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Calor faz reduzir atividade no bloco operatório do Hospital das Caldas

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O bloco operatório da unidade das Caldas da Rainha do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) procedeu a uma redução temporária e parcial da atividade desenvolvida nas suas quatro salas, em virtude do aumento de temperatura do ar. Esta medida não se aplica às cirurgias de urgência e às cirurgias da área oncológica, restringindo-se somente à atividade programada.
Hospital das Caldas continua com problemas

O bloco operatório da unidade das Caldas da Rainha do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) procedeu a uma redução temporária e parcial da atividade desenvolvida nas suas quatro salas, em virtude do aumento de temperatura do ar. Esta medida não se aplica às cirurgias de urgência e às cirurgias da área oncológica, restringindo-se somente à atividade programada.

Segundo revelou a administração do CHO, procurou-se acautelar a “boa prática na prestação de cuidados médicos, quer para os profissionais, como para os utentes”. “Não estamos perante uma  avaria do sistema de ar condicionado, mas sim de uma redução da capacidade operativa e da eficácia,  face às condições meteorológicas extremas e devido à elevada idade dos equipamentos”, assegurou.

De acordo com a administração hospitalar, “as temperaturas registadas em qualquer uma das  salas do bloco operatório nunca atingiram os valores máximos regulamentados nas especificações técnicas emanadas pela autoridade competente”. Ou seja, “apesar do desconforto decorrente das temperaturas elevadas, não esteve em causa a segurança”.

“O conforto dos profissionais e os cuidados de saúde a prestar aos utentes são  prioridades no CHO”, garantiu, o conselho de administração, que anunciou que para dotar o espaço de uma climatização mais moderna e eficiente foi aprovada no início do mês de junho a substituição do sistema de ar condicionado das quatro salas do bloco operatório, encontrando-se a decorrer o processo de concurso público. Estima-se um encargo de 400 mil euros, ao qual acresce o IVA.

“Tendo em conta o elevado valor de aquisição, o qual implica prazos processuais longos, esta solução não é imediata”, justificou.  

Esta situação não é inédita. Na Europa, por exemplo, as extremas temperaturas que se fazem sentir em Inglaterra levaram ao cancelamento de cirurgias em alguns hospitais naquele país, devido aos blocos operatórios estarem demasiadamente quentes, tal como acontece nas Caldas da Rainha. Segundo foi relatado, as unidades não estão construídas para lidar com temperaturas extremas. Estão a ser montados ventiladores e instaladas unidades de refrescamento industrial onde seja possível. A onda de calor representa um verdadeiro desafio e os funcionários estão a vestir equipamentos mais frios do que o uniforme formal. Inclusive as cozinhas hospitalares a fazer gelados de água.

Por cá, enquanto o problema não ficar solucionado, o CHO indicou que está “a trabalhar em  soluções transitórias que permitam, no imediato, arrefecer as salas de bloco operatório, mas cumprindo as normas de segurança, por forma a permitir reativar a sua operacionalização plena”.

A administração esclareceu ainda que toda a atividade não realizada nas datas anteriormente previstas “será reagendada com a maior brevidade possível, por forma a que os utentes tenham acesso aos  cuidados de saúde de que necessitam, em tempo útil”.

Dois encerramentos do bloco de partos esta semana

Entretanto, o JORNAL DAS CALDAS apurou que Serviço de Urgência Obstétrica/Ginecológica e o bloco de partos no hospital das Caldas da Rainha estarão encerrados entre as 21 horas desta quarta-feira e as 09 horas de quinta-feira, por não ter sido possível preencher as escalas.

O anúncio foi pela unidade de saúde, que esta semana havia divulgado outro encerramento, desta vez durante 24 horas, entre as 09h da passada segunda-feira até às 09h de terça-feira, “por motivo de doença súbita de um médico obstetra, cuja substituição não foi possível assegurar em tão curto espaço de tempo”.

É solicitado às grávidas e utentes com patologia ginecológica urgente que consultem o Portal do SNS (https://www.sns.gov.pt/cidadao/servicos-de-urgencia-obstetrica-ginecologica) para obter informação sobre a unidade hospitalar onde se deverão dirigir.

O conselho de administração do CHO apelou à “compreensão dos utentes”, lamentando os “transtornos causados”.

Recentemente o Gabinete da Ministra da Saúde anunciou que o CHO estava a contratar horas em regime de prestação de serviços por não ser possível preencher as escalas de urgência apenas com recurso aos médicos do mapa de pessoal do CHO, tendo já sido adquiridas, até ao final do corrente ano, 13.344 horas para a especialidade de obstetrícia.

A escala de obstetrícia, no serviço de urgência do Hospital das Caldas da Rainha, é composta por três médicos no turno do dia (8h/20h) e três médicos no turno da noite (20h/8h), resultando numa necessidade anual de 26.280 horas.

“O CHO consegue assegurar, através das horas dos profissionais do seu mapa de pessoal afetos a esta especialidade, um total de 12.768 horas anuais, pelo que o CHO tem que adquirir anualmente, em regime de prestação de serviços, 13.512 horas. Conclui-se, assim, que já se encontram adquiridas as horas necessárias, não obstante nem sempre seja possível, por indisponibilidade dos profissionais, conseguir assegurar as escalas completamente”, referiu o Gabinete da Ministra da Saúde.

O mapa de pessoal do CHO dispõe de dez médicos da especialidade de obstetrícia/ginecologia. No âmbito dos concursos nacionais para contratação de médicos especialistas, o CHO tem sido contemplado com vagas para a especialidade, uma em 2021, que não foi preenchida, e outra este ano, encontrando-se o concurso a decorrer.

Segundo o Gabinete da Ministra da Saúde, “a legislação atual reconhece que no setor da saúde ainda se verifica, quanto ao pessoal médico, uma assimetria geográfica na sua distribuição, fixando assim os termos e as condições para atribuição de incentivos, quer à mobilidade, quer à contratação para serviços em estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde que, em relação a uma especialidade em concreto, se situam em zonas geográficas qualificadas como carenciadas, contribuindo assim para a necessária equidade no acesso a cuidados de saúde”.

As zonas geográficas carenciadas são definidas anualmente, sendo o CHO “constantemente qualificado como zona carenciada e contemplado por isso com vagas para atribuição de incentivo”.

Um despacho de 2021 veio definir, em relação aos procedimentos de mobilidade e de recrutamento de pessoal médico iniciados a partir de 1 de janeiro de 2021, as especialidades qualificadas como carenciadas para o CHO. Foi atribuído nesse ano um posto de trabalho com direito a incentivo de natureza pecuniária na especialidade de ginecologia/obstetrícia. Para o corrente ano, através de novo despacho, foi atribuído um posto de trabalho com direito a incentivo de natureza pecuniária na mesma especialidade.

Encontram-se atualmente quatro médicos da especialidade de ginecologia/obstetrícia no CHO a receber incentivos, atribuídos em anos anteriores.

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