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Habitantes do Oeste apreensivos com os benefícios do turismo na região

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O Observatório do Turismo Sustentável do Centro de Portugal (OTSCP) realiza no dia 4 de outubro, pelas 9h30, no auditório da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, um colóquio subordinado ao tema “Conhecer melhor para investir bem no turismo do Oeste”, dirigido aos empresários do Oeste, e entre os vários temas abordados o investigador Francisco Dias, coordenador do Observatório, apresentará os resultados do 1º inquérito anual “O Turismo na Região Centro: A Perspetiva dos Residentes”, dando especial ênfase às respostas dos residentes da região Oeste.
Um dos gráficos do estudo que vai ser apresentado no colóquio na próxima terça-feira nas Caldas

O Observatório do Turismo Sustentável do Centro de Portugal (OTSCP) realiza no dia 4 de outubro, pelas 9h30, no auditório da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, um colóquio subordinado ao tema “Conhecer melhor para investir bem no turismo do Oeste”, dirigido aos empresários do Oeste, e entre os vários temas abordados o investigador Francisco Dias, coordenador do Observatório, apresentará os resultados do 1º inquérito anual “O Turismo na Região Centro: A Perspetiva dos Residentes”, dando especial ênfase às respostas dos residentes da região Oeste.

O estudo coloca em evidência aspetos específicos relacionados com as perceções dos oestinos face ao turismo na sua região e o modo como estas perceções se distinguem das dos residentes das outras sub-regiões do Centro de Portugal. O Jornal das Caldas já teve acesso ao relatório do estudo, cujos resultados merecem uma reflexão aprofundada, quer dos autarcas, quer dos empresários do Oeste.

A primeira nota que sobressai do estudo é que comparativamente aos residentes das outras NUT3 do Centro de Portugal (regiões de Leiria, de Coimbra, de Aveiro, Beira Baixa, Médio Tejo, Viseu Dão Lafões e Serra da estrela), são os oestinos que manifestam maiores índices de apreensão relativamente aos vários benefícios do turismo na sua região. E são também os que revelam maior nível de preocupação em relação aos impactos negativos do turismo.

Assim, por exemplo, enquanto nas outras NUT3 do Centro de Portugal prevalece um otimismo moderado sobre os benefícios que o turismo aporta à qualidade de vida, à preservação do património cultural e natural e também à cultura e identidade regional, os oestinos tendem a concordar que tais benefícios até poderão existir, mas maioritariamente concedem avaliações mais moderadas. De igual modo, são os oestinos aqueles que, em média, atribuem avaliações mais negativas aos impactos do turismo no ambiente. No entanto, a avaliação média dos oestinos relativamente ao contributo (positivo) do turismo para o desenvolvimento da economia regional é idêntica às avaliações médias atribuídas a este parâmetro nas restantes regiões. 

Contudo, merece especial destaque a informação apresentada no gráfico que resume o grau de acordo versus descordo relativamente à seguinte afirmação: “Estou satisfeito(a) com o nível de envolvimento dos residentes nas decisões relativas ao planeamento e ao desenvolvimento turístico”, e cujas respostas eram dadas numa escala com mínimo de 1 (“discordo totalmente”) e um máximo de 5 (“concordo totalmente”). A média obtida na sub-amostra de oestinos (2.25) revela um maior índice de desacordo (próxima do valor 2, “discordo”). Isto é, os oestinos consideram, maioritariamente, que não estão a ser consultados nas tomadas de decisão sobre o desenvolvimento turísticos da sua região. Trata-se, naturalmente, de um dado subjetivo (perceções), mas que não deve ser ignorado pelas entidades públicas e privadas quando tomam decisões em matéria de desenvolvimento turístico.

Estes e outros assuntos preencherão o programa do colóquio, que tem como promotores o Turismo Centro de Portugal, a AIRO e o Politécnico de Leiria, e como media partner o Grupo MediOeste.

Este colóquio é o primeiro de um ciclo de oito que o OTSCP realizará nas várias NUT3 do Centro de Portugal, para assim cumprir a sua missão de “promover o conhecimento da atividade turística na Região Centro, e consequentemente, contribuir para a melhoria efetiva da competitividade e para o reforço da sustentabilidade do turismo no destino Centro de Portugal”.

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