretizar os objetivos e projetos”. 

O presidente elogiou ainda o executivo da Câmara das Caldas pelo apoio e por “acreditar na AIRO”.

Projetos ligados à sustentabilidade (criação de embalagens mais económicas e amigas do ambiente), promoção da cutelaria da região, medida de apoio a novos negócios, análise de reestruturação do edifício da Expoeste, entre outros projetos, são já alguns dos objetivos da AIRO para 2023.

Segundo revelou o responsável, há uma candidatura importante aprovada para a região Oeste onde “nós vamos poder ter aqui uma central com uma tecnologia bastante robusta ligada à agricultura, que torna a região mais competitiva na perspetiva das exportações”. 

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