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ACCCRO identifica necessidade de alterar horários no comércio tradicional

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Cerca de 25 lojas do comércio tradicional aceitaram o desafio da ACCCRO – Associação Empresarial das Caldas da Rainha e Oeste e estiveram de 19 a 23 de dezembro, abertas ao público até as 22h30.
Direção da ACCCRO pretende repetir a iniciativa “Comércio Local Aberto até às 22h30”

Cerca de 25 lojas do comércio tradicional aceitaram o desafio da ACCCRO – Associação Empresarial das Caldas da Rainha e Oeste e estiveram de 19 a 23 de dezembro, abertas ao público até as 22h30.

Compras de natal fora de horas de forma a dinamizar as vendas nesta época e incrementar a atividade comercial na cidade, foi o repto da ACCCRO. “O objetivo foi levar pessoas para as ruas do centro da cidade à noite para fazer as compras de natal promovendo o comércio tradicional”, disse, Luís Gomes, presidente da Associação Comercial.

Para que o comércio tivesse mais segurança à noite, a ACCCRO solicitou ao Município das Caldas da Rainha a contratação de segurança policial reforçada através de gratificados, naquele período de alargamento do horário.

“Esta ideia já era uma vontade nossa, mas surgiu de um comerciante, que se dirigiu até mim, a questionar, o porquê de não conseguirmos ter o comércio aberto até mais tarde, nesta época”, relatou o presidente da ACCCRO, acrescentando que “é preciso contagiar mais estabelecimentos”.

Recordou que “há uns anos atrás tentaram alargar o horário do comércio na época natalícia, mas os empresários na altura não aderiram”. “A associação pode promover as situações, mas é importante que o comércio adira e ajude a dinamizar e a contagiar”, salientou.

O desafio foi também lançado a cafés, de forma a cativar mais pessoas, “combatendo a desertificação do centro da cidade à noite”, pelo que será “importante na zona das lojas começar a pensar nas preferências dos consumidores e a necessidade de alteração de horários”, referiu Luís Gomes.

O presidente da ACCCRO admite que este ano a iniciativa surgiu já um pouco tarde, mas no próximo ano voltarão a apostar, com mais “antecedência e com maior divulgação”.

“É um mote para voltarmos a fazer isto ao longo do próximo ano, quando houver eventos e em épocas festivas. No momento em que dizemos que Caldas é a capital do comércio, temos de nos afirmar, como tal”, apontou.

O responsável diz que é preciso concorrer contra os centros comerciais que estão abertos até às 23h00. “O comércio tem de se adaptar às pessoas que querem fazer compras após o horário laboral”, afirmou, admitindo que “não é fácil também pela falta de trabalhadores”.

No entanto, Luís Gomes revela que vai “chegar a um ponto em que vamos ter de reunir com todos os associados para definirmos o melhor horário”.

Para o presidente da ACCCRO, ainda que seja necessário respeitar um certo equilíbrio, há uma necessidade “evidente de alteração dos horários do comércio tradicional, mesmo que seja preciso abrir as lojas mais tarde para as fechar depois das 19h00”. Sabendo que a noite não é tão “movimentada como o dia”, considera que “depois de fomentado as pessoas acabam por aderir e vão para a rua”.

Luís Gomes defende o horário à espanhola (pausa depois de almoço e reabertura por volta das 17h00 ou 18h00), de forma a dar oportunidade a quem tem horários das 9h00 às 17h00, possa fazer as suas compras. “Estamos a dar o ouro ao bandido, quando fechamos as lojas às 19h00, porque as pessoas vão automaticamente para o La Vie, ou até mesmo ao centro comercial de Leiria ou Lisboa”, sublinhou.

“Torna-se mais apetecível para uma loja âncora das grandes marcas, vir para as Caldas, se a cidade estiver mais movimentada. Podemos aproveitar as diversas festas da cidade para repetir a iniciativa”, contou.

O presidente da ACCCRO quer o “centro da cidade mais vivo à noite”. “As pessoas procuram mais os centros das cidades, se houver oferta”, adiantou.

Na Rua Henrique Sales todas as lojas aderiram ao “Comércio Local Aberto até às 22h30”

Todos os comerciantes da Rua Henrique Sales aderiram à iniciativa. “Esta rua é especial nas Caldas, somos unidos e quando decidimos abrir, abrimos todos”, disse ao JORNAL DAS CALDAS, Ana Paula Caetano, responsável pela loja BC – Brinquedos Criativos, acrescentando que “tem que haver mais aderência de outros estabelecimentos”.“Estamos aqui desde segunda-feira, até às 22h30 e o comércio da Rua Almirante Cândido dos Reis (Rua das Montras) está quase todo fechado”, apontou. Diz que nestas condições “não vale a pena” declarando que só faz sentido com um “núcleo maior de lojas para atrair as pessoas”.

A empresária considera que não é “preciso ter as lojas abertas até mais tarde durante uma semana, basta três dias mais próximos da época”.

