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Presidente da Câmara do Bombarral preparado para uma elevada capacidade de resposta social em 2023

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Diz que vai será difícil argumentar contra o estudo e contra a solução que está em cima da mesa que aponta como o Bombarral como a melhor localização para receber o Hospital. Considera que o “desenvolvimento será coletivo, de toda a região”.
Ricardo Fernandes encara o ano 2023 com esperança e um Bom Ano Novo

Diz que vai será difícil argumentar contra o estudo e contra a solução que está em cima da mesa que aponta como o Bombarral como a melhor localização para receber o Hospital. Considera que o “desenvolvimento será coletivo, de toda a região”.

JORNAL DAS CALDAS – O presidente da Câmara do Bombarral, o socialista, Ricardo Fernandes voltou a ganhar as eleições autárquicas em 2021. Quando e como nasceu o gosto pela política?

Ricardo Fernandes – Eu sempre trabalhei na área da saúde aqui no Bombarral, enquanto farmacêutico. É uma profissão de serviço público, onde estamos diariamente junto das pessoas a conviver com as suas alegrias, com os seus problemas e dificuldades. Este serviço público dá-nos uma perspetiva muito clara sobre os anseios da comunidade e desperta naturalmente em nós a vontade de ajudar, de contribuir para o bem comum. Não é possível ser um bom profissional de saúde sem empatia.  Eu não separo a política do serviço público, por isso posso dizer que esta vontade de retribuir para a comunidade nasceu relativamente cedo.

J.C. – Há pouco mais de um ano no novo mandato. O que foi mais difícil e o que lhe deu mais satisfação?

R.F. – Os maiores desafios do mandato são os mesmos que o governo e que os restantes municípios encontraram nos últimos anos. Ou seja, têm sido as situações criadas por acontecimento difíceis de prever. Nomeadamente, a pandemia e mais recentemente ao impacto social e económico provocado pela injusta invasão da Ucrânia pela Rússia. Neste caso, para além da lamentável perda de vidas humanas e do ataque aos princípios base da democracia, esta agressão à Ucrânia e a consequente crise energética, tem impacto real na economia. À escassez de matérias-primas provocada pela pandemia, soma-se agora o aumento do preço do gás e combustíveis, a inflação e mais recentemente, com grande impacto no próximo ano, o aumento das taxas de juro.

Estas situações requerem do Município uma elevada capacidade de resposta social, razão pela qual, para este mandato reforçámos a equipa na vertente social e definimos logo no início que seria um dos eixos principais do mandato.

Os momentos de satisfação acontecem sempre que conseguimos cumprir a nossa missão, a quando implementamos a nossa estratégia local de habitação, sempre que requalificamos uma estrada degradada, ou mesmo quando conseguimos contratar médicos para melhorar a capacidade de resposta do nosso centro de saúde. Neste último caso em parceria entre a Câmara, A ARS LVT e a Santa Casa da Misericórdia

O retomar da normalidade do Festival do Vinho Português e a Feira Nacional da Pera Rocha, da Floresta Mágica, do convívio com a comunidade e relançar da economia local foram também momentos marcantes.

J.C. – Optou por uma política de continuidade?

R.F. – Sim, mas também de reforço. É preciso aprender com o que se passou em 2020 e 2021, com uma pandemia que apanhou todos desprevenidos. Por isso, consciente do impacto social e económico da pandemia, e ainda sem saber o que viria aí, nomeadamente a invasão da Ucrânia, optámos por reforçar a equipa, nomeadamente na vertente da Ação Social e na Educação. Num momento em que o processo de transferência de competências da Administração Local para as autarquias está a ser concretizado, tem sido muito importante este reforço.

J.C. – Quais são as marcas fortes do Orçamento para 2023?

R.F.- Há todo um conjunto de políticas sociais que fazem todo o sentido para um concelho que aposta nos seus jovens e na retenção de pessoas. Nomeadamente, o reforço dos apoios sociais, garantindo capacidade de resposta aos desafios com que as pessoas se deparam hoje. O aumento de vagas em creche, a criação de apoios à natalidade e/ ou adoção. Sem esquecer a regeneração e revitalização de espaços urbanos,

J.C. – Daqui a 4 anos como é que espera ver o Bombarral?

R.F. – Espero ver um Bombarral melhor para quem cá vive ou nos visita. Um Bombarral com mais lugares de creche, com a nossa educação cada vez a formar melhor os bombarralenses do amanhã, com habitação com rendas a custos controlados, com a nova Loja do Cidadão a funcionar em pleno, com a Quinta da Ciência Viva da Pera Rocha a ser um sucesso para miúdos e graúdos, com um Museu e Biblioteca Municipais renovados e apelativos, entre tantas outras coisas. Em suma, um Bombarral renovado e cheio de vida.

