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Mãe condenada por tentar matar o filho aparece morta na cadeia

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A mulher do concelho de Óbidos que em 2019 tentou matar o filho de sete anos, envenenando-o com clorofórmio, depois de anteriormente o ter tentado afogar, e que por isso foi condenada a treze anos de prisão, foi encontrada morta na manhã do primeiro dia do ano, na sua cela na cadeia onde cumpria a pena, no Estabelecimento Prisional de Tires.
O Estabelecimento Prisional de Tires era onde cumpria a pena

A mulher do concelho de Óbidos que em 2019 tentou matar o filho de sete anos, envenenando-o com clorofórmio, depois de anteriormente o ter tentado afogar, e que por isso foi condenada a treze anos de prisão, foi encontrada morta na manhã do primeiro dia do ano, na sua cela na cadeia onde cumpria a pena, no Estabelecimento Prisional de Tires.

Guardas prisionais depararam-se com Patrícia Ribeiro, de 31 anos, sem batimento cardíaco, tendo sido imediatamente desencadeadas manobras de reanimação pelo pessoal clínico presente no estabelecimento e também pela equipa do INEM activada para o local e que veio a confirmar o óbito.

A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais atribuiu as causas da morte a um ato suicida. Após diligências das autoridades policiais e judiciais, o corpo foi encaminhado para o Instituto Nacional de Medicina Legal de Cascais para realização da autópsia.

Patrícia Ribeiro tinha sido inicialmente condenada pelo Tribunal de Lisboa a dezassete anos de prisão por sete crimes de homicídio qualificado na forma tentada. O Tribunal da Relação de Lisboa reduziu depois a pena aplicada para dez anos, mas o Supremo Tribunal de Justiça fixou a pena em treze anos.

Tinha também sido condenada a pagar uma indemnização de 300 mil euros ao filho e 25 mil euros ao pai da criança, bombeiro da corporação de Óbidos de quem estava separada. O Tribunal da Relação absolveu-a de pagar a indemnização ao ex-marido e reduziu para 100 mil euros a compensação ao filho. O Supremo Tribunal de Justiça mandou manter o decidido na primeira instância.

Na altura dos crimes, Patrícia Ribeiro trabalhava numa empresa de mergulho em Peniche ao mesmo tempo que era bombeira em situação de reserva na corporação de Óbidos, da qual deixou de fazer parte. Em tribunal, admitiu que pretendia captar a atenção da família, afirmando que sofria do Síndrome de Münchausen, caraterizado por alguém que tenta fazer mal a outro para chamar a atenção sobre si próprio.

Foi crucial o testemunho do filho mas também a vigilância montada no hospital D. Estefânia, em Lisboa, onde foi detetada a administrar clorofórmio à criança, quando esta estava internada após outros episódios de envenenamento.

Embora tenha alegado não se recordar desses atos nem de ter empurrado o filho para um tanque de água com três metros de profundidade, Patrícia Ribeiro declarou que após ter sido submetida a terapia é que tomou consciência do mal que cometeu. O menino recuperou, mas algumas mazelas de saúde poderão acompanhá-lo para o resto da vida.

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