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127 anos dos bombeiros festejados em cerimónia emotiva

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A cerimónia do 127º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha, realizada no passado domingo, foi bastante emotiva, pela passagem ao quadro de honra de dois bombeiros, pelas promoções, condecorações e louvores, pela transferência de testemunho do porta-estandarte, pela atribuição de patrono a duas viaturas, pelo elogio ao comandante de Pedrógão Grande, mas sobretudo por ter sido lembrada a morte de um bombeiro da corporação vizinha de Óbidos no maior incêndio ocorrido este ano nas Caldas da Rainha.
Apresentação do estandarte ao comandante

A cerimónia do 127º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha, realizada no passado domingo, foi bastante emotiva, pela passagem ao quadro de honra de dois bombeiros, pelas promoções, condecorações e louvores, pela transferência de testemunho do porta-estandarte, pela atribuição de patrono a duas viaturas, pelo elogio ao comandante de Pedrógão Grande, mas sobretudo por ter sido lembrada a morte de um bombeiro da corporação vizinha de Óbidos no maior incêndio ocorrido este ano nas Caldas da Rainha.

Na cerimónia que teve lugar no quartel dos bombeiros, o primeiro momento foi a atribuição de patrono a uma ambulância de socorro, que passa a ter uma chapa com o nome da empresa Manuel Rodrigues Ferreira, Materiais de Construção, como agradecimento do apoio financeiro e material dado ao longo dos anos. Carlos Monteiro representou a empresa nesta distinção.

Num veículo de operações específicas foi colocada a placa com o nome do quadro ativo do corpo de bombeiros das Caldas da Rainha, patrono deste veículo, como reconhecimento da ajuda dada no valor de 9.615 euros, que os soldados da paz prescindiram de receber pelos serviços prestados no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais 2021, que permitiu assim a compra desta viatura. Os chefes da 1ª e 2ª companhia, Joaquim Lucena e Ernesto Soares, respetivamente, descerraram a placa, em representação de todos os bombeiros do quadro ativo.

No salão nobre “Comandante Henrique Sales” foram atribuídas promoções a bombeiros de 2ª a André Jacinto, João Lourenço, Tânia Soares, Tânia Lourenço, Fábio Silva e Luís Almeida, classificados por esta ordem. A bombeiros de 1ª foram promovidos Ricardo Marques, Daniel Ventura, Tiago Solteiro, Rita Sacramento e Ricardo Neves. Ao posto de subchefe foram promovidos Emanuel Simões e António Soares.

Foram agraciados com a medalha de assiduidade grau prata (dez anos) Ruben Soares, Luís Patrício, Fábio Silva, Marino Isidoro, Andreia Azevedo, Luís Vicente e Maria Henriques.

Com grau ouro uma estrela (quinze anos) foi distinguido Ricardo Marques e com grau ouro duas estrelas (vinte anos) Ricardo Soares, Telmo Pacheco, Marco Domingos, Tiago Solteiro e Luís Almeida.

Com grau ouro dedicação três estrelas (25 anos) foram agraciados João Fragoso e Rui Marques e a medalha de altruísmo grau ouro (30 anos) foi entregue a Luís Ventura e a Martinho Vieira.

Passou ao quadro de honra o chefe Joaquim Lucena, culminando 45 anos de uma carreira coroada com a distinção de crachá de ouro. Foram recordadas as suas funções de liderança, inclusive chegou a ser comandante interino. No louvor atribuído pelo comandante Nelson Cruz foi reconhecida a sua figura de “chefe por todos respeitado e com um registo disciplinar exemplar”. Foi por isso agraciado com o galardão “Prestígio da Associação”.

Entrou igualmente no quadro de honra o bombeiro de 2ª José Monteiro, que foi distinguido pela sua carreira de 25 anos de bombeiro. Foi promovido a título honorífico à categoria de bombeiro de 1ª e recebeu um louvor do comandante.

Uma vez que Joaquim Lucena entrou para o quadro de honra, a função de porta-estandarte que lhe cabia passou para o chefe Ernesto Soares.

No seu discurso, o comandante sublinhou o exemplo da dedicação de Joaquim Lucena à causa dos bombeiros.

Críticas e agradecimentos

Nelson Cruz recordou o incêndio na freguesia do Landal, onde perdeu a vida, vítima de doença súbita, o subchefe Carlos Antunes, dos bombeiros de Óbidos, e aproveitou para falar das dificuldades operacionais causadas por situações externas, começando pelo funcionamento dos hospitais, que obrigam os bombeiros a percorrer “distâncias consideráveis por outras unidades hospitalares”. Outra situação prende-se com as exigências do INEM aos veículos, que originam “o impedimento da sua utilização e o gasto de milhares de euros desnecessários”.

