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Observatório do Turismo Sustentável do Centro de Portugal monitoriza atividade turística no Oeste

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Uma conferência-debate com o tema “Conhecer (melhor) para investir (bem) no Turismo do Oeste”, decorreu no passado dia 4 no auditório da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR), onde foi apresentado o Observatório do Turismo Sustentável do Centro de Portugal (OTSCP), que “tem como objetivo apoiar as autarquias, comunidades intermunicipais e as empresas a desenvolverem melhores estratégias para um setor turístico mais competitivo”, anunciou o coordenador, Francisco Dias.
Jorge Loureiro, Francisco Dias, José Coutinho e Paulo Almeida

Uma conferência-debate com o tema “Conhecer (melhor) para investir (bem) no Turismo do Oeste”, decorreu no passado dia 4 no auditório da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR), onde foi apresentado o Observatório do Turismo Sustentável do Centro de Portugal (OTSCP), que “tem como objetivo apoiar as autarquias, comunidades intermunicipais e as empresas a desenvolverem melhores estratégias para um setor turístico mais competitivo”, anunciou o coordenador, Francisco Dias.

“Para termos um turismo mais sustentável, claramente temos que ter mais conhecimento daquilo que é o nosso impacto no terreno e na sociedade. Basicamente, é isto que o Observatório vai fazer, a um nível regional”, explicou Francisco Dias.

Segundo este responsável, o Observatório dá acesso a uma ampla coleção de “informações, dados e análises com as tendências atuais no setor de turismo”. Inclui os últimos números disponíveis sobre as tendências e volumes do setor, impacto económico e ambiental, e a origem e perfil dos turistas.

“Este instrumento vai contribuir para ultrapassarmos uma dificuldade que era a escassez de dados que ajudassem a medir e a quantificar a atividade turística da região”, referiu o coordenador, acrescentando que pretende “assegurar um maior desenvolvimento dos territórios, aumentar a competitividade do destino para sermos assim cada vez mais atrativos para os mercados internos e internacionais”.  

Este foi o primeiro de um ciclo de oito eventos que o OTSCP está a realizar na Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos do Centro de Portugal (NUT III), para assim cumprir a sua missão de “promover o conhecimento da atividade nos destinos que pertencem ao Centro de Portugal, como é o caso do Oeste”.

A iniciativa foi organizada pelo Turismo Centro de Portugal, Politécnico de Leiria (Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar), Citur-Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação em Turismo, Comunidade Intermunicipal do Oeste, AIRO – Associação Empresarial da Região Oeste e MediOeste Comunicação e Turismo.

“O sucesso do Observatório será o êxito dos empresários do sector turístico”

O coordenador do OTSCP foi um dos oradores do primeiro painel, com o tema a “monitorização do turismo como fator estratégico para a competitividade dos destinos: o caso do Oeste”, que foi moderado por Paulo Almeida, professor do Politécnico de Leiria.  

Os objetivos gerais do Observatório é disponibilizar informação relevante aos atores locais e regionais em diversos domínios como perfil motivacional e comportamental e satisfação dos turistas, procura e oferta de produtos turísticos específicos, indicadores quantitativos relativos à procura turística, indicadores relacionados com a qualidade de oferta, oferta e procura de serviços culturais, recreativos e de lazer e ainda estudos ad-hoc sobre impactos do turismo na região.  

Com vista à obtenção de resultados, serão produzidos relatórios (mensais, semestrais e anuais) de partilha transversal para conhecimento de todos os agentes turísticos da região, de modo a chegar a uma gestão de qualidade. “O relatório mensal terá indicadores comuns e específicos para cada setor, alojamento, restauração e bebidas, transportes de passageiros, operadores turísticos, agências de viagens, rent-a-car, serviços culturais, serviços recreativos, comércio de artesanato e produtos turísticos

Haverá ainda um relatório anual com estudos regulares, com recolha de informação de turistas (visitantes), autarquias, empresas e residentes

Segundo este responsável o processo foi iniciado numa parceria entre o Turismo Centro de Portugal e o Politécnico de Leiria, através do Citur, núcleo de investigação de destinos turísticos, sediado na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, em Peniche, que presta apoio técnico e científico neste novo projeto.

