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Festival Internacional de Literatura ajuda a promover a cultura e a educação

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O ministro da educação foi um dos membros do Governo que já foram à edição de 2022 do FOLIO – Festival Internacional de Literatura de Óbidos, que decorre entre 6 e 16 de outubro, tendo utilizado o exemplo da guerra para explicar a importância das bibliotecas e do Plano Nacional de Leitura para a educação. “Temos a fortíssima convicção de que sem literatura não há liberdade e queremos educar os cidadãos para fazerem escolhas conscientes”, justificou.

O ministro da educação foi um dos membros do Governo que já foram à edição de 2022 do FOLIO – Festival Internacional de Literatura de Óbidos, que decorre entre 6 e 16 de outubro, tendo utilizado o exemplo da guerra para explicar a importância das bibliotecas e do Plano Nacional de Leitura para a educação. “Temos a fortíssima convicção de que sem literatura não há liberdade e queremos educar os cidadãos para fazerem escolhas conscientes”, justificou.

Para João Costa “a educação é uma arma extra para prevenir comportamentos de ódio e as guerras”, declarou na sessão de encerramento do seminário internacional “O Poder da Educação”, que decorreu no dia 9, no FOLIO.

“Estou certo de que os senhores da guerra não leram os livros certos”, ironizou o ministro. “O que vemos nesses pontos do mundo é que os primeiros a serem postos fora são artistas, escritores, jornalistas e professores”, pois [os governos] têm medo do poder transformador da palavra e da arte. Têm medo de que tenham a ousadia de pensar e de sonhar em cenários alternativos”.

“Compete-nos ser um exército de leitores”, vincou o governante.

“É no centro do processo educativo que o livro deve estar. A literatura muda a vida dos nossos alunos”, concordou a nova comissária do Plano Nacional de Leitura, Regina Duarte. “A investigação tem demonstrado que a educação literária nos dá outras competências, como capacidade de análise, memória e tolerância”, salientou.

Manuela Silva, coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares, para demonstrar a importância da leitura recordou a imagem de um jovem brasileiro, transmitida recentemente nas televisões, a exibir um cartaz onde se lia: “Eu armo-me com livros e livro-me das armas”.

“Óbidos, um livro aberto na promoção da cultura”

“Durante estes onze dias, Óbidos será um livro aberto na promoção da cultura, sob a chancela de reconhecimento enquanto Cidade Criativa da Literatura da Unesco”, afirmou Filipe Daniel, presidente da Câmara, durante a cerimónia de inauguração do FOLIO.

Filipe Daniel referiu-se ao FOLIO como “o evento que posiciona Óbidos num patamar de qualidade e de excelência, onde a cultura no geral e a literatura no particular são os grandes motores”.

O autarca anunciou que no âmbito decorrerão 16 exposições, 30 concertos, 14 mesas de autor, 62 apresentações e lançamentos de livros, além de tertúlias, formações, masterclasses, seminários, sessões de cinema e experiências gastronómicas literárias.

“Gostaria ainda de destacar a presença de dois prémios Nobel da Literatura, a polaca Olga Tokarczuk e o nigeriano Wole Soyinka, e todos os autores, ilustradores e convidados que, vindos de várias partes do Mundo, farão parte das mesas”, descreveu o autarca.

“O FOLIO deste ano é melhor do que o do ano passado”, disse José Pinho, um dos diretores gerais do evento, recordando que já em 2021 tinha dito o mesmo, aproveitando para evidenciar a “intensidade muito grande e a oferta variada” do programa.

Apoio a reabilitação de biblioteca

O escritor Mia Couto pediu o apoio do Município de Óbidos para reabilitar uma “velha biblioteca morta” de Nampula, em Moçambique, durante a sessão de entrega do Prémio Fernando Leite Couto a Maya Ângela Macuacua e Geremias José Mendoso, dois jovens escritores moçambicanos. A Câmara de Óbidos ofereceu um cheque de 500 euros a cada um dos jovens e uma residência literária na vila, com a duração de um mês.

“Em Moçambique, um escritor é parado na rua para contar histórias. Os que habitam a escrita são uma espécie de entidade com uma ligação divina com algum poder”, explicou Mia Couto.

O presidente da Fundação Fernando Leite Couto pediu, por isso, a colaboração de Filipe Daniel para, de uma forma institucional, ajudar a recuperar a biblioteca de Santa Cruz, fundada por uma portuguesa, tendo em conta as dificuldades de muitos moçambicanos, que os impedem de comprar livros. “Há pessoas que têm um jornal de 1999 e que o releem porque não têm mais nada para ler”, assegurou.

A proposta foi bem acolhida pelo presidente da Câmara. “Os livros que temos a mais podem fazer a diferença na tomada de conhecimento”, afirmou.

Mostra de Ilustração

O FOLIO inclui a PIM! VII Mostra de Ilustração, que este ano lançou o desafio a cerca de 30 criadores de imaginarem como seria o mundo se tivessem o poder de tomar decisões. Foi entregue o Prémio Nacional de Ilustração a Ana Ventura, pela obra “Mudar”, que reuniu a unanimidade do júri. Foram ainda atribuídas menções especiais aos livros “Desenhar do escuro”, de António Jorge Gonçalves, e “Diosario”, de Mariana Rio.

Todo o programa do FOLIO está disponível em obidos.pt.

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