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João Almeida em 60.º lugar na prova de fundo dos mundiais

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Portugal enfrentou neste domingo uma dura e intensa prova de fundo de 267 quilómetros no Campeonato do Mundo de Estrada, em Wollongong, na Austrália, onde Nelson Oliveira foi o português melhor classificado, tendo terminado na 44.ª posição, enquanto que o caldense João Almeida ficou em 60º, Ivo Oliveira em 81.º e Rui Oliveira sofreu uma avaria na bicicleta. Remco Evenepoel (Bélgica) conquistou o título mundial (repetindo a proeza de 2018 na categoria júnior), com o francês Christophe Laporte e o australiano Michael Matthews a alcançarem, respetivamente, as medalhas de prata e bronze.
O caldense não recuperou a cem por cento do problema de saúde que teve à chegada à Austrália

Portugal enfrentou neste domingo uma dura e intensa prova de fundo de 267 quilómetros no Campeonato do Mundo de Estrada, em Wollongong, na Austrália, onde Nelson Oliveira foi o português melhor classificado, tendo terminado na 44.ª posição, enquanto que o caldense João Almeida ficou em 60º, Ivo Oliveira em 81.º e Rui Oliveira sofreu uma avaria na bicicleta. Remco Evenepoel (Bélgica) conquistou o título mundial (repetindo a proeza de 2018 na categoria júnior), com o francês Christophe Laporte e o australiano Michael Matthews a alcançarem, respetivamente, as medalhas de prata e bronze.

O selecionador nacional, José Poeira, falou sobre a prestação de João Almeida, acreditando que “o problema de saúde que teve e que o impediu de participar no contrarrelógio também fez com que não estivesse tão forte”. “Esta era uma prova muito longa e difícil e o facto de ter estado algum tempo sem treinar devido a esse problema poderá ter influenciado a sua prestação”, manifestou.

Recorde-se que João Almeida não alinhou no contrarrelógio, no passado dia 18, no Campeonato do Mundo de Estrada, tendo a seleção sido apenas representada por Nelson Oliveira, que foi oitavo classificado.

Tendo apresentado problemas gastrointestinais e febre à chegada à Austrália, foi decidido pelo médico da seleção, Filipe Lima Quintas, em conjunto com o corredor caldense e o selecionador nacional, que seria mais prudente a ausência do ciclista de A-dos-Francos do contrarrelógio para que pudesse apresentar-se na melhor condição na prova de fundo, mas as consequências fizeram sentir-se.

A prova de fundo de elite do Campeonato do Mundo de Estrada arrancou de Helensburgh, a partir de onde o pelotão internacional realizou 42 quilómetros até chegar ao primeiro ponto alto da corrida, o Mount Keira. Foi precisamente aí que a seleção francesa decidiu fazer a sua primeira movimentação do dia, acabando por conseguir fragmentar o pelotão. Portugal conseguiu colocar dois corredores no grupo da frente: Ivo Oliveira e Nelson Oliveira.

“Quando partimos nunca sabemos como é que a corrida se vai desenrolar. Queríamos estar o mais bem colocados possível, mas também sabíamos que o pelotão poderia partir várias vezes, o que dificultaria o nosso trabalho”, disse o selecionador nacional.

Este grupo numeroso, composto por vários nomes importantes como Wout Van Aert (Bélgica), Tadej Pogacar (Eslovénia) e Stefan Küng (Suíça), chegou a ter cerca de dois minutos para o pelotão. A fuga acabaria por ser alcançada, pois nunca chegou a haver entendimento entre os corredores.

Entretanto formar-se-ia uma nova fuga, esta sim com sucesso, composta por 16 corredores. O grupo de fugitivos chegou a ter cerca de oito minutos para o pelotão, de onde mais à frente na corrida sairia o derradeiro ataque que decidiu a corrida. Desta feita seria, uma vez mais, a França a movimentar as águas, proporcionando a saída de um grupo de mais de 20 corredores de várias seleções, que se estabeleceria em posição intermédia. Portugal não conseguiu colocar nenhum corredor neste grupo, no qual estava inserido Remco Evenepoel e ainda outros corredores que poderiam lutar por um bom resultado, tais como Neilson Powless (EUA), Nairo Quintana (Colômbia), Jai Hindley (Austrália), Romain Bardet (França) e Alexey Lutsenko (Cazaquistão).

O selecionador nacional explica por que é que Portugal não conseguiu integrar-se nesta fuga. “Quando se deu esse ataque ainda era muito cedo e chegámos a pensar que a fuga poderia não ter êxito. Além disso, no momento em que se deu o ataque não conseguimos estar no sítio certo para responder”.

Nesta altura, a seleção nacional já tinha perdido um dos seus quatro elementos. Rui Oliveira teve uma avaria na bicicleta, perdeu terreno quando teve de mudar a roda e nunca mais conseguiu recolar.

Este grupo em que estava inserido Remco Evenepoel acabaria por conseguir chegar aos corredores que seguiam em cabeça de corrida e belga só teve de esperar pelo momento certo para lançar o ataque que o levaria à vitória, com quase dois minutos e meio de vantagem sobre o primeiro grupo de corredores.

Nelson Oliveira foi o primeiro representante da seleção nacional a chegar, a 3m01s do vencedor. João Almeida chegou depois, em 60.º lugar, a 5m16s. Ivo Oliveira fechou em 81.º, a 9m31s.

“Queremos sempre mais”, sublinhou o selecionador nacional. “Sei que o percurso não nos favorecia muito e com o azar que tivemos pelo meio acabámos por não conseguir o resultado que desejávamos. Queríamos e acreditávamos que conseguiríamos fazer melhor, mas acho que tendo em conta as circunstâncias da corrida foi o resultado possível”, declarou.

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