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Festival Literário regressa em 2023 com o tema “Risco”

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O FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos chegou ao fim, após onze dias de cultura, mas já anunciou o regresso em 2023 com o tema "Risco", de 12 a 23 de outubro. Segundo o presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Filipe Daniel, este ano o evento foi visitado por mais de 60 mil pessoas.
Sessão de encerramento

O FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos chegou ao fim, após onze dias de cultura, mas já anunciou o regresso em 2023 com o tema “Risco”, de 12 a 23 de outubro. Segundo o presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Filipe Daniel, este ano o evento foi visitado por mais de 60 mil pessoas.

“Ocorre-me dizer as palavras ‘orgulho’ e ‘muito obrigado’”, disse o autarca de Óbidos na sessão de encerramento do FOLIO, no passado domingo. Filipe Daniel recordou que o festival literário contou com a presença de dois Prémios Nobel, de ministros, de secretários de Estado, de autarcas de vários pontos do país e de individualidades nacionais e internacionais, o que considera ser revelador da importância do FOLIO, que decorreu de 6 a 16 de outubro.

“Tivemos salas completamente cheias e também tivemos de mudar algumas sessões para salas maiores e fizemos o lançamento de 62 livros”, sublinhou.

“Segundo muitas opiniões, esta edição terá sido uma espécie de ano de consagração”, disse José Pinho, mentor do FOLIO. “De ano para ano as coisas têm vindo a melhorar e também assistimos a uma participação maior do público. Em termos de vendas, também houve um aumento em relação aos anos anteriores”, fez notar.

A edição de 2022 do FOLIO teve como tema o “Poder”. Autor de 30 peças de teatro e de três romances, o último dos quais publicado em 2020, com o título “Crónicas do Lugar do Povo mais Feliz da Terra”, o Prémio Nobel da Literatura em 1986, o escritor nigeriano Wole Soyinka, foi um dos convidados e abordou o tema.

Aos 88 anos, o primeiro africano a ter vencido o Prémio Nobel manifestou-se preocupado com os “lunáticos e homicidas que estão a subjugar uma grande parte da humanidade”, dando como exemplos o presidente russo Vladimir Putin, por ter invadido a Ucrânia, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump e a situação “inaceitável” vivida no Irão. “As mulheres não deviam ter de lutar para serem consideradas seres humanos”, vincou.

“Veja-se o fenómeno das migrações, devido à negligência dos líderes. Há uma praga global, uma degradação da humanidade”, lamentou.

A escritora polaca Olga Tokarczuk, Prémio Nobel da Literatura em 2018, a propósito da invasão da Ucrânia pela Rússia, disse sentir “insegurança e medo, porque as guerras de hoje não têm limites”. “Somos manipulados por tiranos, como Putin”, acusou.

O ministro da Educação, João Costa, manifestou que “estou certo de que os senhores da guerra não leram os livros certos”. “O que vemos nesses pontos do mundo é que os primeiros a serem postos fora são artistas, escritores, jornalistas e professores, pois têm medo do poder transformador da palavra e da arte. Têm medo de que tenham a ousadia de pensar e de sonhar em cenários alternativos”, referiu.

O ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, afirmou que o FOLIO “corporiza a luta contra a centralidade da oferta cultural e contribui para a valorização do território”. “O livro é uma das tecnologias mais antigas da cultura, mais resistentes e mais ameaçadas”, disse o ministro. “Trazer um livro para o centro de um evento cultural é quase um ato de resistência”, observou.

Face à desigualdade no acesso à cultura, Pedro Adão e Silva considerou o festival literário “extremamente relevante”.

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