Q

Previsão do tempo

14° C
  • Friday 22° C
  • Saturday 27° C
  • Sunday 22° C
14° C
  • Friday 22° C
  • Saturday 27° C
  • Sunday 23° C
14° C
  • Friday 24° C
  • Saturday 30° C
  • Sunday 24° C

Nove enfermeiros do hospital das Caldas em risco de despedimento

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
Quinze enfermeiros da urgência de Caldas da Rainha do Centro Hospitalar do Oeste (nove da unidade das Caldas e seis do hospital de Torres Veras) correm o risco de serem despedidos no final deste mês, por falta de autorização do Governo para a contratação, disse o Sindicato dos Enfermeiros.
O protesto dos enfermeiros com a colaboração do SEP

Quinze enfermeiros da urgência de Caldas da Rainha do Centro Hospitalar do Oeste (nove da unidade das Caldas e seis do hospital de Torres Veras) correm o risco de serem despedidos no final deste mês, por falta de autorização do Governo para a contratação, disse o Sindicato dos Enfermeiros.

Para contestar a não renovação dos contratos, os nove enfermeiros do serviço de urgência da unidade das Caldas da Rainha, juntaram-se na passada quinta-feira em frente ao hospital das Caldas, em protesto.

O Sindicato dos Enfermeiros de Portugal (SEP), preocupado com a situação contratual do grupo de profissionais no Centro Hospitalar do Oeste (CHO), juntou-se aos mesmos, realizando uma conferência de imprensa.

Ivo Gomes, do SEP, disse à imprensa que “a instituição já pediu autorização para a renovação ou celebração de novos contratos, e a tutela ainda não deu resposta nem sobre esta questão, nem sobre a aprovação do Plano de Atividades e Orçamento, que viria a colmatar estas necessidades”, explicou o dirigente sindical.

Este já é o segundo protesto destes profissionais, que no passado mês de abril contestaram também sobre a não renovação dos contratos. “Estes colegas, face à nossa intervenção e denúncia, aqui em abril, viram os contratos renovados, o que foi bom para eles e para a instituição, pela qualidade dos cuidados de saúde que a população precisa”, contou Ivo Gomes, revelando que agora, passados quatro meses, o Governo volta a “fazer o mesmo criando uma nova instabilidade, aos profissionais e uma insegurança na qualidade da saúde prestada”.

O elemento do sindicato, recordou que o Governo “só autorizou a renovação desses contratos no dia 29 de abril às 23h00, depois do nosso protesto”.

Segundo o elemento do SEP, “o Governo sabe que estes contratos estão a acabar e facilmente resolvia a situação ao aprovar o Plano de Atividades e Orçamento do CHO, que ainda não foi autorizado”, adiantou.

“O que está plasmado nesse plano da instituição, é a contratação de 110 novos enfermeiros para o Centro Hospitalar do Oeste (CHO)”, revelou Ivo Gomes, acrescentando que a instituição tem neste momento “800 profissionais de enfermagem”.

 “No caso do serviço de urgência do polo das Caldas da Rainha, são nove enfermeiros que vão sair no fim deste mês, e o que está em causa é a elaboração de todo o horário das escalas e algumas valências da urgência que podem encerrar, e isto é dramático, não podemos deixar que isto aconteça”, salientou o elemento do SEP. Divulgou que são cerca de “100 turnos extras o que é exequível para fazer um horário e colmatar as necessidades”. “Precisamos no mínimo de mais dez enfermeiros, além destes nove, só para as Caldas, porque a equipa está subcarregada”, adiantou.

O responsável, não entende este “impasse do Governo, que deixa a administração de pés e mão atadas para contratar”. 

O sindicato, pretende que o ministério da Saúde autorize a vinculação definitiva e imediata destes enfermeiros, mas que, “sobretudo aprove os “Mapas de pessoal” das instituições, para que estas possam vincular e contratar os enfermeiros, (e outros profissionais), que têm sido indispensáveis para responder às necessidades assistenciais das populações”.

Vão enviar um comunicado à ministra da Saúde para que “esta situação não volte a acontecer”.

Questionada pelo JORNAL DAS CALDAS, a presidente do conselho de administração do CHO, Elsa Baião, esclareceu que “os contratos não podem ser renovados, nos termos da lei”, mas a instituição “está a tentar encontrar uma solução possível para manter os profissionais em funções”.

Bruno Ferreira, de 24 anos, é um dos enfermeiros do hospital das Caldas que está em risco de ser despedido, depois de 8 meses na instituição. É residente na zona de Porto de Mós, e apesar de ser distante, foi o “hospital das Caldas que procurou para trabalhar, inclusive no serviço de urgência, onde está “bastante contente” e quer “continuar vinculado a esta instituição”.

Considera muito triste a situação dos 15 enfermeiros, por estarem a passar por esta “situação desnecessariamente, visto que há uma grande necessidade de profissionais no CHO”. Alertou, que “estão em causa a continuidade e a segurança dos cuidados de saúde, as escalas para setembro da urgência, e o pagamento de horas extraordinárias de cerca de 100 turnos por mês, neste serviço”.

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Últimas

Artigos Relacionados

162 quilos de lixo recolhidos por voluntários na cidade

Uma ação de limpeza nas duas freguesias urbanas das Caldas da Rainha, na passada quarta-feira, durante três horas (das 14h30 às 17h30), contou com 89 voluntários, que recolheram162 quilos de lixo.

limpeza

Real Combo Lisbonense regressa ao CCC

No dia 28 de outubro, pelas 21h30, o CCC — Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha será palco do regresso do Real Combo Lisbonense à cidade.

joao paulo feliciano 2

Assembleia Municipal faz balanço de um ano de governação do Vamos Mudar

Na sessão da Assembleia Municipal de 27 de setembro, o membro do Movimento Vamos Mudar (VM), António Curado, fez um balanço “positivo” da atividade do VM, uma vez que no dia 26 de setembro fez um ano que a candidatura liderada por Vitor Marques venceu as eleições “para a Câmara Municipal e para a Assembleia Municipal (AM) e também para as duas juntas de freguesia da cidade”.

assembleia 1