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População do Vau consegue continuidade da unidade de saúde

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A população do Vau, em Óbidos, concentrou-se no passado domingo para ouvir as explicações do presidente da junta de freguesia sobre o possível encerramento da extensão do Centro de Saúde, tendo sido marcada para esta quarta-feira, 7 de setembro, pelas 20h, uma vigília de protesto. Contudo, informações prestadas pelo diretor executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (Aces) Oeste Norte dão conta da continuidade desta unidade de saúde, com algumas restrições, que serão alvo de esclarecimento logo à noite.

A população do Vau, em Óbidos, concentrou-se no passado domingo para ouvir as explicações do presidente da junta de freguesia sobre o possível encerramento da extensão do Centro de Saúde, tendo sido marcada para esta quarta-feira, 7 de setembro, pelas 20h, uma vigília de protesto. Contudo, informações prestadas pelo diretor executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (Aces) Oeste Norte dão conta da continuidade desta unidade de saúde, com algumas restrições, que serão alvo de esclarecimento logo à noite.

Na sequência da reunião do passado domingo com a população, a junta de freguesia do Vau emitiu um comunicado relatando que foi “surpreendida com uma proposta de decisão de encerramento da extensão de saúde do Vau, sob o argumento de que o funcionamento deste centro de saúde não seria viável por necessidade de reestruturação do edifício e por falta de assistentes técnicos, ao qual nos mostrámos totalmente disponíveis para resolver”.

O presidente da junta, Frederico Lopes, encetou contactos com o diretor do Aces Oeste Norte, João Gomes, “na tentativa que a decisão fosse revogada”.

“Fomos confrontados com esta situação lamentável e incompreensível enquanto atravessamos uma fase de agonia no que diz respeito à saúde pública, um centro de saúde que presta serviço a mais de 1600 utentes, população esta afeta à freguesia do Vau e a outras freguesias adjacentes ao concelho de Óbidos”, manifestou o autarca, que criticou o diretor executivo do Aces: “Mostra uma grande falta de sentido de responsabilidade social”.

No dia seguinte, houve uma “chegada de entendimento entre a Junta de Freguesia do Vau e o Aces Oeste Norte”, comunicou a autarquia, que convocou a população para o dia 7, às 20h, para dar conhecimento das novas diretrizes do funcionamento dos serviços de saúde no polo do Vau, num encontro em que estará presente o diretor executivo do Aces.

Em informação enviada ao JORNAL DAS CALDAS, João Gomes transmitiu que entre as extensões existentes no concelho de Óbidos (A-dos-Negros, Amoreira, Olho Marinho e Vau), é este último que “merece maior cuidado na necessidade de reabilitar a sua estrutura de equipamentos”.

Segundo o responsável da saúde, “resultado da reunião tida no passado dia 1 com o sr. presidente da Junta de Freguesia do Vau, foi assumido que este momento iria coincidir com a substituição de equipamentos de apoio às práticas médica e de enfermagem, que se encontrem obsoletos ou em mau estado de conservação”.

“A limitação de recursos humanos (médicos, enfermeiros e assistentes técnicos) em contraponto com a necessidade de continuar a prestar cuidados a toda a população do Vau, possibilitou que se mantivesse o Vau em operação para as consultas de Saúde do Adulto e Idoso sensível à potencial dificuldade da população se deslocar ao pólo da Amoreira. Ficam somente neste pólo da Amoreira as valências que afetam as gerações mais novas, logo com mais condições de mobilidade. Sublinhe-se que o pólo da Amoreira dista 2,9 Km do Vau”, explicou.

De acordo com João Gomes, “é conveniente igualmente sublinhar que de modo algum, nenhum utente inscrito no Vau vai ficar sem médico de família, mantendo a mesma médica assistente”.

O diretor do Aces elencou que “dos 1589 utentes inscritos na unidade do Vau, 54% (855) residem na freguesia, 16% residem na freguesia de Sta. Maria, S. Pedro e Sobral (249) e os restantes 31% distribuem-se por outras freguesias”.

Em resumo, “a substituição de equipamentos e remoção de obsoletos e monos do pólo do Vau vai acontecer no imediato e por um espaço de tempo limitado (uma a duas semanas)”. Os utentes da médica do Vau “mantêm-se no seu ficheiro, não havendo por isso qualquer perda no acesso a cuidados de saúde”.

Após a reabertura do pólo do Vau, vai funcionar “dois dias por semana numa fase inicial para consultas de Saúde no Adulto e Idoso”. As valências de Saúde Materna, Planeamento Familiar terão lugar no pólo da Amoreira com apoio de enfermagem. “A divisão do trabalho médico entre Amoreira e Vau será definido em concordância com os profissionais envolvidos e ajustada à capacidade de horas de trabalho disponíveis nos vários setores de atividade”, descreveu o diretor do Aces.

Para a junta de freguesia do Vau, “esta poderá não ser de facto a resolução perfeita, mas apelamos para a compreensão de todos no sentido de chegarmos ao nosso objetivo: Manter em funcionamento a extensão de saúde do Vau”.

Entretanto, o diretor do Aces anunciou a intenção de “potenciar a resposta em saúde através da reclassificação da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Óbidos em Unidade de Saúde Familiar, o que possibilitará outras condições à fixação de novos profissionais, dinamizar os pólos que até à data se encontram subexplorados e apostar em medidas alternativas para potenciar o acesso, como a telemedicina é um exemplo”.

Em relação às obras de requalificação no Centro de Saúde de Óbidos, acabadas de iniciar, levará a uma inativação “por um período esperado de dez meses, conforme contrato celebrado entre a edilidade obidense e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

“Os recursos humanos e equipamentos serão desmobilizados para os pólos de A-dos-Negros, Amoreira e Olho Marinho”, acrescentou.

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