Ana Paula Caetano defende ainda música e animação durante a noite. “É essencial música pelas ruas porque não podem estar mortas, sobretudo nesta época. Os cafés têm que estar abertos e deveria haver animação natalícia porque as pessoas têm de sentir prazer em vir à noite ao centro cidade”, adiantou.

Situada na mesma rua está a ourivesaria Beto, que também foi um dos estabelecimentos comerciais, que aderiu desde logo à iniciativa de ter o espaço aberto até às 22h30, sobretudo durante a época natalícia. “Logo que soubemos da oportunidade de estarmos abertos até mais tarde, e que íamos ter segurança policial decidimos aderir”, explicou Paulo Santos, responsável pela ourivesaria, adiantando que “sentimo-nos sempre seguros, pois houve dois polícias a circularem regularmente pela rua durante este período alargado do horário”. Destacou ainda que “a polícia cumpriu o seu papel, passando regularmente”.

O comerciante caldense considerou a iniciativa como “uma excelente oportunidade para os lojistas do comércio tradicional, pois permitiu a diversos clientes efetuar compras num horário diferente do habitual”. Nesse sentido “esperemos que este alargamento de horário, possa se repitir mais vezes, noutras épocas do ano, sem ser durante o período natalício”, dando como exemplo o verão.

Apesar de considerar “como uma excelente oportunidade”, Paulo Santos criticou a falta de animação e de música na rua Henrique Sales, de modo a incentivar as pessoas a virem às lojas, após o período normal de funcionamento.

O responsável também confessou que esperava mais adesão, por parte dos lojistas caldenses, referindo mesmo que foi “um dos impulsionadores da iniciativa junto de outros lojistas”, mas a grande maioria não quis abrir, e outros aproveitaram para criticar a oportunidade. No entanto, “não percebem, que o mais importante é mesmo começar por algum lado”, apontou o lojista.

Comerciantes defendem música e animação à noite

Já a retrosaria Sr. Jacinto destacou que “a oportunidade de estar aberta durante a noite, não é novidade”, sendo algo que já faz com regularidade.

Para a proprietária da loja, Cláudia Henriques, “a iniciativa foi fantástica e precisamos cada vez mais de ideias assim para a nossa cidade”. “O comércio tradicional precisa de trabalhar com estas ferramentas e de ter uma coisa diferenciadora, de forma a dar oportunidade aos clientes de nos visitar a outras horas, que não à hora laboral”, sublinhou a lojista caldense, alertando que “nem sempre é fácil das pessoas virem às compras, no horário normal de funcionamento de uma loja”. Contudo considerou que “isto são tudo projetos a longo prazo”, que têm de ser continuados e “se houver mais espaços abertos, melhor é para todos”, apelou a lojista.

“É um longo caminho a percorrer, mas o importante é que foi dado o pontapé de saída, e isso é fundamental” referiu Claúdia Henriques, destacando que “isto são projetos, que não se solidificam no primeiro ano e estou convicta, que nem nos primeiros anos. São coisas que as pessoas se vão habituando”.

Para a lojista, não é só os comerciantes que devem estar abertos, o sector da restauração e cafetaria também devem para poder completar toda a atividade logísta, bem como mais animação e atividades nas ruas. “É importante, que hajam atividades nas ruas, e não apenas as lojas abertas”, apelou a proprietária da retrosaria, alertando para o facto de os proprietários terem de encontrar “uma mais-valia para continuarem abertos, pela simples questão de terem de pagar ordenados para que os seus espaços estejam em funcionamento”.

Susana Nogueira responsável pela Ourivesaria Amilcar Neves que também aderiu à iniciativa, considera que deve haver mais “aderência das lojas e mas também animação para atrair mais pessoas à noite”.

Questionado pelo JORNAL DAS CALDAS enquanto passeava com a mulher e a filha bebé, António Saudade, contabilista considerou a iniciativa “uma excelente ideia, mas ainda com pouca aderência”. No entanto acha que as lojas deveriam estar abertas até as 20h00 ou 21h00. “É lamentável, que muitas vezes se entre numa loja às 18H45 e os empregados fiquem logo a olhar para nós de lado”, disse, adiantando que “o comércio tradicional das Caldas da Rainha tem condições para ser uma atração noturna desta cidade”. “Quanto mais gente na rua, mais segurança”, frisou.

O antigo presidente da Câmara das Caldas, Fernando Costa que passeava no centro da cidade à noite é da opinião, que o comércio pode estar aberto até às 21h00. “Não perdiam nada em abrir um bocadinho mais tarde, e depois prolongarem até o início da noite”, contou, adiantando que “é mais atrativo para quem precisa de ir ao comércio e trabalha até as 18h00 ou 19h00”.

Fernando Costa deu os parabéns “ao presidente da ACCCRO e a quem os apoia pelo bom trabalho, que tem feito na animação e iluminação natalícia, que está com qualidade”.

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