J.C. – Aguarda-se que 2023 seja um ano muito difícil. Depende dos efeitos da guerra, depende de a inflação começar a descer ou não crescer, depende da resolução dos problemas da energia e do custo da energia. Qual a sua análise para o ano novo?

R.F. – Eu sou uma pessoa de esperança e tal como aconteceu no passado, acredito que apesar de todos os desafios vamos conseguir superar juntos os problemas que possam surgir. Somos um povo incrível na adaptação às contrariedades, e os bombarralenses não são exceção. Da nossa parte podem contar que continuaremos atentos e proativos a responder a todos os desafios.

J.C :- Num cenário económico mais negativo em 2023, já tem algumas medidas pensadas para ajudar a população e empresas do Bombarral?

R.F. – Nós estamos preparados. O nosso orçamento está preparado para implementar aquilo que se poderá designar como um plano de emergência social. Abrimos várias rubricas para assistir a situações, sobretudo, nas componentes de apoio alimentar e de fornecimento de medicamentos, mas estamos preparados para alargar os apoios a outros domínios.

J.C. – Como está a saúde financeira da autarquia?

R.F. – A gestão tem sido rigorosa, por isso está bastante bem, tal como comprova o anuário financeiro das autarquias, onde fomos muito bem classificados.

J.C. – Bombarral está na linha da frente da Pera Rocha e do Vinho. Como é que a crise vai afetar estes setores?

R.F. – Estamos a acompanhar de perto a situação. Essa é uma grande preocupação. Como todos sabem, o aumento dos custos de produção teve um grande impacto no setor agrícola, a somar a isso os preços pagos pela fruta na última campanha foram relativamente baixos. Muita gente não conseguiu cobrir a despesa. Sendo um setor predominante no concelho, entrando em crise, tem um grande impacto no concelho.

J.C. – No primeiro semestre o ministro da Saúde vai decidir e divulgar a localização do novo Hospital do Oeste. O estudo encomendado pela OesteCIM à Universidade Nova de Lisboa, aponta Bombarral como “melhor localização” para o novo hospital do Oeste. Está convicto que o ministro irá seguir as conclusões do estudo?

R.F. – Existem mais de 300 mil pessoas abrangidas pelo Centro Hospitalar do Oeste que ainda não têm uma cama em Unidade de Cuidados Intensivos e que se veem forçadas a fazer deslocações de mais de uma hora para consultas de especialidade. É um problema demasiado grave para que os políticos empurrem com a barriga aquela que é a solução que resolve este flagelo, seja por causa do seu ego, ou de bairrismos.

Após exaustiva análise, o estudo independente da Universidade Nova de Lisboa, identificou o Bombarral como o local com a melhor localização para receber o Hospital, por estar equidistante a todos os concelhos, por estar junto de vias de comunicação, como a A8 e a linha férrea, por estar munida de infraestruturas e por ter a dinâmica social essencial para um novo hospital.

Para que se tenha a noção, o estudo da Universidade NOVA concluiu que, com a localização no Bombarral, o tempo de viagem dos utentes é reduzido para metade, com impacto positivo para a saúde das pessoas, para a sua qualidade de vida e com uma redução de custos para o Serviço Nacional de Saúde.

Se somarmos a isto o facto do Bombarral já ter disponibilizado um terreno, vai ser difícil argumentar contra o estudo e contra a solução que está em cima da mesa.

J.C. – Se o novo Hospital do Oeste for construído no Bombarral o que trará para a localidade em termos de desenvolvimento?

R.F. – Acima de tudo, os benefícios serão para as pessoas da região, que vão passar a ter um Hospital próximo e com todas as condições. É no bem coletivo que devemos pensar e largar de uma vez por todas o populismo que alguns políticos teimam em promover. O desenvolvimento será coletivo, de toda a região.

J.C. – O que deseja para o Bombarral para 2023?

R.F. – Que se continue a desenvolver, transformando-se cada vez mais num ótimo concelho para se investir, para trabalhar, estudar e visitar.

J.C. – Mensagem de Feliz Ano Novo à população do Bombarral?

R.F. – O próximo ano deve ser encarado com esperança, com a consciência de que iremos superar todos os desafios, enquanto comunidade, tal como o fizemos no passado. Pessoalmente e em nome de todos os colaboradores e autarcas da Câmara Municipal do Bombarral, desejamos a todos um Bom Ano Novo, com saúde, paz e prosperidade.

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