Francisco Dias afirmou que para que o projeto seja eficaz é importante promover a participação dos inquiridos (empresas, autarquias, turistas e residentes) na plataforma digital e nos inquéritos periódicos. “É preciso sensibilizar os agentes económicos para perderem uns minutos para responderem às questões. Garantimos o anonimato, podem confiar no Observatório”, salientou, revelando que o êxito deste instrumento será o sucesso do setor de turismo.

José Coutinho, da Leader Oeste – Associação de Desenvolvimento Rural, que falou sobre a monitorização como elemento de suporte do desenvolvimento regional e local, referiu o papel da sua instituição.

“Espera-se um inverno cinzento no turismo”  

Jorge Loureiro, membro da Comissão Executiva do Turismo Centro de Portugal, disse que o turismo este ano supera os níveis de 2019. No entanto, revelou que se espera “um inverno bastante cinzento com a quebra no mercado europeu, nomeadamente com os hóspedes alemães e espanhóis devido a estarem a retrair consumo como forma de assegurar a almofada financeira, consequência da guerra”. “Este Observatório tem um papel decisivo, porque o tecido empresarial ligado ao turismo precisa de plataformas de conhecimento descodificado para a tomada de decisão diária dos empresários que gerem os seus negócios”, referiu.

“É preciso aumentar número de dormidas no Oeste”

Na sessão de abertura do evento, a vereadora da câmara das Caldas, Conceição Henriques, disse que o “fantástico crescimento do turismo” não vem sem “conhecimento”, porque “todos sabemos os potenciais impactos negativos quer ambientais, quer sociais que o turismo pode ter”. Olhar para este setor como um foco na sustentabilidade não é para a autarca “apenas uma questão de estratégia de diferenciação, mas sim uma obrigação técnica daqueles que têm responsabilidades sobre o território”.

“A criação do Observatório é um grande passo dado no sentido da antecipação dos problemas e de estudar o caminho a seguir”, salientou, esperando que todos saibam utilizar esta ferramenta “numa época em que a informação é um bem precioso” e com ela se “consiga fazer ainda mais e melhor garantindo que o turismo passa a ser não apenas uma atividade só para o desenvolvimento económico, mas também para o desenvolvimento social e para a valorização cultural”. Segundo a vereadora, nenhuma atividade é estática e a sua “melhoria constante é a condição para a sua própria existência”.

Jorge Barosa, presidente da AIRO, disse que a região Oeste precisa de aumentar a média do número de dormidas dos visitantes e turistas, que está em cerca de duas noites. “Não podemos ser só um local de passagem”, sublinhou, considerando o Observatório uma ferramenta crucial para conseguir “lapidar este diamante de uma forma correta”. Apelou aos empresários que colaborem com este novo projeto, porque “para crescer de uma forma sustentável é necessário perceber quais os caminhos a tomar”. 

“Precisamos de divulgar o Oeste na totalidade”

No segundo painel dedicado à “Cooperação de âmbito municipal e o desenvolvimento de sistemas de informação estratégica para o desenvolvimento do turismo”, que foi moderado pelo jornalista do grupo Medioeste, Francisco Gomes, participaram quatro representantes das autarquias da região Oeste.

Laura Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, começou por explicar que no caso do seu município “o turismo representa uma fatia muito pequena, atingindo apenas 2% daquilo que é o valor acrescentado bruto do próprio município”. Contudo, “existem sempre caraterísticas do próprio território que são importantes promover”, sustentou a edil.

Para a autarca, “cada território tem a sua individualidade e marcas que têm de ser construídas e promovidas no mesmo”. A par disso “as redes são extraordinariamente importantes para fazermos a promoção do nosso território e para dar a conhecer tudo aquilo que temos para que os próprios investidores e visitantes conheçam de uma forma global aquilo que é o território”.

