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Preço do leite pago ao produtor aumentou dez cêntimos e pode recair no consumidor

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Um Encontro Nacional de Produtores de Leite em Valado de Santa Quitéria, realizado na passada sexta-feira, debateu o custo de produção e preço do leite, tendo os produtores revelado que aumentaram as despesas e que a atividade não está a ter o rendimento necessário, mesmo depois de ao longo deste ano terem subido o valor de venda para mais dez cêntimos o litro.
O secretário de Estado da Agricultura visitou uma vacaria em Valado de Santa Quitéria

Um Encontro Nacional de Produtores de Leite em Valado de Santa Quitéria, realizado na passada sexta-feira, debateu o custo de produção e preço do leite, tendo os produtores revelado que aumentaram as despesas e que a atividade não está a ter o rendimento necessário, mesmo depois de ao longo deste ano terem subido o valor de venda para mais dez cêntimos o litro.

A Associação dos Produtores de Leite de Portugal (APROLEP) organizou um encontro nacional na Vacaria e Queijaria Flor do Vale. O objetivo foi debater o custo de produção e o preço do leite, que acaba de sofrer o terceiro aumento do ano, depois de mais três cêntimos em janeiro e mais cinco em abril. Agora o produtor vende em média a 43 cêntimos o litro.

Jorge Silva, presidente da APROLEP, disse ao JORNAL DAS CALDAS que “estamos a viver um aumento consecutivo de tudo o que é matérias-primas, rações e energia, e é uma circunstância totalmente nova, não sei se derivada da guerra ou se serve de desculpa”.

“O leite persiste em não acompanhar estes aumentos e está-nos a deixar numa situação de asfixia, de tal modo que neste momento se começa a pensar como vai ser a sobrevivência do setor”, sublinhou.

“Como não conseguimos controlar o preço da produção, e estamos limitados ao que o mercado nos paga, a única solução é valorizar o que fazemos, ou seja, o leite tem de pagar os custos de produção, senão o futuro vai ficar comprometido”, adiantou Jorge Silva.

Segundo este responsável, foi agora anunciado um aumento de dois cêntimos por litro de leite “quando os produtores esperavam que fossem mais cinco cêntimos para equilibrar as contas, nem era para ganhar dinheiro”.

“As grandes superfícies de distribuição não permitem os aumentos porque não conseguem vender e fazem pressão para que continuem com os preços baixos”, fez notar o presidente da APROLEP.

O dirigente declarou que estão a vender o leite por mais dez cêntimos por litro do que o valor praticado no início deste ano, isto é, mais 30%. Considerou, no entanto, que é insuficiente para acompanhar a subida dos custos de produção na ordem dos 60% e que as medidas de apoio anunciadas pelo Governo não chegam.

“As medidas anunciadas não vão mitigar nada, porque não têm uma aplicação direta. Nós precisamos de chegar ao fim do mês e ter mais dinheiro no bolso. A resolução do problema passa pela valorização do produto, se queremos continuar a ter leite nacional nas prateleiras dos supermercados”, sustentou Jorge Silva, apontando que “não estamos a falar em grandes diferenças de preços, apesar de compreendermos as dificuldades das famílias”.

“Vemos o pão, que ninguém passa sem ele e que tem subido o que é necessário, pelo que não há motivo para que o leite seja penalizado e a produção deixe de ser autossuficiente, até porque se um dia tivermos de importar leite, o consumidor vai pagar muito mais caro”, alertou.

Foram estas as preocupações manifestadas no Encontro Nacional de Produtores de Leite, que juntou mais de uma centena de produtores de leite associados da APROLEP, de vários pontos do país, bem como técnicos do setor e empresas de fornecimento de bens e prestação de serviços à produção de leite.

Medidas estatais insuficientes

O secretário de Estado da Agricultura, Rui Martinho, foi um dos participantes e anunciou algumas medidas de apoio para compensar os gastos com combustíveis, energia e rações, para além de prémios pagos à vaca leiteira, admitindo, contudo, que não chegam.

“O setor atravessa um momento de grande dificuldade, agravado pela seca e por via do aumento dos preços dos combustíveis e dos fertilizantes, associado à guerra na Ucrânia”, reconheceu o governante, indicando como uma medida de mitigação o aumento do desconto do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) do gasóleo agrícola, que passa de 3,4 cêntimos por litro para seis cêntimos por litro, o que irá vigorar em julho e agosto.

A candidatura para suportar parte dos custos de eletricidade utilizada na atividade agrícola e um pacote de ajuda de crise com grande parte dos 27 milhões de euros disponibilizados para o setor leiteiro, através de prémios pagos à vaca leiteira, “são um conjunto de medidas que minimizam o impacto que o setor está a sofrer mas que não tem a dimensão que gostaríamos que tivessem, sendo o possível”.

É assim para o Governo inevitável que os preços do leite reflitam os acréscimos dos custos de produção associados e que podem vir a ser suportados pelos consumidores. Continua por isso a tentar que haja um ajustamento da compensação, que pretende definir através de um observatório de preços pagos aos produtores e pelos consumidores.

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