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Os cuidados com a pele do rosto antes e depois da praia

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Mara Marques, especialista em Medicina Geral e Familiar, que tirou recentemente mais uma especialidade em medicina estética alerta para os cuidados com a pele do rosto antes e depois da praia.
Mara Marques, médica de Medicina Geral e Familiar fez uma especialidade em medicina estética

Mara Marques, especialista em Medicina Geral e Familiar, que tirou recentemente mais uma especialidade em medicina estética alerta para os cuidados com a pele do rosto antes e depois da praia.

“É muito importante o reforço de cuidados, nomeadamente estando a fazer praia”, diz, a médica, sublinhando que o “protetor solar deve ser renovado a cada duas horas e devemos sempre evitar exposição solar direta, usar chapéu e óculos de sol”.

“Peles mais sensíveis poderão fazer uma preparação para o sol, que idealmente se iniciam 2 meses antes da exposição solar com suplementos alimentares que irão reforçar a proteção da nossa pele à agressão da exposição solar”, adianta.

 Como médica alertou que uma pele muito bronzeada, “não é de todo um sinal de saúde da nossa pele e consequentemente acarreta inúmeros danos, nomeadamente o envelhecimento cutâneo”.

No entanto, a profissional de saúde salienta que os cuidados com o rosto devem “ser sempre uma constante, nomeadamente o uso de protetor solar que deve ser usado todo o ano, mesmo no inverno!”.

E a restante pele do corpo, além da proteção solar, se estiver exposto ao sol, deverá igualmente ser “usado diariamente creme hidratante para repor as reservas de água reduzidas pelo efeito do sol, água essa que é a fonte de hidratação da nossa pele”.

“Consoante as necessidades poderemos optar por um cuidado mais específico. Neste caso aqui um cuidado mais personalizado nas rotinas poderá igualmente fazer a diferença. A título de exemplo, o uso de acido glicólico no cuidado corporal poderá ajudar a reverter sinais de envelhecimento cutâneo”, refere.

Quanto aos cuidados a ter com os pés, a médica diz que “irão sempre depender da pré-existência de alguma condição em particular, mas na generalidade o uso de creme hidratante todos os dias”.

“Por vezes, se existirem calosidades, poderá fazer sentido o uso de um creme com ureia. Estar atento sempre ao estado da pele dos pés, algumas condições de saúde exigem cuidados mais redobrados como a diabetes. Verificar se não existem feridas, se a pele está íntegra e claro o uso de calçado adequado”, alerta a profissional de saúde.

“Um aconselhamento de rotinas de skincare é a chave para uma pele saudável”

A médica de Medicina Geral e Familiar sempre teve muito interesse na área da dermocosmética e a pós-graduação permitiu-lhe aprofundar e obter mais conhecimentos na área. “A medicina estética atua em várias áreas e está cientificamente cada vez mais sustentada e evoluída. Na consulta podemos realizar muitos procedimentos dos mais aos menos invasivos, como peelings, aplicação de ácido hialurónico e tóxina botulinica, entre outros e sempre com naturalidade, uma das características que acho imprescindível estar em cima da mesa quando se fala em medicina estética”, contou.

De acordo com a profissional de saúde, a base de sustentação de tudo isto é manter uma “boa qualidade de pele”. “Este sim é o segredo! Portanto um aconselhamento de rotinas de skincare dirigido exclusivamente ao paciente é a chave para uma pele saudável e consequentemente bonita”.

Mara Marques revela que tem havido uma procura nos cuidados de medicina estética. Achou interessante perceber que nem a “pandemia diminuiu a procura”. “Mudámos necessariamente os nossos hábitos e rotinas de vida e neste processo passámos a ter atividades profissionais ou até mesmo pessoais que nos levaram a olhar-nos mais vezes ao espelho ou numa câmara de zoom. Essa confrontação foi criando necessidades de melhoria que até aqui estavam camufladas na azáfama do dia-a-dia”, referiu.

Dos tratamentos mais solicitados são a toxina botulínica, preenchimentos com ácido hialurónico, bioestimuladores do colagénio e peelings. “Factualmente e na minha prática tenho sentido uma grande procura também nos cuidados de skincare, o que faz todo sentido. Antes de eventuais procedimentos injetáveis devemos apostar em ter uma pele cuidada e bem tratada. E no combate ao envelhecimento cutâneo temos várias opções de aplicação tópica com excelentes resultados”, relatou.

Estes procedimentos podem ser de acordo com a médica de medicina estética realizados durante todo o ano. “Alguns nomeadamente os que “promovem descamação da pele, como por exemplo os peelings, são adaptados mediante a altura do ano e a intensidade/profundidade do mesmo, garantindo e gerindo sempre um correto processo regenerativo”, disse.

Para Mara Marques, cabe-nos a nós médicos passar “a importância de uma boa harmonização facial e com isso por exemplo tratar alguns pontos do rosto que podem começar a acusar sinais da idade, revertendo esse processo. O chamado “triângulo da beleza” que se inverte com a idade”.

Quanto a tratamentos com ácido hialurónico, usado nos preenchimentos, entre outros deste género é segundo a médica importante serem ministrado por profissionais ligados à saúde. Existe segundo a profissional de saúde um risco e é “brutalmente superior quando os procedimentos são realizados por quem não possui um profundo conhecimento da anatomia facial e que, perante uma complicação, não está preparado nem tão pouco habilitado a agir”. “Estes tipos de procedimentos só devem ser realizados por médicos”, salientou, lamentando o facto de haver cada vez mais, profissionais “não médicos e necessariamente não habilitados para o efeito, a realizarem estes procedimentos”. “Isto representa um risco elevadíssimo para o paciente, muitas vezes com danos irreversíveis. O sapato eu arranjo no sapateiro, a Medicina Estética eu faço no médico”, sustentou.

Mara Marques revela que as complicações são conhecidas e estão devidamente “descritas e, portanto, podem ocorrer, mas um médico experiente na presença de uma complicação está preparado e saberá devida e imediatamente intervir”.

Mara Marques defende um controlo efetivo e regulamentação nesta área. “Infelizmente, não sendo médicos, a ordem dos médicos não pode atuar, entram aqui sim outras entidades como a ASAE”, informou, acrescentando que são inúmeros os casos de complicações que nos vão chegando. “Aguardamos por mais celeridade nestes processos de denúncia de profissionais não habilitados a realizar procedimentos médicos e paralelamente a respetiva e devida regulamentação”, relatou.

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