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Seniores praticam “Walking football”, uma modalidade em que a principal regra é não correr

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Sem corridas, nem guarda-redes ou qualquer contacto entre jogadores, são algumas das regras do “Walking Football”, uma modalidade para maiores de 50 anos, que tem atraído cada vez mais adeptos entre os alunos da Universidade Sénior Rainha D. Leonor (USRDL), em Caldas da Rainha.
Equipa de seniores da USRDL

Sem corridas, nem guarda-redes ou qualquer contacto entre jogadores, são algumas das regras do “Walking Football”, uma modalidade para maiores de 50 anos, que tem atraído cada vez mais adeptos entre os alunos da Universidade Sénior Rainha D. Leonor (USRDL), em Caldas da Rainha.

O objetivo desta atividade, que é um desporto para quem quer manter-se ativo e divertir-se a jogar, mesmo quando o corpo já não permite grandes aventuras, é mais do que físico, mas sobretudo “promover o convívio e o bem-estar, em prol de um envelhecimento mais ativo”.

O “Walking Football” é uma das variantes do futebol para pessoas com mais de 50 anos e que surgiu em 2011, em Inglaterra, para aqueles que queriam continuar a jogar, mas já não sentiam a mesma agilidade. Em Portugal, o futebol a andar chegou mais tarde, apenas em 2017, através da Fundação Benfica, que convidou a RUTIS – Rede de Universidades Seniores para se juntar ao projeto, que conta com o apoio do Instituto Português do Desporto e Juventude.

A modalidade não tardou a atrair os alunos da USRDL, começando apenas com dois seniores e que hoje conta com uma equipa de nove atletas ativos, homens e mulheres. “O Walking Football, que está a ser desenvolvido aos poucos na universidade, tem uma série de mais valias, como a prática desportiva, a competitividade saudável, dentro das universidades cria o espírito de equipa, e como as equipas são mistas temos senhoras que nunca tinham jogado à bola e senhores que não jogavam há muito tempo. Uns voltam a fazer o que gostavam e outros experimentam coisas novas”, explicou o docente de Educação Física na USRDL, Fernando Braz, que além de treinador, também é jogador da equipa caldense.

Além dos “benefícios que traz para um envelhecimento ativo”, a modalidade também contribui para uma “componente muito grande, a parte social, através dos torneios, dos convívios, de interatividade entre a própria equipa e com outras equipas”, ajudando assim a combater a solidão e o sedentarismo.

No entanto, mesmo para os que já jogaram antes, têm de se adaptar a novas regras. “Ao contrário daquilo que acontece em Inglaterra, não há guarda-redes, é proibido qualquer tipo de contacto entre os jogadores e a bola não sobe acima da cintura, para não haver saltos ou cabeçadas”, explicou o treinador caldense.

A par disso, não é permitido correr, e normalmente há um número limite de toques que cada jogador pode dar antes de passar a bola. “O conceito é andar e obrigar os atletas a terem raciocínios rápidos”, sublinhou Fernando Braz, adiantando que o Walking Football também “não se pode fazer golo atrás do meio campo”.

Os jogos têm a duração de 15 minutos, cada conjunto em campo tem seis jogadores e não há limite de substituições. “Apesar de serem jogos de curta duração, a modalidade obriga as pessoas a estarem sempre em movimento”, frisou o docente, que atualmente treina a equipa da USRDL duas vezes por semana, no Pavilhão da Mata Rainha D. Leonor, entre as 15h30 e as 17h.

Apesar de ser uma equipa mista, Fernando Braz sublinhou que “ainda não temos o número suficiente de atletas para participar em torneios oficiais”. “Metade da equipa é capaz de desenvolver jogo, mas a outra metade ainda está em fase de aprendizagem e de aquisição motoras”, referiu o treinador, apontando que o “mais importante é o convívio e estarmos todos juntos, pois este é um jogo para todos”. Destacou ainda que “aqui não há aquela desculpa de dizer não tenho jeito ou não posso porque sou mais lento. É um desporto totalmente inclusivo, não só no género, mas também nas competências que a pessoa tem”.

No que toca a idades dos atletas, essas variam entre os 59 e os 80 anos.

Para o próximo ano, o treinador caldense tem como objetivo aumentar o número de praticantes e trabalhar para “atrair patrocinadores”, bem como organizar um torneio nas Caldas da Rainha dedicado à modalidade.

Duas seniores, Filomena Franco, e Elisiê Vieira, consideram a modalidade “um ótimo exercício físico, que acima de tudo melhora bastante a coordenação e o equilíbrio, algo que é extremamente importante nas idades mais avançadas, e melhora também os índices cardiovasculares”. “Sem falar do convívio”, apontou Filomena Franco.

Já Fernando Rodrigues referiu que “o Walking Footbal faz-me sentir fisicamente muito melhor e dá-me muito ânimo, boa-disposição e alegria”. Os benefícios fazem-se sentir no “equilíbrio da saúde física em geral, mental e do próprio bem-estar”.

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