A criação da segunda equipa de intervenção permanente (EIP), assumida pela Câmara, foi considerada “crucial”. “Estamos muito gratos por podermos contar com duas EIP e uma equipa permanente de reforço operacional para sair ao minuto durante todo o ano”, manifestou.

O comandante referiu-se ainda ao trabalho desenvolvido pelo corpo ativo, pela direção e restantes elementos do comando, aos bombeiros Daniel Ventura e Tiago Soares, que sofreram queimaduras de 1º e 2º grau em incêndios, à participação na missão de ajuda à Ucrânia, aos bombeiros que ajudaram na compra do veículo de operações específicas e à empresa Manuel Rodrigues Ferreira pela sua ajuda, deixando também uma palavra de homenagem ao comandante dos bombeiros de Pedrógão Grande, Augusto Arnaut, presente na cerimónia, pela recente absolvição no julgamento relacionado com os incêndios naquele concelho em 2017.

O presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria, Rui Rocha, considerou que a absolvição foi “uma grande vitória para os bombeiros de Portugal”, anunciando que a Liga dos Bombeiros Portugueses decidiu atribuir a Augusto Arnaut a fénix de honra, a mais alta distinção desta organização.

Dando os parabéns à corporação das Caldas da Rainha e a todos os distinguidos na cerimónia do 127º aniversário, frisou que “o voluntariado ainda não é devidamente reconhecido no nosso país”.

Revelou também que as associações humanitárias continuam à espera de receber verbas do Estado para suportar as despesas operacionais.

O comandante distrital de operações de socorro, Carlos Guerra, sublinhou que apesar dos constrangimentos, os bombeiros das Caldas têm assegurado o serviço sem falhas.

Recordou o incêndio de 17 de agosto na freguesia do Landal, que se propagou ao concelho de Rio Maior, onde foram consumidos 700 hectares.

“Bombeiros de todos os quadrantes tudo fizeram ao seu alcance para não ser tão grave”, declarou, assegurando também que foram feitos todos os esforços para salvar o bombeiro que faleceu.

Falou ainda do futuro centro coordenador de operações de socorro (comando sub-regional do Oeste), que a partir de 1 de janeiro passará a funcionar nas Caldas da Rainha. “O edifício já foi feito e faltará ampliar e recrutar os recursos humanos”, revelou.

Um minuto de silêncio pela morte do subchefe Carlos Antunes e também pelo desaparecimento em 2020 do anterior presidente da associação humanitária caldense, Abílio Camacho, foi cumprido, a pedido do secretário executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses, Clemente Mitra, que exortou a uma salva de palma para Augusto Arnaut, que “esteve ‘preso’ cinco anos injustamente, mas a justiça agora funcionou”.

Este responsável defendeu que os bombeiros de Portugal devem ter um comando próprio e não depender da Proteção Civil, a exemplo do que acontece com outras entidades. “À Autoridade Nacional de Proteção Civil e Emergência caberá sempre a coordenação de todos os agentes de proteção civil, mas não o comando dos bombeiros”, elucidou.

Congratulando a corporação caldense, deixou um repto ao presidente da Câmara para o incentivar a “nunca baixar a guarda no orçamento municipal destinado aos bombeiros”.

Vitor Marques, presidente da Câmara, garantiu que “o Município estará atento e disponível para avaliar as necessidades”, anunciando que vão ser mantidos os critérios de apoio a obras de manutenção e aquisições, e a manutenção das duas equipas de intervenção e da equipa de reforço operacional.

Quanto à criação da delegação regional de proteção civil no concelho, sustentou que “releva a centralidade das Caldas”, para além de “consolidar a nossa opinião de que o Hospital do Oeste deve ser nas Caldas”.

Lalanda Ribeiro, presidente da Assembleia Municipal, deu os parabéns ao comandante ao Nelson Cruz pelo trabalho à frente da corporação caldense, fazendo notar que “fez o percurso nos bombeiros e conhece todos os cantos da casa”.

Luís Botelho, presidente da associação humanitária, elogiou “a entrega demonstrada pelo comando, bombeiros e restantes funcionários” perante a pandemia da Covid-19 e os incêndios. Agradeceu igualmente o apoio dado pela população e instituições, com donativos e bens alimentares.

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