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Buscas finalizadas na Praia de Vale Furado sem aparecer ucraniano

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Foram finalizadas ao princípio da tarde desta segunda-feira as buscas para encontrar o jovem de 24 anos, refugiado ucraniano, que foi arrastado por uma onda, na tarde de domingo, na Praia de Vale Furado, em Alcobaça.
Foram desencadeadas buscas no mar, em terra e através de meios aéreos

Foram finalizadas ao princípio da tarde desta segunda-feira as buscas para encontrar o jovem de 24 anos, refugiado ucraniano, que foi arrastado por uma onda, na tarde de domingo, na Praia de Vale Furado, em Alcobaça.

As buscas pelo jovem terminaram sem que tivesse sido encontrado. A dura realidade é que depois do grande esforço de mobilização de meios desde a altura do desaparecimento, encontrá-lo com vida é um cenário quase afastado, esperando-se que o mar se encarregue ou não de devolver o corpo.

Estiveram empenhados, por via marítima, uma embarcação e uma mota de água da Estação Salva-vidas da Nazaré e o navio Sagitário, da Marinha Portuguesa, e, por terra, elementos do Projeto “SeaWatch”, da Polícia Marítima e da GNR. Via aérea estiveram envolvidos o helicóptero Koala, da Força Aérea Portuguesa, e um drone da Polícia Marítima.

No primeiro dia juntaram-se ao contingente elementos dos bombeiros de Pataias e a ambulância de Suporte Imediato de Vida de Alcobaça.

As operações foram coordenadas pelo capitão do porto da Nazaré, passando-se agora ao patrulhamento normal diário da costa pela Autoridade Marítima Nacional.

Os familiares estão a receber apoio de um psicólogo da Polícia Marítima, depois de também terem sido acompanhados pelo Gabinete de Psicologia do INEM.

O jovem desaparecido tinha escolhido Portugal para se refugiar com a família, saindo da Ucrânia pouco antes da guerra ter início. Vivia em Coimbra e já estava integrado no mercado de trabalho.

A vítima encontrava-se a banhos numa praia que só tem vigilância em julho e agosto. Estava na companhia da irmã e do cunhado, que deram o alerta quando se aperceberam do jovem em dificuldades no mar, acabando por desaparecer, apesar dos esforços de alguns banhistas para, num primeiro momento, tentar salvá-lo.

A Autoridade Marítima Nacional tinha divulgado na véspera do fim de semana vários conselhos à população para adotar comportamentos de segurança ao longo da costa, dado ainda existirem boas condições que atraem os banhistas às praias, mesmo que já não se encontrem vigiadas.

Recordando que ​desde o início da época balnear de 2022, a 6 de maio, já se verificaram 790 ações de salvamento a banhistas, registam-se, até ao momento, vinte acidentes mortais, dos quais treze são por afogamento em praias marítimas, fluviais ou lacustres e noutras zonas marítimas sob jurisdição da Autoridade Marítima Nacional. Dos acidentes mortais por afogamento, onze ocorreram em praias não vigiadas e dois em praias vigiadas.

Nesta fase final da época balnear, em que parte das praias já não tem a vigilância dos nadadores-salvadores, foi reforçada a importância do cumprimento de recomendações como frequentar as praias permanentemente vigiadas, vigiar permanentemente as crianças, respeitar a sinalização das praias, tomar refeições ligeiras, respeitar os períodos de digestão e evitar entrar na água de forma repentina, evitar as horas de maior exposição solar (entre as 11h e as 17h), não se colocar debaixo de arribas instáveis e respeitar as indicações dos nadadores-salvadores, dos agentes da autoridade e dos elementos de vigilância nas praias.

Na semana passada, na área da capitania da Nazaré, deu à costa na praia do Areeiro, na Nazaré, o corpo de um homem de 37 anos, de nacionalidade francesa, que se encontrava desaparecido desde o dia 9 de setembro, depois de ter sido arrastado por uma onda na Praia do Norte, no mesmo concelho, a alguns quilómetros mais a sul.

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