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Grávida e bebé em gestação morrem à chegada ao hospital das Caldas

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Uma grávida de 35 anos e o seu bebé de seis meses em gestação morreram na passada quarta-feira no hospital das Caldas da Rainha, para onde a mulher foi transportada em paragem cardiorrespiratória. Segundo informação do conselho de administração do Centro Hospitalar do Oeste, “a utente deu entrada na unidade das Caldas da Rainha em […]
A mulher transportada para o hospital chegou em paragem cardiorrespiratória

Uma grávida de 35 anos e o seu bebé de seis meses em gestação morreram na passada quarta-feira no hospital das Caldas da Rainha, para onde a mulher foi transportada em paragem cardiorrespiratória. Segundo informação do conselho de administração do Centro Hospitalar do Oeste, “a utente deu entrada na unidade das Caldas da Rainha em transporte de emergência em manobras de suporte avançado de vida, tendo o óbito sido declarado à chegada”.

A administração lamentou “profundamente esta morte” mas vincou que foi “uma ocorrência externa ao Hospital das Caldas da Rainha”, esclarecendo a situação ocorrida, que nada tem a ver com outro tipo de casos a nível nacional e como também já aconteceu neste estabelecimento de saúde, nomeadamente este ano, em junho, quando se verificou a morte de um bebé após uma cesariana de urgência no seguimento de uma admissão demorada de uma grávida, igualmente de 35 anos, quando a urgência obstétrica estava encerrada a novos utentes, devido a constrangimentos no preenchimento da escala médica.

Esse foi um caso que colocou a descoberto as debilidades do Serviço Nacional de Saúde e que foi alvo de uma ação da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde, tendo sido uma das situações associadas à demissão de Marta Temido do cargo de ministra da saúde e que colocou Caldas da Rainha no centro das atenções, dado ter sido nesta cidade que se verificou o primeiro de um conjunto de ocorrências que tornaram insustentável a manutenção da governante nas funções que exercia desde outubro de 2018. Não foi, aliás, a única demissão. Também a diretora clínica do Centro Hospitalar do Oeste, Filomena Rodrigues, renunciou ao seu mandato, lugar que ainda está por preencher.

Agora o que aconteceu é diferente, pois deve-se ao agravamento do estado de saúde da grávida antes de ela dar entrada no hospital, sem que tenha sido possível reverter a situação, mesmo que a dado momento possa ter havido recuperação dos sinais vitais, dada a gravidade.

A mulher foi acometida de doença súbita, queixando-se de dores agudas nas costas, pelo que telefonou para o 112. Foram acionados os bombeiros voluntários de Torres Vedras, concelho da sua área de residência, para transportá-la para o hospital. Contudo, o que parecia ser uma emergência pré-hospitalar veio a constatar-se ser muito mais grave.

A grávida registava a tensão muito baixa e foi feito o pedido para haver acompanhamento pela equipa da viatura médica de emergência e reanimação (VMER). Compareceu a viatura das Caldas da Rainha, isto porque a VMER de Torres Vedras estava ocupada noutra ocorrência.

Foi transportada de Outeiro da Cabeça para Caldas da Rainha, uma vez que Torres Vedras não tem urgência obstétrica. Entretanto, entrou em paragem cardiorrespiratória e foram feitas manobras de reanimação constantes ao longo do percurso, inclusive com utilização do desfibrilhador automático externo, equipamento que tem como função aplicar uma carga elétrica no tórax.

Para a Comissão de Utentes do Centro Hospitalar do Oeste, que se inteirou do assunto, não existe matéria para questionar a atuação do estabelecimento de saúde.

“Não houve aqui negligência dos envolvidos, mas sim um problema grave cardiovascular irreversível”, manifestou Vitor Diniz, presidente da comissão, que salientou “todos os esforços em salvar a utente”.

De qualquer forma, para dissipar eventuais dúvidas e “por uma questão de transparência”, a comissão entende que o esclarecimento formal da situação, para além da autópsia, pode passar por “um mini-inquérito”, que resulte num relatório “para arquivar”, com todos os procedimentos desenvolvidos “para que não se levantem questões sobre a atuação da unidade de saúde e dos restantes envolvidos”.

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