Na opinião de Laura Rodrigues, “temos de trabalhar o turismo sustentável hoje mais do que nunca e obrigatoriamente tê-lo como objetivo em qualquer atividade que desenvolvemos na parte turística”. “Quando fazemos a promoção do nosso território temos de ter em atenção que esta identidade sociocultural de cada comunidade tem obrigatoriamente de ser mantida, e ter estruturas as ajudem”.

Filipe Daniel, presidente da Câmara Municipal de Óbidos, referiu que “o setor do turismo em Óbidos tem um peso considerável no valor acrescentado bruto do próprio município mas também na região Oeste”. Esse valor, segundo o autarca, “pode crescer ainda mais, sendo preciso ter uma estratégia definida, fundamentada em indicadores, desenvolver a parte da comunicação, que será um dos desafios para o futuro” e ainda ter elementos diferenciadores no turismo, bem como criar condições de visibilidade e notoriedade no setor.

“O objetivo é que o turista permaneça dentro do ecossistema do Oeste, permitindo fixar valor e gerar desenvolvimento económico para toda a região”, sublinhou Filipe Daniel, adiantando que “todos os municípios têm particularidades que podemos promover e jamais ser concorrentes enquanto territórios, mas complementares”. 

A vereadora da Câmara das Caldas, Conceição Henriques, afirmou que “o concelho das Caldas da Rainha tem muitas particularidades turísticas e uma diversidade de oferta que parecia que tinha perdido a sua identidade”. Face a isso, a autarquia encontra-se a elaborar um masterplan, com intuito de “não criar nada de novo, mas sim olhar para o território tal como ele existe, envolvendo todo o pulmão da cidade e integrando nele os diversos equipamentos culturais”, ou seja, “criar uma identidade”.

De acordo com a vereadora, “o mesmo deveria ser feito para a região e perceber de que modo vamos potenciar as imensas riquezas que temos no território”. “O Oeste necessita de uma visão de conjunto, em que cada um nós contribuímos para ele com aquilo que de melhor temos”, apontou Conceição Henriques, adiantando que “assim podemos resolver um dos problemas, relacionado com o tempo de permanência dos turistas na região”.

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Oeste, Pedro Folgado, sublinhou que “o Oeste é uma região relativamente nova no panorama nacional, que tem feito um caminho no sentido de ser uma região una, em várias áreas”. Também falou do projeto piloto Smartvision, implementado no Oeste, uma plataforma que reúne em tempo real uma série de dados, que também vão “ajudar no turismo e a decidir em conformidade qual será a meta e o caminho para que o Oeste seja conhecido”.

A par disso vai permitir “perceber o que cada município tem para que sejamos uma região mais coesa e una, que fará diferença no espetro nacional, pois somos melhores que muitos que têm muito património e visibilidade, mas que não fazem tanto como nós pela região”.

O também autarca de Alenquer realçou que “precisamos de criar uma identidade e divulgar o Oeste na totalidade, não apenas aquilo que o Turismo do Centro considera melhor”, e como tal está a ser equacionada uma Associação de Turismo do Oeste envolvendo todos os “players” para que “se crie e retenha valor acrescentado no Oeste”.

“O Oeste é uma região muito rica, que pode ser complementar e fazer a diferença no panorama nacional e internacional”, concluiu Pedro Folgado.

O encerramento do OTSCP coube ao presidente do Politécnico de Leiria, Carlos Rabadão, que destacou a importância deste evento para instituição de ensino, sendo “um observatório estratégico, que poderá contribuir para um dos desígnios que atual presidência tem, que passa pela contribuição da afirmação do Oeste como referencial nacional”. Nesse sentido, “a nossa contribuição surge através da formação na área do turismo e do marketing / tecnologia, e mais do que isso, ajudar o tecido económico e social a criar mais valor nas atividades que se desenvolvem na região”.

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